Ei, mulher!
Para não parecer metida, ela encurvou a coluna
Para não parecer tão meiga, passou a ter respostas curtas e, às vezes, até ficou muda
Para parecer mais madura, deixou de brincar, permaneceu penteada e bem pintada
Para parecer um bom partido, deixou de comer, comprou uma cinta que viu na TV
Para parecer isso, para parecer aquilo,
Para parecer… não sei o quê
Deixou de ser!
Deixou de ser a menina gentil e capaz
Deixou de acreditar que é tão simples viver em paz
Deixou sua versão mais preciosa para trás.
E de repente era produto, mentiu a idade, viu-se sem fruto, sem identidade
Ficou a casca, vazia…
Ideias rasas
Ficou fria.
Ei, mulher. Ainda é tempo
De acolher aquela menina
E de ser
Simplesmente você!
Você é linda, assim desse jeito
Obra prima do autor da VIDA
E tudo que Ele faz é perfeito!
Então solte essa voz e agradeça
Se olhe e se reconheça
Toda e por completo
Com suas cirurgias, cicatrizes e sequelas
Suas limitações também estão nesse pacote
Fazem parte de quem você é!
Ande de cabeça erguida
Honre a sua história
SORRIA PARA A VIDA!
Ei, mulher. Ainda é tempo...
Não se perca de você!
Quézia Queiroz é jornalista, uma das mulheres membros do Comitê de Pacientes Oncoguia e também tem cicatrizes que contam uma longa história.
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