Câncer infantil: saiba quais os tipos mais comuns

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/02/2022 - Data de atualização: 11/02/2022

Recentemente, me emocionou muito o depoimento do apresentador Tiago Leifert e da esposa, Diana Garbin, sobre o momento que vivem com a filha Lua, de 1 aninho. Há alguns dias, o casal contou que a pequena foi diagnosticada com um tipo de câncer raro nos olhos. O retinoblastoma é muito difícil de ser identificado, afinal, é um tumor que não apresenta sintomas aparentes e pode causar cegueira - e até a morte - se o tratamento não for realizado.

Por isso, meninas, a oncologista pediátrica Carmem Fiori listou os cânceres mais comuns em crianças e os sintomas que os pais precisam ficar de olho. De acordo com a especialista, o medo do diagnóstico do câncer é muito sério, mas não podemos ter medo. “Temos que ter o desejo pelo diagnóstico precoce. Precisamos divulgar as informações importantes para que esse reconhecimento seja feito de forma mais preventiva e que as chances de cura sejam maiores".
Leucemia

A doença que mais atinge as crianças é a leucemia. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ela atinge cerca de 25% dos pacientes pediátricos no país. A leucemia é conhecida como o câncer do sangue, então o alerta principal deve ser a palidez da criança. Muitas vezes, vem acompanhada da fraqueza (sem energia para brincar, dores nas pernas, manchas roxas, entre outras). A febre também deve ser sempre um sintoma de alerta, principalmente, se dura 3 ou 4 dias. O diagnóstico precoce nas leucemias vem através das alterações das crianças e do hemograma. O mais importante é tentar identificar essas pequenas alterações.
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Tumor cerebral

A segunda doença mais frequente nas crianças diagnosticadas com câncer é o tumor da cabeça, do sistema nervoso central. Ele pode existir em qualquer faixa etária. A médica chama atenção para o acompanhamento do perímetro cefálico - a medida da cabeça e peso - para crianças pequenas. Já nas crianças maiores, os pais devem sempre olhar as dores de cabeça, com atenção para as que pioram a noite. Outro ponto é que esses tumores acabam afetando o olhar da criança - ficam vesgas ou fazem viradas de olhar frequentes. Muitas vezes, o diagnóstico vem como torcicolo.

Linfomas

Os linfomas (ínguas) são muito comuns em crianças. A íngua é considerada anormal quando continua crescendo acima de 2,5 cm, considerado um caroço. Essas ínguas se espalham muito rápido - metástase-, então o tumor, quanto mais cedo localizado, melhor.

Tumor ósseo

É mais frequente nos adolescentes e pode surgir em qualquer osso. Os mais comuns são os do braço, pernas e coxas - ossos longos. O início é uma dor leve, muito sutil, mas que começa a preocupar o paciente. Dor localizada em qualquer parte do osso deve ser motivo de atenção e a forma de detectar é através do raio-x.
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Existem tumores mais raros, como o renal, germinativo, retinoblastoma - caso filha do Tiago. Cada um tem suas características para identificar. Por isso, a oncologista alerta que os pais devem observar qualquer comportamento diferente da criança. “A cura do câncer infanto-juvenil tem aumentado nos últimos 30 anos, e um dos fatores é o diagnóstico precoce. Vemos que o diagnóstico tem muito impacto no tratamento, basta pensar se a criança chega com uma fase avançada da doença ou inicial”.

Atualmente, no Brasil, segundo pesquisa do INCA, a chance média de cura de crianças e jovens com câncer é de 64%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, anualmente, surjam cerca de 403 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes, e que a cada três minutos uma criança morre vitimada pela doença.

Por isso, mães e pais, fiquem atentos aos sinais que seus pequenos derem e busquem atendimento médico especializado. Afinal, o câncer é uma doença que ninguém quer descobrir. Mas, quanto mais cedo identificada, mais chances da cura chegar.

POR GARDÊNIA CAVALCANTI

Fonte: O Dia 






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