UFMG é pioneira em método de rastreamento de câncer de mama

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/10/2021 - Data de atualização: 27/10/2021

O objetivo é proporcionar uma melhora no diagnóstico da doença, assim como avaliar o uso do novo marcador. Os resultados serão somados às pesquisas internacionais sobre o tema.

O PET Scan é um exame de imagem similar à tomografia computadorizada. A diferença é que ele possui uma maior capacidade de identificar, ainda no início, as alterações celulares que podem sugerir, ou não, a existência de um câncer.

Até o momento, o exame era realizado com o marcador 18F-FDG. O marcador é capaz de identificar os locais de lesão do câncer de mama, contribuir no estadiamento das pacientes, tanto no estabelecimento de metástase, quanto no acompanhamento das respostas do tratamento.

Já o marcador 18F-FES pode ser considerado uma versão mais avançada e moderna do modelo, que é específico para o rastreio de câncer de mama.

“O FDG capta muito pouco em alguns tipos de câncer de mama, por exemplo, quando o crescimento é mais lento. As células tumorais que gastam muita energia captam muita glicose e o FDG consegue identificar esse metabolismo acelerado, mas o 18F-FES consegue detectar mesmo os tumores pequenos e com metabolismo baixo”, explica o professor Marco Romano Silva, chefe do Departamento de Saúde Mental da Faculdade e coordenador do CTMM.

Ele compartilha que o trabalho de seu departamento, assim como das universidades, é trazer benefícios para a população. “Nosso trabalho é introduzir maneiras novas de fazer diagnóstico, de fazer pesquisa para demonstrar o que realmente faz diferença no diagnóstico”, ressalta.

Em um primeiro momento, quem terá a prioridade do acesso ao exame são os pacientes do Hospital das Clínicas (HC) da UFMG. Segundo o professor, a prioridade de atendimento do CTMM é o SUS, o que justifica a escolha pelo hospital.

Para participar o paciente precisa de um encaminhamento e pedido médico do Setor de Mastologia do HC, além de preencher alguns critérios que serão informados pela equipe de saúde que acompanha o paciente e pela equipe da pesquisa.

Quanto a parcerias, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) é parceiro do CTMM nesta pesquisa. O primeiro produz o radiofármaco, já o outro realiza a aplicação em pacientes com câncer de mama com indicação médica para seu uso.

“Quanto mais replicação de estudos existirem, melhor será para validar esse método do ponto de vista, também, da pesquisa internacional”, fala.

De acordo com o professor, caso seja constatado que o uso do 18F-FES tem benefícios superiores ao marcador tradicional na população brasileira, ele pode ser incorporado no SUS. Isso poderia gerar economia ao sistema de saúde com diagnósticos mais precisos e economia no acompanhamento do tratamento, já que possibilitaria verificar se está ocorrendo o resultado ou não e modificar a estratégia terapêutica, caso necessário.

“Sermos os primeiros a oferecer o exame PET CT com marcador 18F-FES é muito emblemático na nossa missão, de sempre procurar o melhor para o sistema público de saúde”, conclui.

Fonte: Estado de Minas 






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