Radioterapia para câncer de testículo
O tratamento radioterápico usa radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. No tratamento do câncer de testículo, a radioterapia é utilizada principalmente para destruir as células cancerígenas que se disseminaram para os linfonodos.
Radioterapia para seminoma puro
O câncer de testículo é classificado em dois subtipos seminoma puro e não seminoma
Atualmente, a radioterapia para seminoma em estágio I é usada com menos frequência. A vigilância ativa ou, menos frequentemente, a quimioterapia com carboplatina são geralmente utilizadas em vez da radioterapia para o seminoma em estágio I, uma vez que a radioterapia pode provocar outros tipos de câncer e doenças cardíacas. No entanto, a radioterapia continua sendo uma opção para o seminoma puro em estágios I, IIA e IIB após a orquiectomia. Nesse caso, a radiação é direcionada aos linfonodos na parte posterior do abdômen (linfonodos retroperitoneais) para destruir qualquer doença presente nesses linfonodos. Ela também pode ser administrada no tratamento do seminoma que se disseminou para os linfonodos.
Radioterapia para câncer de testículo metastático
O câncer de testículo não seminoma geralmente não responde à radioterapia, portanto, normalmente não é administrada para esse subtipo de câncer. Contudo, em casos em que o câncer de testículo se disseminou para outros órgãos e está provocando sintomas, a radioterapia pode ser eficaz tanto para o seminoma quanto para o câncer de testículo não seminoma. Por exemplo, pode ser administrada no tratamento de metástases cerebrais de seminoma ou não seminoma, embora o câncer de testículo raramente se dissemine para o cérebro.
Tipos de radioterapia usados para o câncer de testículo
Os tipos de radioterapia usados para o tratamento do câncer de testículo são a radioterapia conformacional tridimensional e a terapia com prótons. A radioterapia conformacional tridimensional é o tratamento mais indicado, por emitir raios X de múltiplos ângulos, moldando os feixes para corresponder ao tamanho e formato exatos do tumor, atingindo as células cancerígenas de forma eficaz e minimizando a exposição às radiações em tecidos saudáveis. A terapia com feixe de prótons é outra opção que oferece grande precisão, utilizando prótons de alta energia em vez de raios X. Ambas as técnicas reduzem a exposição às radiações em órgãos próximos, diminuindo o risco de tumores secundários e efeitos colaterais a longo prazo.
Possíveis efeitos colaterais
A radioterapia pode afetar o tecido saudável adjacente. Para reduzir o risco de efeitos colaterais, os médicos cuidadosamente calculam a dose de radiação para que cada paciente receba exatamente a dose necessária. Geralmente, o tratamento do câncer de testículo utiliza doses de radiação mais baixas do que as utilizadas para outros tipos de câncer.
Os efeitos colaterais mais frequentes incluem:
- Fadiga.
- Náuseas.
- Diarreia.
- Alterações na pele, mas são raras.
Se a radiação atingir o outro testículo pode afetar a fertilidade, mas, um dispositivo especial de proteção é colocado sobre o outro testículo para protegê-lo durante o tratamento.
A radiação também pode ter alguns efeitos de longo prazo, como danos aos vasos sanguíneos ou outros órgãos próximos aos linfonodos tratados. Também pode aumentar o risco de contrair um segundo câncer (fora do testículo) no futuro.
Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.
Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos colaterais do tratamento.
Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 10/08/2025, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia para pacientes e familiares brasileiros.