Exames de sangue: como eles auxiliam a avaliação em oncologia
Os exames de sangue fazem parte da rotina de cuidados em saúde e são amplamente utilizados para avaliar o funcionamento do organismo. Quando o assunto é câncer, é comum surgirem dúvidas sobre o que esses exames conseguem mostrar e como eles se encaixam no processo de investigação médica. Embora não atuem de forma isolada, os exames laboratoriais têm um papel importante dentro do cuidado oncológico.
No contexto do câncer, os exames de sangue ajudam a fornecer informações complementares que auxiliam profissionais de saúde a entender melhor o estado geral do paciente. Eles podem indicar alterações no funcionamento de órgãos, alterações inflamatórias, mudanças na produção de células sanguíneas e outros sinais que merecem atenção clínica. Esses dados, porém, sempre precisam ser analisados em conjunto com a história da pessoa, sintomas apresentados e outros exames.
Entre os exames mais conhecidos estão os chamados marcadores tumorais. Essas substâncias podem ser detectadas no sangue e, em alguns casos, estão associadas a determinados tipos de câncer. Exemplos incluem PSA, CA 125, CA 15-3, CEA e AFP. Apesar de bastante citados, os marcadores tumorais não são utilizados como exames de rastreamento para a população em geral. Eles podem estar alterados por diversas condições não relacionadas ao câncer, como inflamações, infecções ou alterações benignas.
Por isso, os marcadores tumorais costumam ser mais úteis no acompanhamento de pessoas que já possuem um diagnóstico, ajudando a monitorar a resposta ao tratamento ou a evolução da doença, sempre dentro de um contexto clínico bem definido.
Exames de rotina, como o hemograma, também podem fazer parte da avaliação. Alterações nos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas podem indicar que algo não está dentro do esperado, mas essas mudanças são inespecíficas e podem ter muitas causas diferentes. O mesmo vale para exames bioquímicos, como os que avaliam fígado, rins ou níveis de inflamação no organismo.
É importante destacar que os exames de sangue não substituem exames de imagem, como tomografia, ressonância, ultrassonografia ou mamografia, nem procedimentos como a biópsia, que permite a análise direta de células e tecidos. O diagnóstico do câncer é resultado de uma avaliação cuidadosa, feita por profissionais especializados, considerando múltiplos fatores.
Com o avanço da ciência, novas pesquisas vêm estudando o uso de exames laboratoriais cada vez mais sofisticados, inclusive análises genéticas e moleculares. Ainda assim, essas ferramentas fazem parte de um processo integrado de cuidado e não devem ser interpretadas isoladamente.
Diante de qualquer dúvida relacionada a exames, resultados ou sintomas persistentes, é fundamental procurar um profissional de saúde. Somente médicos e equipes especializadas podem orientar adequadamente sobre a necessidade de exames, interpretar resultados e indicar os próximos passos com segurança.
Buscar informação de qualidade é essencial, mas ela deve sempre caminhar junto com acompanhamento profissional e decisões compartilhadas, respeitando a individualidade de cada pessoa.
Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia
Fontes
Instituto Nacional de Câncer
Organização Mundial da Saúde
Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
National Cancer Institute
Ministério da Saúde
- CID do câncer de mama: o que significa o código usado em laudos e documentos médicos
- Por que falar sobre cuidados paliativos é falar sobre dignidade e qualidade de vida
- Câncer de ovário: o que é, principais informações e por que a atenção aos sintomas é tão importante
- Tumor benigno: o que é, por que não é câncer e quais as diferenças importantes
- Câncer de pele e seus principais sinais
- Entenda o CID relacionado ao câncer de mama e por que ele aparece nos laudos médicos
- Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata reforça a necessidade de informação, diálogo e cuidado contínuo
- Novembro Azul lembra que se cuidar também é coisa de homem
- Radioterapia: entenda o que é, como funciona e por que é essencial no tratamento do câncer
- Câncer de mama CID C50: entenda o que significa e por que essa classificação é importante
- Mamografia: saiba como surgiu o exame, por que ele é essencial e o que mudou nas recomendações recentes
- Tratamento do câncer de mama: o que você precisa saber
- O que é Outubro Rosa: origem, significado e importância da campanha mundial contra o câncer de mama
- 5 coisas que você precisa saber sobre o câncer de pâncreas
- O que é o INCA – Instituto Nacional de Câncer
- Ácido Ribonucleico (RNA): o que é, funções e sua relação com o câncer