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Câncer colorretal: Quando o transplante pode ser uma opção de tratamento?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/04/2021 - Data de atualização: 15/04/2021


O tratamento do câncer colorretal é, sem dúvida, um dos que possui o maior número de medidas terapêuticas para as complicações metastáticas. Sendo o fígado o principal sítio de implante metastático.

O implemento de novas modalidades de quimioterapia, técnica operatória e até mesmo modalidades de radiologia intervencionista, faz com que uma metástase hepática de tumor colônico seja tratada por um verdadeiro time de especialistas.

O sucesso do tratamento das mtx cólon retais é tamanho que, atualmente, se discute a utilização de transplante hepático para o tratamento de pacientes cuja ressecção hepática seja inviável. 

Atualmente, o transplante hepático para o tratamento de implantes colorretais só pode ser feito em situações que envolvam protocolos de pesquisa, como o realizado pela Universidade de Oslo, publicado e comentado na Jama Surgery.

Métodos e Resultados

O objetivo do estudo foi comparar o transplante hepático com a ressecção hepática após embolização portal, em pacientes com grande quantidade de metástases e sem doença extra-hepática. Entre 2006 e 2019, 50 pacientes foram submetidos a transplante hepático por metástase colorretal. Após o transplante, nenhum paciente recebeu tratamento adjuvante. Para fazer uma coorte comparativa, 53 pacientes que receberam embolização portal foram selecionados, com características semelhantes ao grupo transplante.

Cada um dos grupos foram subdivididos pela carga tumoral presente (baixa ou alta carga tumoral) de acordo com o número de ou tamanho (>9 ou > 5,5cm alta carga tumoral; os que não preencheram este critério seria baixa carga tumoral).

O grupo submetido a embolização portal apresentou uma sobrevida global de 32,7 meses com uma sobrevida de 5 anos de 32%, sendo que 15 (28%) pacientes não foram submetidos a ressecção subsequente. Estes subgrupos que não foram ressecados apresentam sobrevida de 10,9 meses com nenhum paciente vivo após 5 anos. 

Na análise estatística dos subgrupos, os com baixo volume tumoral não apresentaram diferença significativa na questão de sobrevida. Já no grupo com alta carga tumoral houve uma significativa diferença, com uma sobrevida de 40,5 meses para o grupo transplantado e 19,2 meses no grupo embolização (p=0,007).

Um outro achado interessante é que os pacientes com alta carga tumoral que receberam transplante apresentaram diferença de sobrevida de acordo com a localização do tumor colônico, sendo que aqueles que apresentavam tumor em cólon esquerdo tinham sobrevida média de 59,9 meses x 12,2 meses para os localizados no cólon direito (p=<0,001).

Discussão

O transplante hepático pode ser uma opção viável para o tratamento de pacientes com múltiplas lesões hepáticas e alta carga tumoral. Pacientes submetidos a ressecção hepática com alta carga tumoral têm uma alta taxa de recorrências em diversos estudos já apresentados. Neste sentido, o transplante hepático poderia ser uma opção especialmente nos casos onde se prevê uma taxa de recidiva elevada.

No entanto, cria-se um dilema quanto devido ao uso indiscriminado de órgãos de doadores cadavéricos, visto que em todos os países há uma demanda maior que a oferta disponível. 

Além disso, o transplante em pacientes com lesões de cólon direito deve ser indicada com ainda mais atenção, visto que há uma redução significativa da sobrevida. Um outro possível uso do transplante seria na falência hepática após altas doses de quimioterapia seguidas de ressecções hepáticas no manejo destas metástases. Também pode-se considerar o transplante nos casos onde após embolização portal não foi possível a ressecção devido a um crescimento insuficiente e um pequeno remanescente futuro do fígado.

Conclusão sobre o câncer colorretal

O transplante hepático pode ser uma opção em pacientes selecionados.

A questão do transplante X neoplasia é complexa e além do benefício oncológico deve-se levar em consideração que este órgão poderia ser usado em outros pacientes com hepatopatia. A imunossupressão necessária após o transplante inibe os mecanismos naturais de defesa contra células neoplásicas. Os achados deste artigo são fundamentais para incrementar a discussão sobre este tema.

Fonte: PebMed

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