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Tratamentos dos Cânceres Raros

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 25/08/2018 - Data de atualização: 25/08/2018


O tratamento do câncer é geralmente planejado por uma equipe multidisciplinar. Alguns tipos de cânceres raros são subtipos de cânceres mais comuns, que, muitas vezes, são tratados de forma similar ao tipo mais comum e são gerenciados pela própria equipe. Mas, em alguns casos, o tratamento pode ser diferente e o paciente precisa ser encaminhado para um especialista com experiência nesse outro subtipo.

Muitas vezes, pode ser indicado ao paciente a participação em um estudo clínico como parte do tratamento, onde ele será acompanhado durante e após o estudo. Participar de um estudo clínico significa receber um novo tratamento que, de outra forma, não estaria disponível.

O planejamento do tratamento deve levar em consideração:

  • O tipo e tamanho do tumor e se a doença está disseminada.
  • Estado de saúde geral do paciente.
  • Diretrizes nacionais de tratamento para o tipo de câncer (se disponível).

Alguns tipos de cânceres raros são subtipos de cânceres mais frequentes. E muitas vezes, esses subtipos raros são tratados de forma similar ao tipo mais comum desse tipo de câncer, por exemplo, os tipos mais raros de câncer de mama são tratados de forma semelhante ao tipo mais comum de câncer de mama.

Mas em alguns casos, o tratamento pode ser muito diferente, por exemplo, se um paciente tem um linfoma da mama, será tratado por um especialista em linfoma não Hodgkin e não por um especialista em câncer de mama.

Para alguns tipos de cânceres raros já existem diretrizes nacionais de tratamento e medicações específicas para o planejamento e tratamento. Para outros tipos, o tratamento é realizado por analogia, ou seja, se adapta o tratamento de um câncer comum ao de um tipo de câncer raro. Mas isso nem sempre é o caso, especialmente para cânceres muito raros. Se não houver diretrizes, os médicos usam as melhores evidências disponíveis para o planejamento terapêutico da doença.

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Em função das opções terapêuticas definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como cirurgião, oncologista e radioterapeuta. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos.

Tomando decisões sobre o tratamento. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às suas necessidades.

Obtendo uma segunda opinião. É um direito seu procurar uma segunda opinião. Isso pode lhe trazer mais informações e ajudá-lo a se sentir mais confiante sobre o tratamento que escolher.

Considerando métodos complementares e alternativos. Estes métodos podem incluir vitaminas, ervas e dietas especiais, ou outros métodos, como acupuntura ou massagem. Os métodos complementares se referem a tratamentos usados junto com seu atendimento médico regular. E os tratamentos alternativos são usados ​​em vez do tratamento médico. Embora alguns destes métodos possam ser úteis para aliviar os sintomas ou ajudar você a se sentir melhor, muitos não foram comprovados cientificamente e não são recomendados. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer terapia alternativa.

Escolhendo interromper o tratamento. Para algumas pessoas, quando os tratamentos não estão mais controlando o câncer, pode ser hora de pesar os benefícios e riscos de continuar a tentar novos tratamentos. Se você continuar (ou não) o tratamento, ainda há coisas que você pode fazer para ajudar a manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Algumas pessoas, especialmente se a doença está avançada, podem não querer serem tratadas. Existem muitas razões pelas quais você pode decidir querer interromper o tratamento, mas é importante conversar com seus médicos antes de tomar essa decisão. Lembre-se de que mesmo se você optar por não tratar o câncer, você ainda pode e deve receber cuidados de suporte para ajudar com a dor ou outros sintomas.

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