Biópsia para diagnóstico do câncer de esôfago
O diagnóstico do câncer de esôfago só pode ser confirmado por uma biópsia, que é o procedimento no qual o médico remove uma amostra de tecido para análise. Esse procedimento é geralmente realizado durante a endoscopia.
HER2. Se o câncer de esôfago é diagnosticado em estágio avançado, não sendo possível a realização da cirurgia, as amostras de biópsia serão testadas para a presença da proteína HER2. Algumas pessoas com câncer do esôfago têm a proteína HER2 na superfície das suas células cancerígenas, o que as ajuda a crescer. Atualmente, existem medicamentos que têm como alvo a proteína HER2, que podem ajudar no tratamento desses tumores. Apenas os cânceres que têm a proteína HER2 são susceptíveis ao tratamento com esses medicamentos, razão pela qual os médicos solicitam o exame.
PD-L1. O câncer de esôfago que não pode ser tratado cirurgicamente ou está disseminado é testado para a presença da proteína PD-L1. Os tumores que produzem essa proteína podem ser tratados com medicamentos imunoterápicos.
MMR e MSI. As células de câncer de esôfago podem ser testadas para verificar se apresentam altos níveis de alterações genéticas chamadas de instabilidade de microssatélites (MSI) ou se apresentam alterações em qualquer um dos genes de reparo de incompatibilidade (MMR) (MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2). Os cânceres de esôfago que testam positivo para MMR ou com alto MSI e que não podem ser tratados com cirurgia, que recidivaram após o tratamento inicial ou se disseminaram para outros órgãos podem se beneficiar do tratamento com medicamentos imunoterápicos.
Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Preciso fazer uma biópsia.
Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 20/03/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.