Tumor benigno: o que é, por que não é câncer e quais as diferenças importantes

Quando o termo “tumor benigno” aparece em buscas, laudos ou conversas do dia a dia, é comum surgir a dúvida: isso é câncer? A resposta é não. Apesar de muitas pessoas utilizarem a expressão “câncer benigno”, ela não é correta do ponto de vista médico.

Na medicina, a palavra câncer é usada exclusivamente para se referir a tumores malignos, ou seja, aqueles que têm capacidade de crescer de forma desordenada, invadir tecidos vizinhos e, em alguns casos, se espalhar para outras partes do corpo, processo conhecido como metástase. Por isso, todo câncer é, obrigatoriamente, maligno.

Já o termo tumor é mais amplo e significa apenas um crescimento anormal de células. Esse crescimento pode ter comportamentos diferentes e, por isso, os tumores são classificados principalmente em benignos ou malignos.

O tumor benigno, apesar de ser uma alteração no organismo, não apresenta comportamento agressivo. Ele costuma crescer lentamente, não invade outros tecidos e não se espalha para órgãos distantes. Em muitos casos, pode nem causar sintomas e ser descoberto apenas em exames de rotina. Dependendo da localização e do tamanho, o acompanhamento médico pode ser suficiente, sem necessidade de tratamento imediato.

A confusão acontece porque, no senso comum, a palavra câncer acabou sendo associada a qualquer tipo de tumor. Assim, quando alguém recebe um diagnóstico de tumor benigno, pode acabar dizendo que tem um “câncer benigno” para tentar explicar que não é algo grave. Apesar da intenção, o uso do termo incorreto pode gerar mais medo, desinformação e insegurança, tanto para quem recebe o diagnóstico quanto para quem escuta.

Por isso, o mais adequado é sempre diferenciar: tumor benigno não é câncer. Já os tumores malignos são aqueles que recebem o nome de câncer e exigem acompanhamento e tratamento específicos.

Diante de qualquer dúvida sobre termos usados em exames, laudos ou diagnósticos, é fundamental procurar o profissional de saúde responsável pelo acompanhamento. Somente ele pode explicar com precisão o significado das palavras, o tipo de alteração encontrada e o que isso representa, na prática, para a saúde de cada pessoa.

Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia

Fontes:

Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)
Manual MSD – Versão Saúde para o Público
National Cancer Institute (NCI – EUA)

 

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