Quimioterapia para câncer de testículo
A quimioterapia consiste no uso de medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. A quimioterapia é administrada por via venosa ou oral, tendo como alvo as células cancerígenas do corpo.
A quimioterapia é frequentemente utilizada para tratar o câncer de testículo, quando se disseminou para fora do testículo ou para diminuir o risco da recidiva. Não é usada para tratar a doença localizada apenas no testículo.
A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura, em geral, algumas semanas.
O uso de dois ou mais medicamentos quimioterápicos geralmente é mais eficaz do que o uso de um único medicamento isoladamente. Os esquemas de quimioterapia mais utilizados como tratamento inicial para o câncer de testículo são:
- BEP: bleomicina, etoposídeo e cisplatina.
- Carboplatina, apenas para seminoma puro, estágio I.
- EP: etoposídeo e cisplatina.
- TIP: paclitaxel, ifosfamida e cisplatina.
- VeIP: vimblastina, ifosfamida e cisplatina.
- VIP: VP-16 (etoposídeo), ifosfamida e cisplatina.
- Carboplatina e etoposídeo em altas doses.
- Gemcitabina, paclitaxel e oxaliplatina.
Alguns médicos acreditam que um esquema mais intensivo deve ser usado para pacientes com doença de alto risco, sugerem uma combinação diferente de drogas quimioterápicas ou mesmo um transplante de células-tronco.
Possíveis efeitos colaterais
Por atingir mais células do corpo além das saudáveis, a quimioterapia é um tratamento muito suscetível a causar efeitos colaterais. Eles dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e do tempo de tratamento. Os efeitos mais frequentes incluem:
- Perda de cabelo.
- Inflamações na boca.
- Perda de apetite.
- Náuseas e vômitos.
- Diarreia.
- Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
- Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
- Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.
Alguns medicamentos utilizados podem apresentar outros efeitos colaterais, como:
- A cisplatina e a ifosfamida podem provocar problemas renais, que podem ser diminuídos administrando maior quantidade de líquidos, via intravenosa, antes e depois da administração desses medicamentos.
- A cisplatina, etoposídeo, paclitaxel e vimblastina podem causar neuropatia, que pode levar a dormência ou formigamento nas mãos e nos pés e sensibilidade ao frio ou ao calor. Na maioria dos casos, isso melhora com o término do tratamento, mas em alguns pacientes pode durar mais tempo.
- A cisplatina também pode provocar ototoxicidade (perda de audição).
- A bleomicina pode provocar problemas pulmonares levando a falta de ar e problemas com a atividade física.
- A ifosfamida pode causar cistite hemorrágica. Para evitar isso, o paciente recebe muitos líquidos e o medicamento mesna que é administrado junto com a ifosfamida.
No entanto, estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e tendem a desaparecer com o término do tratamento. Converse com seu médico sobre os efeitos colaterais que você está apresentando, pois, muitas vezes, pode ser necessária a prescrição de medicamentos para ajudar a aliviar esses efeitos colaterais.
Alguns medicamentos quimioterápicos têm efeitos colaterais específicos. Você deve ser informado sobre os riscos de cada medicamento que você vai receber durante o tratamento, procure revisar essas informações antes de começar.
Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.
Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA
Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos colaterais do tratamento.
Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 10/08/2025, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia para pacientes e familiares brasileiros.