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Trabalhar na roça sem proteger a pele aumenta riscos de câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 01/04/2019 - Data de atualização: 01/04/2019


Trabalhar na roça sem proteger a pele aumenta riscos de câncer — Foto: TV TEM/Reprodução

Um dia de sol é essencial para o desenvolvimento da plantação, mas o que é fundamental para a lavoura pode, ao mesmo tempo, oferecer riscos para quem tira o sustento da terra.

Leonildes Mandarini, esposa e filha de produtores rurais, vive no município de Jales (SP). Ela sempre passa protetor solar e só sai de casa com camisa de mangas longas. Leonildes adotou esse hábito depois que recebeu um diagnóstico de câncer de pele há quase 20 anos.

Ela conta que tudo começou com uma ferida no nariz, que sangrava com facilidade. Leonildes procurou um médico. Ele cauterizou a área e, um ano depois, a lesão voltou e ela teve que passar por 30 sessões de radioterapia, além de várias cirurgias para retirada de caroços.

A doença teria sido causada por falta de cuidados com a pele e pela exposição excessiva ao sol. Hoje, Leonildes diz que se preocupa muito em se proteger. O uso do protetor é renovado várias vezes ao dia.

O agricultor Jean Cássio Maurício sempre morou no sítio e criou o hábito de não se descuidar. Para aguentar o dia todo debaixo de sol, usa roupas compridas, chapéu e filtro solar.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que, em 2016, quase quatro mil brasileiros morreram de câncer de pele. A estimativa é que 165.580 mil pessoas sejam diagnosticadas com a doença este ano no país.

A exposição solar sem proteção ao longo da vida é um fator de risco. Isso acontece porque a radiação ultravioleta penetra na pele e danifica o DNA das células. No Brasil, não existem números sobre a quantidade de trabalhadores rurais com câncer de pele.

Segundo o Ministério da Saúde, há dois tipos de câncer de pele. Um é o melanoma, que se manifesta em forma de manchas escuras com bordas irregulares, e o não melanoma, que aparece em forma de lesão. Ele é o mais comum no Brasil e tem alta chance de cura se a descoberta for precoce.

Para se prevenir, o cirurgião plástico do Hospital do Amor de Fernandópolis (SP) Humberto Faleiros lembra que a proteção é fundamental. A pessoa deve usar roupas compridas e protetor solar fator 30 (no mínimo), que deve ser passado três vezes ao dia. Quem fica mais exposto ao sol, precisa aplicar a cada duas horas. Além disso, aconselha o autoexame mensal: buscar por pintas e machucados suspeitos.

Fonte: G1

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



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