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Treinando com Câncer: que cuidados tomar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 01/07/2015 - Data de atualização: 04/02/2016


Quando um paciente decide iniciar um programa de atividade física, surgem muitas dúvidas sobre a segurança e os cuidados que devem ser tomados durante a execução dos exercícios, e por muitas vezes, por falta de informações sobre o assunto, temendo se prejudicar, ele acaba desistindo desta ideia. Neste meu terceiro texto da coluna Paciente em Forma, vou procurar esclarecer alguns pontos sobre este tema, considerando a teoria e a prática.

Do ponto de vista da literatura científica, dentre os diversos artigos publicados, a realização de exercícios durante e após o tratamento mostrou-se segura (não prejudicou o tratamento e não provocou sequelas), tolerável (o paciente foi capaz de executar o que é proposto durante o treinamento) e eficaz (os objetivos iniciais foram atingidos). Porém, quando caminhamos no campo da prática, nem tudo são flores. É claro que a ciência fornece um suporte determinante na hora da prescrição de exercícios, entretanto é preciso encarar cada paciente como um universo a parte e entender quais são as suas reais necessidades, expectativas e limitações. Respeitar o estado físico e emocional atual do paciente, assim como seu histórico esportivo, tipo de câncer e de tratamento faz com que o treinamento realmente torne-se seguro, tolerável e eficaz.

Tanto as intervenções cirúrgicas, de radiação e de compostos quimioterápicos quanto o tipo e a localização do câncer provocam sequelas regionais e sistêmicas que interferem diretamente na realização dos exercícios. Neste sentido, é importante considerar algumas circunstâncias em sua prescrição:

  • Quem deve liberar o paciente para a prática de atividade física é o médico responsável pelo tratamento. Principalmente aos pacientes que usam medicamentos que afetam negativamente as funções pulmonares e cardíacas e que já possuem um quadro de risco às doenças relacionadas.

  • Muitas drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento podem induzir anemia. Os exames de sangue com a contagem de glóbulos vermelhos, que são realizados ao longo de todo o tratamento, devem ser observados e levados em consideração no momento de realizar exercícios. Não praticar atividade física com contagem de glóbulos vermelhos baixas.

  • Outros medicamentos podem provocar neuropatias, como a falta de sensibilidade nas mãos e pés e uma sensação de desequilíbrio ao andar, sentar ou levantar. Nestes casos, caminhar na esteira não é recomendado, assim como realizar exercícios em superfícies instáveis. Quanto mais estável for o exercício, menor será o risco de queda ao paciente.

  • Também muito utilizadas no tratamento medicamentoso, as drogas imunossupressoras diminuem a capacidade do organismo em combater infecções, caso a contagem de glóbulos brancos do paciente encontre-se baixa, deve-se evitar a realização de exercícios em locais públicos.

  • Restrições ou dores articulares causadas pelo tratamento e/ou localização do câncer devem ser considerados na escolha do exercício. Por exemplo, uma das sequelas da cirurgia (mastectomia) no câncer de mama é uma restrição da movimentação da região afetada. Certos tipos de câncer causam dor e fragilizam a região afetada impossibilitando a movimentação do segmento corporal acometido.

  • Não treinar nos dias de ocorrência intensa de vômitos e diarreia. A perda de minerais (sódio e potássio, entre outros) pode afetar a correta função de órgãos vitais. Neste caso, a adequada hidratação é a prioridade.

  • No caso de uso de cateter ou sonda alimentar, evitar atividades aquáticas, bem como a realização de movimentos que envolvem a região onde a sonda está inserida.

  • Outra consideração a ser feita sobre o uso da piscina: pessoas que estão recebendo tratamento radioterápico, para evitar maiores irritações da pele, evitar o contato da região afetada com o cloro.

  • O excesso de cansaço é um fator limitante. Não realizar exercícios nos dias de extrema fadiga. Aconselha-se, neste caso, procurar o médico responsável e verificar as causas deste quadro.

Para concluir, ao prescrever exercícios físicos e trabalhar para essa população, muitos aspectos clínicos e biopsicossociais são levados em consideração a fim de obter os melhores resultados com a maior segurança possível. Para isso, procure profissionais criteriosos e atualizados.

Gostou? Quer saber mais sobre o assunto? Segue uma sugestão de leitura (em Inglês):

  • PANEL, EXPERT. "American College of Sports Medicine roundtable on exercise guidelines for cancer survivors." J ACSM (2010): 1409-1426.

Bons treinos e até a próxima...

Rodrigo Ferraz



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