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  • Marta S. Santos - Câncer de Ovário
    O pensamento positivo, que no meu caso chamo de fé, têm uma importância vital no tratamento do câncer ou de qualquer moléstia!
Uma semana após o falecimento de minha mãe (02/07/16), senti pontadas fortes no abdômen e fui para o PS, após fazer um ultrassom me disseram que eu deveria estar com um problema gastro, receitaram antibiótico e anti-inflamatório, pediram que eu consultasse um especialista da área e como as pontadas se foram, eu nem marquei consulta. No final de setembro voltei a sentir fortes pontadas no abdômen e corri pro mesmo PS novamente. Dessa vez o médico pediu uma tomografia e quando analisaram o resultado viram uma massa no abdômen e fiquei internada para realizar exames por uma semana. Após fazer vários exames e me virarem de cabeça pra baixo, veio uma médica gastro e me contou que de acordo com o resultado dos exames, incluindo o CA125, eu tinha câncer. Quando ela me contou disse que eu poderia chorar, gritar...Mas na verdade, só tive vontade de lutar contra essa doença! Procurei um hospital de referência no tratamento oncológico na cidade em que moro, São Paulo, e fui encaminhada para um cirurgião por conta dos resultados de meus exames.
 
Na consulta o cirurgião comentou que não sabia como eu ainda estava de pé, meu exame de CA 125 estava com quase 2.000, o maior tumor, no ovário, media 13 cm x 9 cm e já estava com metástases no peritônio. Ele disse que teria que retirar vários órgãos, um pedaço do intestino ( o que faria com que eu usasse bolsa de colostomia) e fiquei bem assustada com a cirurgia que teria que fazer. A cirurgia foi marcada para breve, apenas o tempo de fazer mais exames ( pré-operatórios) e tomar algumas vacinas, não sei se devido ao stress fiquei com sinusite e não pude realizar a cirurgia na data marcada. Foi marcada para uma data mais distante. Nesse período de espera procurei todas as informações possíveis na internet sobre meu problema de saúde e descobri um médico especialista em cancerologia cirúrgica que havia publicado um estudo em que foi demonstrada maior sobrevida de pacientes com tumores grandes e metástases que faziam a quimioterapia pré-cirúrgica, do que daqueles que iam direto para a cirurgia mais invasiva. Consegui uma consulta com esse médico( que era de outro hospital do que o cirurgião em que eu havia ido) e assim que viu meus exames também indicou a cirurgia mas comentei sobre o que havia lido e ele me disse que no meu caso não poderia garantir que a resposta à quimioterapia seria positiva, afinal cada organismo reage de uma forma aos medicamentos... Mesmo assim insisti em fazer a quimioterapia antes da cirurgia e ele me encaminhou para uma colega oncologista excelente, muito interessada e humana que já começou me orientando a colocar um cateter interno chamado, port -a -cath , que proporcionou a possibilidade de um tratamento quimioterápico menos dolorido, por eu possuir veias muito finas que são difíceis para a aplicação de medicamentos. Fiquei internada para colocar o cateter e estava aguardando a liberação do convênio para fazer a biopsia com agulha guiada, que seria a menos invasiva no caso.
 
Por problemas puramente comercias entre o convênio e o hospital, voltei ao hospital em que estava com a cirurgia marcada e fui sincera com o cirurgião expressando minha preferência em fazer primeiro a quimioterapia e depois a cirurgia. Ele deixou a meu critério e assim foi feito, fiz a biopsia com agulha guiada, que constatou adenocarcinoma com alto grau de malignidade e fiz a quimioterapia a base de carboplatina + taxol , que por sinal foi um sucesso, o maior tumor diminuiu para 4cm x 4cm, alguns diminuíram bastante e outros desapareceram; após as 6 sessões quimioterapia , fiz a cirurgia, chamada citorredução em 17/04/2017, em que não foi necessário retirar nenhum órgão, nem tirar nenhum pedaço do intestino e que também foi um sucesso. Fiz mais 6 sessões de quimioterapia pós-cirúrgicas e depois fui fazendo os exames de controle de dois em dois meses durante seis meses. Após os seis meses apareceram alguns tumores novamente, a tal recidiva... Daí, foram indicadas 6 sessões de quimioterapia a base de doxxorubicina lipossomal e terminei a última sessão em 26/10/2018 e fiz os exames de imagem e de sangue para ver o resultado. Um tumor que estava localizado no mediastino desapareceu, um que estava próximo ao fígado diminuiu e ainda restam alguns pequenos que estacionaram. Na consulta que fiz em 30/10/2018 meu oncologista disse que o que poderíamos usar de quimioterapia foi usado e de que agora o mais indicado para o meu caso e bem estar geral seria um medicamento chamado Olaparibe ( LYNPARZA ), que é importado e de alto custo. Vou pedir que o convênio pague e apresentarei o relatório médico de que necessito desse medicamento. Mais uma etapa a ser vencida e tenho muita fé de que essa etapa será vencida também.
 
Minha mensagem para todas as mulheres é de que peçam a seus ginecologistas ou clínicos gerais para fazer uma vez ao ano uma tomografia de abdômen total, pois eu fazia os exames ginecológicos " normais ”( mamografia, ultrassom da pelve e Papanicolau ) e não acusava nenhuma anormalidade... Conversando com o cirurgião é que fui informada de que os tumores de ovário são os mais traiçoeiros, porque em sua maioria só são detectados em tomografias do abdômen e quando já estão bem avançados, não dão sintomas até então...
 
Outro fator importante é manter a fé na cura! Eu acredito em Deus e em Jesus Cristo como meu Mestre e tenho certeza de que o fator fé, é importantíssimo para o caminho da cura do câncer e de qualquer moléstia. Acredito que seguir minha intuição (que chamo de ouvir o Espírito Santo) e ter procurado conhecimento sobre o meu tipo de câncer e de tratamentos possíveis, me poupou sofrimento e me permitiu viver com melhor qualidade de vida. Agradeço a Deus por estar viva e me sentindo bem, aos médicos e profissionais da área de saúde que dedicam suas vidas para salvar e cuidar de outras, ao amor dos parentes e amigos que alimenta a força e vontade de viver de quem o recebe!


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