Radioterapia para câncer de pênis
O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. Ela pode ser usada no tratamento do câncer de pênis das seguintes formas:
- Para tratar alguns tipos de tumor em estágio inicial, em vez da cirurgia peniana.
- Pode ser usada quando a cirurgia não é uma opção.
- Pode ser administrada junto com a quimioterapia antes da cirurgia para reduzir o tumor e facilitar a remoção com menos danos ao pênis.
- Nos casos em que o tumor atingiu os linfonodos, a radioterapia pode ser administrada após a cirurgia de retirada dos linfonodos e reduzir o risco de recidiva.
- Para tratar tumores avançados, na tentativa de retardar seu crescimento ou para aliviar os sintomas causados pela doença.
Em homens não circuncidados com indicação de radioterapia, a circuncisão deve ser realizada antes, para remover o prepúcio, porque a irradiação pode causar inflamação e constrição do prepúcio e levar a outros problemas.
Existem duas maneiras de realizar o tratamento radioterápico:
- Radioterapia externa. A radioterapia externa ou radioterapia convencional é o tipo mais comum para tratar o câncer de pênis. Este tratamento consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas. O tratamento é realizado cinco vezes na semana, durante um período de quatro a seis semanas.
- Braquiterapia. A braquiterapia utiliza uma fonte radioativa que é colocada dentro ou ao lado do tumor. Este tipo de tratamento é realizado com o paciente internado. Existem duas técnicas de braquiterapia para o câncer de pênis:
- Braquiterapia Intersticial. Que consiste na inserção de agulhas no pênis. Após a inserção o material radioativo é colocado dentro das agulhas e o tratamento é iniciado. As sementes radioativas são mantidas no local por alguns dias até completar a dose de radiação programada. Após o tratamento, as agulhas são removidas.
- Plesiobraquiterapia. Neste método, um cilindro de plástico é colocado ao redor do pênis e, em seguida, outro cilindro com uma fonte radioativa é colocada sobre o primeiro cilindro. Similar a braquiterapia intersticial, o material radioativo é mantido no local por alguns dias até completar a dose de radiação programada.
Possíveis efeitos colaterais no pênis
A principal desvantagem da radioterapia é destruir ou danificar os tecidos saudáveis adjacentes à área irradiada. Muitos homens apresentam efeitos colaterais como inchaço, vermelhidão, aumento da sensibilidade, manchas, descamação e sensação de ardor ao urinar.
Os pacientes tratados com braquiterapia têm efeitos colaterais mais acentuados nas três primeiras semanas após o término do tratamento. No caso da radioterapia externa, os efeitos colaterais tendem a ocorrer durante o tratamento, melhorando com o seu término. A maioria dos sintomas desaparece após alguns meses.
Alguns efeitos colaterais menos frequentes, porém importantes, podem incluir necrose, estenose (fechamento), levando a problemas de micção, e fístula entre a uretra e a pele.
Em muitos casos, a função e a aparência do pênis gradualmente volta ao normal após alguns meses ou anos após o término da radioterapia. Em casos em que o tumor não se desenvolveu além da glande, a radioterapia é administrada apenas na ponta do pênis, de modo que a ereção não deverá ser afetada.
Possíveis efeitos colaterais nos linfonodos
Os efeitos colaterais a curto prazo da radioterapia na região pélvica e nos linfonodos da virilha incluem alterações na pele nas áreas irradiadas, cansaço, cólica abdominal, diarreia e problemas para urinar. A longo prazo esses efeitos podem incluir diarreia crônica, necessidade de urinar com mais frequência, alterações na capacidade de ereção e aumento do risco de linfedema.
Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.
Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos colaterais do tratamento.
Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 08/09/2025, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia para pacientes e familiares brasileiros.