De paciente para paciente

Hoje a conversa é com você. Com você que comunica, acolhe, orienta, explica, traduz e segura a mão de pacientes com câncer, muitas vezes enquanto também atravessa a própria jornada. Você que é paciente e, mesmo em meio ao tratamento, decide doar tempo, escuta e presença para que ninguém caminhe sozinho. Pega um café. Senta aqui. Vou deixar alguns convites gentis para 2026, de paciente para paciente. 

Para começar: pausas são bem-vindas! Você vai precisar delas. Cuidar também cansa. Exige muito de você. Recesso, férias, silêncio, dias offline. Não só são permitidos, são necessários. Evitar a pausa cobra um preço alto. Aceitá-la é o que nos mantém inteiros. Cuidar também é saber pausar. Ninguém sustenta o outro se estiver em frangalhos. Autocuidado também é responsabilidade com quem acompanha, fica e confia em você. 

Nas redes sociais, podemos fazer outro combinado bem simples e revolucionário: A gente pode ser a gente. Sem performar tanta força. Cansativo, não é? Esqueça a "jornada do herói”. Respire. Alguns pratos vão cair. Somos humanos, falhos. E nessa caminhada oncológica todo mundo já sabe que mesmo com informação e movimento ativo, não tem só rua pavimentada. Tem muita estrada de chão, esburacada e mal iluminada. E é por isso que a gente está aqui. 

Também pode ser a hora de reconhecer que nem todo dia é dia de postar. Que nem toda vivência precisa virar conteúdo. Você não precisa criar, estando assim tão cansado. Ignorando o próprio corpo, o próprio limite, para tentar alcançar o mundo. Isso te machuca e também adoece. A pressa por engajamento pode custar confiança e, às vezes, saúde.

Ainda preciso te falar de quem já percorreu um pouco mais desse caminho. Mesmo já conhecendo a rota, tem dias que essa gente também não consegue dar um passo, e nem é por falta de coragem. Pode ser só cansaço acumulado de quem já caminhou demais. Então fica um lembrete para ser mais ouvido e colo para eles também. Porque mesmo ouvindo tanto o tal: “vida que segue”, continuam dia após dia estranhando um pouco suas novas versões, se reconhecendo aos poucos, como estreantes da própria estrada. 

Por último e muito importante, quando a VIDA te presentear com momentos ao vivo, desses face a face, com quem que te encontrou on-line e ficou, por favor não se esqueça, nem por um momento, de que são gente, e não números. Tente olhar nos olhos, parar um pouco e ouvir. Nessa hora, pode ser a sua chance de descer do palco, acolher presencialmente e dar sentido a todo o seu trabalho. Afinal, o encontro pode ser o seu melhor e maior alcance. 

Quézia Queiroz é jornalista, voluntária do Oncoguia desde 2017 e acredita mesmo que a parte mais bonita desse trabalho ainda acontece nos bastidores, offline.

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