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Vacinas contra a covid-19: tire dúvidas sobre a imunização

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/01/2021 - Data de atualização: 21/01/2021


Até o momento, pacientes com câncer não foram incluídos pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Vacinação nos grupos prioritários para receber a vacina contra a covid-19.

Aqueles que possuem a doença são considerados parte do grupo de risco por médicos, já que o tratamento oncológico geralmente afeta o sistema imunológico.

Com o propósito de contribuir com o esclarecimento da população, a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), que reúne 70 ONGs,respondeu às principais perguntas que suas especialistas têm recebido de pacientes sobre a vacinação.

"Reunimos nosso time de especialistas do Comitê Científico-Técnico da FEMAMA para auxiliar a comunidade do câncer a entender como agir em relação à vacina contra a Covid-19. Os pacientes não precisam ter medo", destaca Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da FEMAMA.

Covid-19: pacientes com câncer podem tomar vacina?
Sim. Para proteger-se do vírus e impedir que as pessoas ao seu redor fiquem doentes, a recomendação é de vacinar-se.

Como cada caso é único e particular, é essencial conversar com seu médico a respeito. No entanto, não há contraindicações para a vacina da covid-19 antes ou durante o tratamento de quimioterapia.

Caso esteja concluindo o protocolo e for aceitável em sua região, é indicado que pacientes aguardem três semanas após a última a quimioterapia.

Sim. Não há contraindicações para a vacina durante o uso do tamoxifeno ou outros inibidores de hormônios, medicamentos que inibem o crescimento do tumor em casos de câncer de mama.

É importante salientar que a conversa com seu médico antes é essencial, pois cada paciente possui necessidades diferentes e específicas.

Não. O tratamento com radioterapia não impede a realização da vacinação contra a covid-19.

Hoje, não há evidências de que a imunoterapia contra o câncer aumente as complicações de qualquer administração anterior de vacina viral.

Assim como em outras infecções virais, as vacinas de vírus vivo ou atenuado são contraindicadas para pacientes oncológicos. Vacinas recombinantes inativadas, subunidades proteicas e de ácido nucleico, como DNA ou RNA, podem ser administradas com segurança.

Não. Os tratamentos de quimioterapia devem seguir o cronograma pensado para o paciente normalmente após a primeira dose da vacina contra a covid-19.

Sim. A máscara continua sendo necessária mesmo depois da vacinação, para pacientes com ou sem câncer.

"Como, na vida real, fora do universo dos ensaios clínicos, a gente não sabe apontar quem são as pessoas que vão responder bem à vacina ou não, na prática continuam valendo as normas não só sobre o uso de máscara, mas sobre higienizar as mãos com frequência e manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro de outras pessoas", explica a médica Karen Mirna Loro Morejón, infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP entrevistada por Lúcia Helena, colunista do UOL VivaBem.

Em média, as vacinas que estão chegando contra a covid-19 têm de 70% a 80% de eficácia, umas mais e outras menos. No caso da Coronavac, único imunizante atualmente disponível em solo brasileiro, a proteção é 100% garantida para casos graves e óbitos, mas quem tomou ainda pode pegar a covid-19 em forma leve e transmitir para outras pessoas.

A não ser que queiram se arriscar — e, pior, arriscar a vida dos outros, caso contraiam o vírus —, elas devem seguir a vida com aqueles cuidados de sempre para frear a propagação da covid-19.

"Só quando a cobertura vacinal for alta, com 80% ou mais da população vacinada, é que poderemos tirar a máscara", explicou Rosana Richtmann, médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, à jornalista Lúcia Helena. "Por isso que, se a gente quer mesmo arrancá-la, é tão fundamental que as pessoas não se recusem a vacinação. Quanto mais depressa elas forem vacinadas, mais rápido nos livraremos da máscara e de tudo."

Não. Segundo Álvaro Costa, infectologista do HC-SP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), é essencial tomar as duas doses, como o intervalo previsto nos estudos, já que foi assim que os estudos científicos demonstraram que o imunizante fornece a proteção adequada.

"Pode até ser que uma só dose promova algum grau de proteção, mas não sabemos quanto, já que a eficácia divulgada foi referente a duas doses. Para controlar a pandemia, é muito importante que todos sigam as medidas preconizadas pelo protocolo do plano de vacinação, que tem como base os resultados dos testes", indica.

Conforme explica a colunista Lúcia Helena ao descrever o processo da construção de defesa imunológica detalhadamente, é a segunda dose, no final das contas, que garante três objetivos preciosos diante da ameaça que nos cerca: um volume maior de células defensoras, necessário para uma defesa realmente eficaz; uma resposta mais intensa contra um vírus que não está de brincadeira e uma especificidade maior também, isto é, a habilidade de não confundi-lo e, mais, acertá-lo em cheio.

Não. O importante é se vacinar com o imunizante que estiver disponível. Não há contraindicação para as vacinas disponíveis hoje, as quais são feitas por uso do vírus inativado, fragmentos do vírus, RNA mensageiro e/ou veículo adenovírus.

Fonte: Viva Bem.

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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