Tratamento do carcinoma espinocelular da pele

As opções de tratamento para o câncer espinocelular da pele dependem do risco de recidiva, que se baseia em fatores como o tamanho e a localização do tumor e a aparência das células cancerígenas ao microscópio, bem como se o paciente tem um sistema imunológico debilitado. 

A maioria dos cânceres de pele espinocelulares é diagnosticada e tratada precocemente, quando ainda pode ser removida ou tratada com terapias locais, como cirurgia ou radioterapia. Os tumores espinocelulares pequenos podem geralmente ser curados com esses tratamentos. Os tumores maiores são mais difíceis de serem tratados e os de crescimento rápido têm maior risco de recidiva.

Em casos raros, os tumores espinocelulares podem se disseminar para linfonodos ou outros órgãos. Se isto ocorrer, podem ser necessários tratamentos como radioterapia, imunoterapia e/ou quimioterapia.

  • Cirurgia. Os diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento do câncer de pele espinocelulares são:
  1. Curetagem e eletrodissecação. Essas técnicas são utilizadas para carcinomas espinocelulares pequenos, com baixo risco de recidiva, não sendo indicadas para tumores grandes.
  2. Excisão por shave. É uma opção para tumores pequenos com baixo risco de recidiva após o tratamento.
  3. Excisão. Esse tipo de cirurgia, na qual o tumor é removido com uma margem de pele normal, é frequentemente usada para tratar o carcinoma basocelular.
  4. Cirurgia de Mohs. É especialmente útil no tratamento de tumores que apresentam maior risco de recidiva, como tumores maiores ou com bordas mal definidas, para os tumores recidivados, para os tumores que se disseminaram ao longo dos nervos sob a pele e para os tumores localizados em áreas como rosto ou órgãos genitais. No entanto, essa abordagem é mais complexa e demorada do que outros métodos.
  • Radioterapia. A radioterapia é, muitas vezes, uma opção para o tratamento de tumores localizados nas pálpebras, nariz ou orelhas, áreas que podem ser difíceis de tratar cirurgicamente ou para pacientes que não podem ou não querem fazer a cirurgia. A radioterapia não costuma ser administrada como primeiro tratamento em pacientes jovens devido ao possível risco de problemas a longo prazo. A radioterapia pode ser realizada após a cirurgia (excisão simples e/ou dissecção de linfonodos) se todo o câncer não foi removido, ou se houver uma chance de recidiva. Às vezes, a quimioterapia pode ser administrada simultaneamente, para potencializar o tratamento. A radioterapia também pode ser administrada no tratamento de tumores que recidivaram após a cirurgia e se tornaram muito grandes ou profundos para serem removidos cirurgicamente.
     
  • Crioterapia. A crioterapia (criocirurgia) é usada para o carcinoma espinocelular estágio inicial com baixo risco de recidiva, especialmente para pacientes que não podem fazer a cirurgia, mas não é indicada para tumores invasivos ou para tumores localizados em regiões como nariz, orelhas, pálpebras, couro cabeludo ou pernas.
     
  • Tratamento de tumores que não foram completamente removidos ou que recidivaram após o tratamento. As opções de tratamento para esses casos dependem da localização do tumor, do tratamento inicial e de outros fatores. Se possível, a cirurgia é frequentemente indicada para remover qualquer câncer remanescente. A radioterapia pode ser outra opção, especialmente se a cirurgia não puder ser realizada por algum motivo. Se a doença recidivar nos linfonodos próximos ou em outras partes do corpo, as opções são os tratamentos sistêmicos, como imunoterapia ou quimioterapia.
     
  • Tratamento do câncer espinocelular avançado. Diferentes tipos de tratamento podem ser administrados para os tumores que se disseminaram além da pele:
  1. Ressecção dos linfonodos. A remoção dos linfonodos é indicada para alguns carcinomas espinocelulares grandes ou profundamente invasivos, bem como se os linfonodos estão aumentados ou endurecidos. Às vezes, pode ser indicada radioterapia após a cirurgia.
  2. Imunoterapia. Para tumores avançados que não podem ser curados com cirurgia ou radioterapia a opção é a imunoterapia com cemiplimabe, pembrolizumabe ou cosibelimabe. No entanto, esses medicamentos não foram estudados em pacientes imunodeprimidos, como aqueles que fizeram transplantes de órgãos ou com doenças autoimunes. Portanto, o equilíbrio entre benefícios e riscos para esses pacientes não está claro.
  3. Quimioterapia sistêmica e/ou terapia-alvo. A quimioterapia e terapia-alvo (inibidores de EGFR) podem ser opções para pacientes com câncer de pele espinocelular disseminado para os linfonodos ou outros órgãos. Esses tipos de tratamento podem ser combinados ou administrados isoladamente.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 16/12/2024, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia. 

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