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Uso da quimioterapia no tratamento do câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/03/2014 - Data de atualização: 13/04/2018


Quimioterapia é o uso de medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Ao contrário da radioterapia, que tem ação restrita à região em que é aplicada, a quimioterapia atua de forma sistêmica, isso é, alcança as células cancerígenas em qualquer região do corpo.

Objetivos do Tratamento


A quimioterapia pode ser usada em diversas situações, que variam conforme a estratégia e esquema do tratamento. Os principais objetivos da quimioterapia são:

  • Curativo. Visa erradicar completamente o tumor. A maioria dos médicos não usa a palavra cura, exceto como uma possibilidade ou intenção. Assim, ao administrar um tratamento que tenha a chance de curar o câncer, o médico pode descrevê-lo como tratamento com intenção curativa. Não existem garantias da cura, embora a cura possa ser o objetivo. Geralmente, leva muitos anos para se ter certeza que um determinado paciente está realmente curado.

  • Controle da Doença. Se a cura não for possível, o objetivo é o controle da doença. Nesses casos, a quimioterapia é usada para diminuir e/ou impedir que o tumor cancerígeno cresça ou se espalhe. Isso pode melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida do paciente. Em muitos casos, o câncer não desaparece completamente, mas é controlado como uma doença crônica.

  • Paliativo. A quimioterapia também pode ser usada para aliviar os sintomas provocados ​​pelo câncer, o que se denomina quimioterapia paliativa. Para tumores em estágio avançado, o objetivo da quimioterapia é melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida do paciente.

Planejando o Tratamento


O oncologista determinará o medicamento ou combinação de medicamentos quimioterápicos indicados para cada caso. Assim como a dose, via de administração, frequência e tempo de tratamento. Todas essas decisões dependerão do tipo de câncer, localização do tumor, estadiamento da doença, como o tumor afeta as funções do organismo e estado de saúde geral do paciente.

Muitas vezes, a quimioterapia é o único tratamento indicado. Mas, geralmente é administrada junto com a cirurgia ou radioterapia ou com ambas:

  • Pode ser administrada para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia ou radioterapia (terapia neoadjuvante).
  • Pode ser administrada após cirurgia ou radioterapia para destruir as células cancerígenas remanescentes (terapia adjuvante).
  • Pode ser administrada junto com outros tratamentos se a doença recidivar.

Escolhendo os Medicamentos Quimioterápicos


Em alguns casos, a melhor escolha das doses e horários para cada tratamento quimioterápico é clara, e o recomendado é um tratamento padrão já estabelecido em protocolos clínicos. Em outros casos, quando não existe ainda uma padronização para a forma de tratamento de determinado tipo de câncer e estágio da doença, o médico pode estabelecer uma combinação de medicamentos e horários de administração.

Fatores que devem ser considerados ao escolher os medicamentos quimioterápicos:

  • Tipo de câncer.
  • Estágio do câncer.
  • Idade do paciente.
  • Estado de saúde geral do paciente.
  • Outros problemas importantes de saúde (como doenças cardíacas, hepáticas ou renais).
  • Tratamentos contra o câncer realizados anteriormente.

Determinando as Doses dos Medicamentos


A maioria das quimioterapias é administrada em intervalos de tempo curto para segurança e eficácia do tratamento. As doses administradas em cada ciclo de tratamento devem ser calculadas com precisão, uma vez que se for baixa não fará o efeito esperado no tratamento da doença e se for em excesso provocará efeitos colaterais acima dos esperados.

Dependendo dos medicamentos a serem administrados existem diferentes maneiras de se determinar as doses de tratamento. A maioria das quimioterapias é calculada em miligramas (mg).

A dose total é baseada no peso corporal do paciente em quilogramas. Por exemplo, se a dose padrão de um medicamento é de 10mg/kg, um paciente com 50kg receberá 500mg (10 mg/kg x 50kg).

As doses de alguns medicamentos quimioterápicos são determinadas com base na área da superfície corporal, sendo calculadas usando a altura e o peso do paciente.

Como os corpos das crianças metabolizam os medicamentos de forma diferente, as doses para crianças e adultos diferem, mesmo após o cálculo considerando a superfície corporal. As crianças também têm diferentes níveis de sensibilidade aos medicamentos. Pelas mesmas razões, as doses de alguns medicamentos também podem ser ajustadas para pacientes:

  • Idosos.
  • Desnutridos
  • Obesos.
  • Fazendo ou que já fizeram outros tratamentos com outros medicamentos.
  • Fazendo ou que já fizeram radioterapia.
  • Com taxas sanguíneas baixas.
  • Com problemas hepáticos ou renais.

Determinando os Ciclos de Tratamento

A quimioterapia é geralmente administrada em intervalos regulares denominados ciclos. Um ciclo compreende uma dose de um ou mais medicamento, com um intervalo de vários dias ou semanas sem tratamento. Isso permite às células normais um tempo para se recuperar dos efeitos colaterais dos medicamentos. Às vezes, as doses podem ser administradas por um período de dias seguidos, ou a cada dois dias por vários dias, seguidos por um período de descanso. Alguns medicamentos respondem melhor quando administrados continuamente durante um determinado período de tempo.

Cada medicamento é administrado de acordo com um esquema que leva em conta suas ações contra a doença, minimizando seus efeitos colaterais. O número de ciclos de tratamentos é definido antes do início do tratamento, com base no tipo e estágio do tumor. Em alguns casos, se levará em conta como o tratamento age contra a doença e o estado de saúde geral do paciente.

Alterando as Doses e Horários


Na maioria dos casos, as doses e horários mais eficazes para o tratamento de cânceres específicos foram definidos em estudos clínicos. É importante, sempre que possível, realizar o tratamento quimioterápico completo, a dose completa e manter os ciclos dentro do prazo. Isso permite que o paciente obtenha o benefício máximo do tratamento.

Entretanto, muitas vezes, os efeitos colaterais podem exigir que o esquema de tratamento seja ajustado para que o paciente possa se recuperar. Algumas vezes é necessário diminuir a dose do tratamento ou alterar a frequência do tratamento, até o organismo se recuperar. Às vezes, pode ser necessária a administração  de medicamentos adicionais para ajudar o organismo a se recuperar mais rapidamente.

Fonte: American Cancer Society (16/02/2016)


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