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Radioterapia para Câncer de Olho

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/01/2014 - Data de atualização: 10/07/2019


A radioterapia utiliza raios X de alta energia para destruir ou inibir o crescimento das células cancerígenas. É um tratamento comum para o melanoma ocular. A radioterapia pode muitas vezes ser realizada para preservar alguma visão no olho, embora às vezes se perca de qualquer maneira devido aos danos da radiação em outras partes do olho. A sua principal vantagem é que a estrutura do olho é preservada, o que pode resultar numa melhor aparência do paciente após o tratamento.

Os diferentes tipos de radioterapia para tratar o câncer de olho são:

  • Braquiterapia

Nesta forma de radioterapia o material radioativo é colocado diretamente ou muito próximo do tumor. Isso tornou-se o tratamento com radiação mais comumente usado para a maioria dos melanomas intraoculares. Estudos têm mostrado que, em muitos casos, é tão eficaz quanto à cirurgia.

As sementes do material radioativo são ligados a uma placa que é colocada sob o globo ocular com pontos minúsculos para mantê-la no lugar. Essa placa tem a base de ouro para proteger os tecidos adjacentes da radiação. A radiação propriamente dita estará focada apenas no tumor. A cirurgia para colocação da placa geralmente dura de 1 ou 2 horas e pode ser feita com anestesia local e sedação. A placa geralmente é mantida por 4 a 7 dias, dependendo do tamanho do tumor e da intensidade da fonte radioativa. Durante esse período o paciente permanece hospitalizado. Após esse período é realizada outra cirurgia para a retirada da placa e, em seguida, o paciente recebe alta hospitalar.

Esse tratamento cura cerca de 90% dos pequenos tumores e pode preservar a visão em alguns pacientes, dependendo em que parte do olho o melanoma está localizado. O prognóstico para a visão é menos favorável se o tumor está localizado muito perto do nervo óptico, que é quem conduz as imagens até o cérebro.

  • Radioterapia externa

A radioterapia externa ou radioterapia convencional consiste em irradiar o órgão alvo com doses fracionadas. O tratamento é realizado cinco vezes na semana, durante um período de algumas semanas.

Radioterapia com feixe de prótons. A terapia de feixes de prótons utiliza uma abordagem semelhante, só que em vez de raios X são utilizados feixes de prótons. Ao contrário dos raios X que liberam energia durante seu trajeto, os prótons causam pouco dano aos tecidos que atravessam, liberando sua energia no órgão alvo. Esse tipo de tratamento é usado com mais frequência em tumores maiores e em tumores mais próximos do nervo óptico.

Radiocirurgia estereotáxica. A cirurgia estereotáxica ou radiocirurgia é outro meio de utilização da radioterapia para tratamento dos tumores do olho. Não é uma cirurgia propriamente dita, mas uma aplicação precisa e muito bem focalizada da radiação. O tecido normal, que fica em volta do tumor, recebe pouca ou nenhuma radiação. A técnica mais utilizada é conhecida como Gama Knife, que utiliza um tipo de capacete especial, para manter a cabeça na posição correta. A radiocirurgia estereotáxica normalmente libera a dose de radiação total em uma única sessão.

Não é usado com tanta frequência como a braquiterapia ou radioterapia com feixe de prótons como tratamento inicial para melanomas oculares.

Possíveis efeitos colaterais

A principal preocupação com a radioterapia é o dano a outras partes do olho, levando a problemas, visão embaçada, olho seco, catarata, descolamento da retina, glaucoma, perda de cílios, problemas nos ductos lacrimais ou hemorragia interna no olho. Esses podem resultar em perda parcial ou completa da visão ou outros problemas, que pode não acontecer de imediato. Esse risco depende do tamanho e localização do tumor.

Como a radiação é focada apenas no olho afetado, não é provável que afete a visão do outro olho ou provoque outros efeitos colaterais relacionados à radioterapia, como perda de cabelo ou náuseas.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Radioterapia.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Fonte: American Cancer Society (30/11/2018)



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