Imunoterapia renova expectativas de pacientes com câncer pelo mundo

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/02/2022 - Data de atualização: 07/02/2022

A incorporação de um arsenal de novas tecnologias promete melhorar a qualidade de vida dos pacientes com câncer e oferecer até mesmo a cura para alguns casos. Em 2021, ganharam espaço os tratamentos de imunoterapia. Eles são venosos e utilizam anticorpos para estimular o sistema imunológico e destruir células malignas.

Essa estratégia é utilizada há algum tempo e cresceu nos últimos cinco anos. Desde então, há aumento progressivo nas indicações para uso, de acordo com o tipo de tumor do paciente e o avanço das descobertas científicas. Embora seja cara, essa modalidade já pode ser encontrada na rede de saúde suplementar e, em alguns casos, até mesmo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra estratégia que começa a se espalhar pelos centros de referência e clínicas especializadas pelo mundo são as CAR-T Cells. Um tipo de imunoterapia voltado para pacientes com cânceres hematológicos, como leucemias e linfomas, como explica o oncologista Carlos Gil, diretor científico do Grupo Oncoclínicas.

“Não utiliza anticorpos. É um tratamento personalizado, que utiliza células do paciente, que passam por tratamento em laboratório e depois são infundidas novamente, para combater o tumor. Já há pedido apresentado para autorização deste tipo de tratamento na  Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e aguardamos a autorização ainda para esse ano”, afirma.

Outro avanço já utilizado nos Estados Unidos e em países europeus é o radioligante. Trata-se de uma molécula com anticorpos ligados a uma fração de molécula radioativa, destinada às células com câncer que, quando encontradas, são destruídas. A modalidade é apontada como tendência para o tratamento de câncer de próstata para os próximos cinco anos.

“Eles estão em fase final de estudos e devem ser aprovados entre o fim deste ano e o início de 2023. O radioligante carrega a partícula radioativa para a célula que tem o receptor correto, que todo paciente com aquele câncer tem. É um tipo de terapia de precisão, menos tóxica e mais eficiente. É precisa, mas não é individualizada, como o CAR-T Cell. É um procedimento muito caro”, explica.

Há novidades também na área diagnóstica, com as biópsias líquidas. Por meio de coleta de sangue, é possível identificar o material genético do tumor e classificá-lo. Uma ferramenta que não substitui a biópsia clássica, mas funciona como alternativa quando não é possível fazê-la. Também é uma estratégia utilizada para monitoramento.

“Nesse caso, são feitas coletas periódicas, para verificar se o câncer está ou não em processo de retorno. É um diagnóstico que permite identificar o câncer antes mesmo de tomografias e exames de imagem. Alguns tipos de biópsias líquidas já estão disponíveis, mas ainda não é algo incorporado à prática médica como rotina, porque é muito cara”, conclui Carlos Gil.

Acesso desigual ao tratamento

Nesta sexta-feira (4), Dia Mundial do Câncer, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um estudo sobre a desigualdade de acesso ao tratamento contra o câncer. Segundo o trabalho, mais da metade dos pacientes precisa deixar o município de residência para receber assistência especializada. Esse percentual varia entre 49% e 60% dos casos.

A pesquisa, publicada em dezembro pela revista científica The Lancet Regional Health Americas, comparou diferentes períodos, a partir de dados do SUS, para constatar que a dificuldade de acesso ao tratamento nos últimos dez anos não mudou.

Foram mapeadas redes de deslocamento e analisados mais de 12,7 milhões de procedimentos, recortados nos períodos de 2009-2010 e 2017- 2018. As principais dificuldades de acesso foram localizadas nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Dependendo do tipo de tratamento especializado, a maioria dos pacientes precisou percorrer uma média que variou de 296 a 870 quilômetros para se tratar de um câncer. A situação mais dramática foi encontrada em Roraima e no Amapá, no Norte do país, onde pacientes precisaram percorrer em média dois mil quilômetros em busca de atendimento radioterápico.

Nas regiões Sul e Sudeste, os deslocamentos médios são, respectivamente, de 90 e 134 quilômetros. Os maiores polos de atração para atendimento de pacientes de outras regiões foram identificados no Sudeste e no Nordeste. Barretos, no interior de São Paulo, foi o principal destino para tratamentos no período, em que 95% dos pacientes tratados são oriundos de outros municípios.

Fonte: CNN Brasil 






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