Painel de Políticas Públicas do Câncer
Voltar[ARTIGO] O Cigarro e o Câncer de Pulmão
Políticas Públicas Relacionadas ao CâncerNovembro é o mês de conscientização do câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos e aquele que mais ocasiona mortes em todo o mundo, levando a óbito um indivíduo a cada 30 segundos.
No Brasil, a neoplasia foi responsável por 20.622 mortes em 2008 (demarcando-se como a que mais vitimou pessoas) e tem estimativa de 27. 320 novos casos para 2012, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer).
A doença é, sem dúvidas, muito grave. Além de apresentar sintomas que são comuns a outras doenças e que se manifestam apenas em estágio avançado, o câncer de pulmão tem grandes chances de metástase (quando o tumor atinge outros órgãos do corpo).
Com isso, é importante que se aproveite o mês de conscientização para atentar-se aos possíveis fatores de risco, os sinais e sintomas da neoplasia e, acima de tudo, para que se ratifique a máxima do Não Fumar. Embora alguns outros fatores de risco estejam associados ao câncer de pulmão (exposição a determinados agentes químicos, metais pesados e hereditariedade), o tabaco e seus derivados são responsáveis por 90% dos casos da doença. Noventa por cento!
Fumar é sem dúvidas o maior dos vilões.
Existem hoje cerca de 25 milhões de fumantes no Brasil, e o consumo de tabaco vem caindo nos últimos anos. No início dos anos 90, 35% da população com mais de 15anos era fumante e em meados de 2007, a porcentagem caiu para 16%, segundo dados do Ministério da Saúde.
Essa é uma ótima notícia. No entanto, embora o país venha empreendendo importantes esforços para reduzir o número de fumantes entre a população, em ações restritivas à publicidade de tabaco e ao consumo de cigarros em lugares fechados, a indústria tabagista também atua com primazia para manter e aumentar as suas vendas do produto.
Então preste atenção: Se você é fumante, coloque como ‘prioridade de vida’ o abandono ao tabaco. Procure por ajuda médica e oriente-se sobre o método mais indicado ao seu caso. E se não é fumante a orientação é que passe, muito longe, do cigarro!
O Instituto Oncoguia enumera abaixo dados relativos ao binômio cigarro-câncer de pulmão. Conheça e multiplique a informação.
Você sabia?
- 40% dos fumantes que começam a fumar na adolescência e
continuam fumando não viverão para solicitar a sua aposentadoria.
- As mulheres fumantes têm duas vezes mais chance de
desenvolver a doença do que os homens fumantes. Mesmo entre não fumantes,
o risco das mulheres de desenvolver câncer de pulmão é mais alta do que o
dos homens.
- Também, as mulheres, apresentam mais dificuldade de
superar a dependência à nicotina.
- Nas últimas décadas, a indústria do tabaco tem focado
suas ações de marketing nas mulheres e adolescentes, justamente por representarem maior potencial de lucro.
- Pessoas que começam a fumar muito jovens e que fumam
por longos períodos de tempo são mais suscetíveis ao câncer de pulmão.
- O tabagista passivo tem 30% de chances de desenvolver
câncer de pulmão.
- O primeiro caso de câncer de pulmão provadamente relacionado
ao consumo de tabaco aconteceu em 1950, na Inglaterra, e a primeira
suspeita de relação foi em 1912.
- Esforços do governo americano para reduzir o uso do
tabaco no país, entre meados da década de 50 e o ano de 2000, ajudou a
evitar 800 mil mortes prematuras, segundo estudo publicado nesse ano no Journal of the National Cancer
Institute.
- Se o cigarro não existisse, o câncer de pulmão seria
uma doença rara.
- Além do câncer de pulmão, o cigarro aumenta o risco de outras neoplasias como boca, laringe, faringe, esôfago, bexiga, rim, colo de útero, e leucemia mieloide aguda.


