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Vivendo com o Linfoma Não Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/06/2015 - Data de atualização: 11/10/2018


Para alguns pacientes com linfoma não Hodgkin, o tratamento pode eliminar o linfoma, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram linfoma não Hodgkin.

Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle.

Cuidados no Acompanhamento

Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-la de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre a examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Exames Complementares

Nas consultas regulares de acompanhamento o médico realizará um exame físico, com especial atenção ao tamanho e firmeza dos linfonodos.

Exames de imagem podem ser solicitados com base no tipo, localização e estágio do linfoma. Se os linfonodos ou outros órgãos foram afetados, serão solicitadas tomografia computadorizada ou tomografia por emissão de pósitrons (PET-scan). O PET scan é particularmente útil se os seus médicos não tem certeza se uma massa visualizada na tomografia computadorizada é um linfoma ativo ou tecido cicatricial.

Também poderão ser solicitados exames de sangue, com certa regularidade, para verificar se o paciente está se recuperando bem do tratamento e detectar possíveis sinais de uma recidiva do linfoma.

Se o linfoma voltar, o tratamento posterior dependerá dos tratamentos já realizados, do tempo desde o término do tratamento inicial e das condições clínicas do paciente.

Registros Médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e tratamento do linfoma não Hodgkin, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem a seu alcance, informações como:

  • Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
  • Cópia do relatório de alta hospitalar.
  • Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
  • Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses, e tempo do tratamento.
  • Exames de imagem.

O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você!

Como diminuir o risco do linfoma progredir ou recidivar?

Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento do linfoma. Adotar comportamentos saudáveis, como não fumar, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regulares e manter um peso saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

No entanto, não se sabe se esses tipos de alterações podem ter efeitos positivos sobre a sua saúde de modo a se estenderem além do risco do linfoma não Hodgkin ou outros tipos de câncer.

Suplementos Dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do linfoma não Hodgkin. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Se o linfoma voltar

Se o linfoma recidivar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão dos tratamentos já realizados anteriormente e de seu estado de saúde geral.

Risco de um segundo câncer após o tratamento

As pessoas que tiveram linfoma não Hodgkin podem ter outros tipos de câncer. De fato, os as pessoas que tiveram linfoma não Hodgkin têm um risco aumentado de contrair outros tipos de câncer. Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Risco de desenvolver um segundo câncer.

Suporte Emocional

Algo que ajuda muito ao paciente com linfoma não Hodgkin a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé. Você não precisa passar por tudo isso sozinho, seus familiares e amigos podem e querem ajudar você. Não se feche na doença, esteja disposto a ouvir o que os outros têm a lhe dizer.

Fonte: American Cancer Society (01/08/2018)



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