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  • AC - Câncer de Mama
    "Receber esse diagnóstico foi iniciar um época de incertezas, sustos e medos."

Em meados de 2024, fui fazer exames de rotina solicitados pelo ginecologista. No ultrassom das mamas, o médico focou muito em um ponto da mama direita, e desconfiei que ele estava vendo algo diferente do normal, já que eu tinha cistos mamários há vários anos. Quando saíram os resultados, havia 2 nódulos sólidos suspeitos, com pedido de biópsia. A mamografia não mostrava nada.

Agendei mastologista, depois biópsia, e veio a confirmação. E começou o processo de diagnóstico... Tenho plano de saúde, e foram muitas lutas e estresse para agilizar o processo: agendar exames e consultas sem data, solicitar nova análise de laboratório que não fez a imunohistoquímica de todo o material, exame com resultado atrasado, e assim por diante...

Consegui terminar o processo em 3 a 4 meses, longos e cheios de incertezas. Ao final, após uma ressonância e mais uma biópsia, descobri 3 nódulos na mesma mama, um câncer multifocal, tipos luminal B e A.

Fiz a retirada da mama com reconstrução. A biópsia da cirurgia veio com resultado incompleto, de novo, e mais tempo e estresse com novos exames para confirmar a retirada completa dos tumores. Na minha visão, até aquele momento: “retirei tudo, está resolvido”.

Foi a hora de descobrir que não é assim que funciona e que seria necessário fazer quimioterapia adjuvante. E enfrentar um dos meus maiores medos...

Não foi um período fácil. Durante alguns dias, tinha muita fraqueza e depois melhorava. O cabelo caiu antes da 2ª aplicação. E depois veio a radioterapia, mais tranquila.

Atualmente, faço o bloqueio hormonal, com vários efeitos colaterais que vou driblando no dia a dia. E sigo com a esperança de que essa possa ser a última fase, apesar de longa, nesse processo todo.

Há poucos meses, precisei realizar biópsia na outra mama, e bateu o medo de ter de repetir tudo desde o início. Mas, dessa vez, foi negativo. Ufa!

Desde o início, procurei manter minha rotina, só me afastando das atividades quando foi necessário. O apoio de amigos e familiares me ajudou muito. E manter a atividade física me dá mais força, reduz alguns efeitos e ajuda a esquecer um pouco.

Deixo meu depoimento para que outras pessoas que estão em qualquer uma dessas fases possam sentir que não estão sós e que temos forças para superar cada etapa, aprender com cada experiência. Alguns dias ou períodos são mais fáceis, outros mais turbulentos, assustadores... Mas é possível seguir. Há luz no final!

 

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