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Terapia-alvo para câncer de ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 09/11/2014 - Data de atualização: 16/05/2022


A medida que os pesquisadores aprendem mais sobre as mudanças nas células que causam o câncer, eles têm sido capazes de desenvolver novos tipos de drogas que visam atacar receptores específicos.
 
A terapia-alvo consiste justamente nesse tratamento, que ataca especificamente essas moléculas, que sabidamente estão envolvidas no crescimento e disseminação das células cancerígenas.
 
Bevacizumabe
 
O bevacizumabe pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores da angiogênese. Esse medicamento tem como alvo o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que ajuda a formar novos vasos sanguíneos. Isso pode retardar ou bloquear o desenvolvimento do câncer.
 
O bevacizumabe mostrou reduzir o crescimento do câncer epitelial de ovário avançado. O bevacizumabe responde ainda melhor quando administrado junto com a quimioterapia, tendo mostrado bons resultados em termos de redução (ou interrupção do crescimento) dos tumores. Mas não parece aumentar a sobrevida das pacientes.
 
O bevacizumabe também pode ser administrado com olaparibe (veja abaixo) como tratamento de manutenção em mulheres cujos cânceres têm a mutação BRCA ou instabilidade genômica (veja abaixo) e diminuíram bastante com quimioterapia contendo carboplatina ou cisplatina.
 
Este medicamento é administrado como uma infusão intravenosa a cada duas a três semanas.
 
Os efeitos colaterais comuns incluem aumento da pressão arterial, cansaço, hemorragia, diminuição dos glóbulos brancos, dor de cabeça, feridas na boca, perda de apetite e diarreia. Os efeitos colaterais raros, mas importantes, incluem coágulos sanguíneos, hemorragia intensa, cicatrização lenta, perfuração intestinal e fístulas.
 
Inibidores de PARP
 
Olaparibe, rucaparibe e niraparibe. São medicamentos conhecidos como inibidores de PARP. As enzimas PARP normalmente estão envolvidas em uma via para reparar o DNA danificado dentro das células. Os genes BRCA (BRCA1 e BRCA2) também estão normalmente envolvidos em uma via diferente de reparo do DNA, e as mutações nesses genes podem bloquear essa via. Ao bloquear a via PARP, esses medicamentos tornam difícil às células tumorais com um gene BRCA mutado reparar o DNA danificado, muitas vezes levando essas células à morte.
 
Todos esses medicamentos são administrados diariamente por via oral.
 
Olaparibe e rucaparibe. Esses medicamentos são usados para tratar o câncer de ovário avançado, geralmente após a quimioterapia ser tentada. Esses medicamentos podem ser usados em pacientes com (ou sem) mutações em um dos genes BRCA.
 
Em mulheres com mutação BRCA:

  • Olaparibe pode ser usado para no tratamento do câncer de ovário avançado que reduziu em resposta ao primeiro tratamento com quimioterapia com cisplatina ou carboplatina.
  • Olaparibe e rucaparibe podem ser usados no tratamento do câncer de ovário avançado previamente tratado com dois ou três medicamentos quimioterápicos.
  • Olaparibe pode ser usado com bevacizumabe como tratamento de manutenção em mulheres cujos cânceres diminuíram razoavelmente com quimioterapia contendo carboplatina ou cisplatina.

 Em mulheres sem mutação BRCA:

  • Se o tumor tem um alto índice de instabilidade genômica, o olaparibe pode ser usado com bevacizumabe como tratamento de manutenção em mulheres cujos cânceres diminuíram com carboplatina ou cisplatina.

 Em mulheres com (ou sem) mutação BRCA:

  • O olaparibe e o rucaparibe podem ser usados no tratamento da recidiva do câncer de ovário avançado após o tratamento e, em seguida, diminuiu em resposta à quimioterapia com cisplatina ou carboplatina.

 O olaparibe e o rucaparibe podem aumentar o intervalo de tempo sem doença antes de uma possível recidiva ou metástase.
 
Esses medicamentos se mostraram úteis em reduzir ou retardar o crescimento de alguns cânceres de ovário avançados por um determinado intervalo de tempo. Entretanto, até o momento, não está claro se eles aumentam a sobrevida das pacientes.
 
Niraparibe. Pode ser usado em diferentes situações no tratamento do câncer de ovário.
 
Em mulheres com (ou sem) mutação do gene BRCA:

  • O niraparibe pode ser usado como tratamento de manutenção para o câncer de ovário, após o tumor diminuir em resposta à quimioterapia com cisplatina ou carboplatina.

Em mulheres com mutação BRCA:

  • O niraparibe pode ser usado para no tratamento do câncer de ovário avançado após vários medicamentos quimioterápicos terem sido tentados.

Em mulheres sem mutação BRCA, mas cujo tumor tem um alto escore de instabilidade genômica:

  • O niraparibe pode ser usado no tratamento do câncer de ovário avançado após vários medicamentos quimioterápicos terem sido tentados e se o tumor voltou a crescer seis meses ou mais após a última quimioterapia.

Esses medicamentos mostraram diminuir ou retardar o crescimento de alguns cânceres de ovário avançados por um tempo. No entanto, não está claro se eles aumentam a sobrevida das pacientes.
 
Efeitos colaterais dos inibidores de PARP. Os efeitos colaterais destes medicamentos podem incluir náuseas, vômitos, diarreia, fadiga, perda de apetite, alterações no paladar, anemia, dor nas articulações e nos músculos. Raramente, algumas pacientes tratadas com estes medicamentos desenvolvem algum tipo de câncer no sangue, como síndrome mielodisplásica ou leucemia mieloide aguda.
 
Medicamentos que têm como alvo células com alterações no gene NTRK
 
Uma pequena porcentagem de cânceres de ovário tem alterações em um dos genes NTRK, o que leva ao crescimento celular anormal e ao desenvolvimento do câncer. As terapias-alvo larotrectinibe e entrectinibe são medicamentos que interrompem as proteínas produzidas pelos genes NTRK anormais e podem ser usados em mulheres com câncer de ovário avançado, cujo tumor tenha uma alteração no gene NTRK e que continue em desenvolvimento apesar de outros tratamentos.
 
Esses medicamentos são administrados por via oral, uma ou duas vezes ao dia.
 
Efeitos colaterais dos medicamentos que visam alterações no gene NTRK. Os efeitos colaterais frequentes incluem tontura, fadiga, náusea, vômito, constipação, ganho de peso e diarreia. Os efeitos colaterais menos frequentes, porém importantes podem incluir alterações nos resultados dos exames de perfil hepático, problemas cardíacos e confusão.
 
Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.
 
Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.
 
Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 10/06/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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