Por que falar sobre cuidados paliativos é falar sobre dignidade e qualidade de vida
Os cuidados paliativos são uma abordagem de cuidado em saúde voltada para pessoas que convivem com doenças graves, crônicas ou potencialmente ameaçadoras da vida. Diferente do que muitos imaginam, eles não se restringem aos momentos finais da vida e não significam a interrupção do tratamento. Seu principal objetivo é promover qualidade de vida, alívio do sofrimento e cuidado integral, considerando não apenas os sintomas físicos, mas também aspectos emocionais, sociais e espirituais.
Essa abordagem surgiu na década de 1960, a partir do movimento dos hospices, e ganhou reconhecimento internacional com a Organização Mundial da Saúde, que definiu os cuidados paliativos como parte essencial da assistência em saúde. Atualmente, eles são indicados desde o diagnóstico de doenças que podem gerar sofrimento significativo, podendo ser oferecidos de forma conjunta aos tratamentos curativos ou modificadores da doença.
Nos cuidados paliativos, o foco está no controle de sintomas como dor, falta de ar, náuseas, cansaço intenso, ansiedade e sofrimento emocional. Além disso, a equipe busca apoiar a pessoa no enfrentamento da doença, respeitando seus valores, desejos e decisões, e oferecendo suporte também aos familiares e cuidadores, que muitas vezes vivenciam sobrecarga física e emocional.
Outro ponto central dessa abordagem é a comunicação clara e acolhedora. Os cuidados paliativos favorecem conversas honestas sobre o momento de saúde, expectativas, objetivos de cuidado e planejamento, sempre de forma individualizada. Isso contribui para decisões mais conscientes e alinhadas às preferências da pessoa, fortalecendo sua autonomia e dignidade ao longo do cuidado.
É importante reforçar que cuidados paliativos não são sinônimo de abandono terapêutico. Pelo contrário, eles representam um cuidado ativo, contínuo e especializado, que busca reduzir o sofrimento em qualquer fase da doença. Em muitos casos, essa abordagem melhora significativamente o bem-estar, o controle de sintomas e a experiência de cuidado, independentemente do prognóstico.
Com o aumento do debate público sobre o tema, cresce também a necessidade de informação qualificada. Compreender o que são os cuidados paliativos ajuda a combater estigmas, esclarecer mitos e ampliar o acesso a um cuidado mais humano, centrado na pessoa e não apenas na doença.
Sempre que houver dúvidas sobre cuidados paliativos, indicações ou possibilidades de acompanhamento, é fundamental procurar profissionais de saúde especializados. Médicos, enfermeiros, psicólogos e equipes multiprofissionais podem orientar de forma adequada, considerando cada contexto individual, garantindo segurança, acolhimento e cuidado integral.
Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia
Fontes
Organização Mundial da Saúde
Instituto Nacional de Câncer
Academia Nacional de Cuidados Paliativos
Ministério da Saúde
National Cancer Institute
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