Laudos atrasados chegam a 1 mil e HUB pede ajuda a hospitais
A Divisão de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (DADT) do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) solicitou apoio de outros hospitais universitários federais, na área de anatomia patológica, para ajudar na demanda acumulada de exames dos pacientes com suspeita de câncer que aguardam laudo. A justificativa para o atraso seria a quantidade insuficiente de médicos no setor.
Inicialmente, o Metrópoles havia revelado que mais de 450 exames estavam sem laudo há meses devido a uma crise a Unidade de Laboratório de Anatomia Patológica (UAPAT). Porém, a reportagem apurou que, na realidade, o setor possui mais de 1 mil casos represados.
A anatomia patológica consiste na análise de órgãos, tecidos e células, desempenhando um papel crucial no diagnóstico, tratamento, prognóstico e prevenção de doenças, incluindo o câncer. Após a coleta, como uma biópsia, por exemplo, o material é encaminhado à UAPAT do HUB, onde é examinado por um médico patologista.
Em despacho assinado nessa terça-feira (16/7), o chefe substituto da DADT informou que o acúmulo de exames na unidade deve-se a exoneração a pedido de patologistas e o aumento da demanda interna e local, o qual a equipe de patologistas atual tem priorizado os casos de urgência e, principalmente, os oncológicos.
“Atualmente contamos com mais de 1.000 casos represados, gerando o atraso na entrega do laudo entre 60 a 90 dias, posto isso, o Hospital Universitário de Brasília disponibilizará toda estrutura tecnológica para viabilidade do compartilhamento do Serviço Assistencial”, informou o chefe substituto no documento.
No documento, o representante da divisão afirma que o HUB, com apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), tem somado esforços para reduzir a demanda reprimida de exames no setor.
“O HUB com o apoio da sede da Ebserh, somam esforços para reduzir o déficit do atendimento da demanda, com o pagamento de horas extras, aumento da carga horária com aditivo ao contrato de trabalho e nomeações em concurso público, porém, neste ultimo sem adesão pelos profissionais aprovados (patologistas)”, frisou.
Atraso para liberação de exames
De acordo com servidores ouvidos pela reportagem, a demora para liberação dos exames tem sido maior que três meses, o que está em desacordo com o que prevê a legislação. A Lei Nº 13.896, de outubro de 2019, garante aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com suspeita de câncer, o direito a biópsia no prazo máximo de 30 dias, contados a partir do pedido médico.
A crise diante dos atrasos para liberação dos laudos preocupa a equipe que trabalha no setor, visto que é por meio do exame imuno-histoquímico que o médico oncologista determinará, conforme protocolos científicos, qual o tipo de tratamento mais adequado a ser utilizado para o paciente com diagnóstico de câncer.
“Sem os resultados dos exames anatomopatológicos e imuno-histoquímicos, que confirmam o diagnóstico de câncer, o paciente acaba sendo prejudicado, retardando ainda mais o combate contra o câncer frente à demora para dar início ao tratamento oncológico. Diversos pacientes estão morrendo, à míngua, sem chance alguma de receber ao menos um tratamento digno contra o câncer. Simplesmente porque o resultado dos exames, com atraso de liberação superior a três meses – quando liberados – já ocorre tardiamente”, explicou uma fonte do HUB ouvida pelo Metrópoles.
Déficit de médicos
Segundo a equipe, o atraso para liberação do resultado dos exames é reflexo do déficit de médicos patologistas na unidade, que são os responsáveis por produzir os laudos. Atualmente, o setor conta apenas com seis especialistas na área, quantidade insuficiente para manutenção das atividades médicas previstas para o setor.
Dos médicos lotados na unidade, quatro são contratados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e dois são vinculados à Fundação Universidade de Brasília (FUB). No entanto, atualmente apenas quatro estão trabalhando, visto que um entrou de férias e outro está de atestado.
Em abril deste ano, a EBSERH, responsável pela gestão do hospital universitário, realizou a primeira convocação de profissionais do concurso público mais recente, contratando apenas uma médica patologista.
Entretanto, após ocupar o cargo por dois meses, ela solicitou exoneração. Desde então, não houve novas contratações de médicos para a unidade. No certame, foram aprovados 16 médicos da especialidade para cadastro reserva.
“Diariamente entram novos exames no setor, e a prioridade são os mais antigos. Somente o HUB faz exames de imuno-histoquímica para toda rede pública do Distrito Federal. Muitas vezes, quando o médico faz uma biópsia de mama, por exemplo, aconselha a paciente a fazer no particular, por conta da demora. Um exame que custa em torno de R$ 2 mil”, detalha um servidor que prefere não se identificar.
Procurado, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh) informou, em nota, que a regularização de laudos atrasados já está em andamento, inclusive com a realização de horas extras dos médicos patologistas. “Considerando que o acúmulo dos exames ocorreu principalmente após o mês de maio, foi proposto o pagamento de horas extras para os médicos patologistas que atuam nesse momento no HUB. A meta estabelecida é de otimizar a execução dos laudos e atingir cerca de 460 exames liberados dentro do período de um mês com a composição atual”, disse.
“O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh) informa que até o dia 17/07/24 havia 831 exames aguardando para serem laudados. É importante frisar que são vários tipos de exames e nem todos são de pacientes oncológicos.
Destes 831 exames pendentes, 314 ainda estão no prazo legal e previsto dos 30 dias para emissão de laudos, ou seja, o número real de atrasos é de 516.
O HUB-UnB/Ebserh entende a importância de liberar os laudos o quanto antes, por isso diversas medidas estão sendo tomadas e os profissionais estão dispostos a realizar um esforço conjunto para solucionar os atrasos”, disse a entidade, em nota.
“- Assim que a contratação dos 5 novos médicos patologistas for realizada, com previsão para primeira semana de agosto, será possível realizar mais 400 laudos no período de um mês e dar vazão aos atrasos. Também foi solicitado apoio remoto para realização dos laudos junto a outros hospitais universitários da rede Ebserh, com a utilização do sistema de compartilhamento assistencial em diagnóstico da rede para emissão de laudos”, finalizou o HUB.
Fonte: Metrópoles

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