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Terapia Alvo para Tumores Cerebrais/SNC

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2015 - Data de atualização: 20/04/2018


Os medicamentos quimioterápicos são direcionados às células que se dividem rapidamente, por isso são muitas vezes eficazes contra estas células. Mas existem outros aspectos das células cancerígenas que as tornam diferentes das células normais. Recentemente, os pesquisadores têm desenvolvido novos medicamentos alvo para tentar explorar essas diferenças. As drogas alvo geralmente não têm os mesmos tipos de efeitos colaterais que os quimioterápicos convencionais. Algumas terapias alvo já são úteis no tratamento de determinados tipos de tumores cerebrais.

As terapias alvo utilizadas no tratamento dos tumores cerebrais são:

  • Bevacizumab

O bevacizumab é produzida de um tipo de proteína do sistema imunológico chamado anticorpo monoclonal. Este anticorpo alvo age no fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que ajuda os tumores a formar novos vasos sanguíneos para obter nutrientes (angiogênese). Bevacizumab é administrado por infusão intravenosa, geralmente uma vez a cada duas semanas.

Este medicamento é usado para tratar alguns tipos de gliomas, especialmente o glioblastoma, que recidivam após o tratamento inicial. Quando usado isoladamente ou adicionado à quimioterapia, este medicamento pode prolongar o tempo até que certos tumores cerebrais, especialmente os glioblastomas, voltem a crescer após a cirurgia, mas não parece aumentar a sobrevida dos pacientes. Ele também pode ajudar a diminuir a dose da droga esteroide dexametasona necessária para reduzir o inchaço cerebral, o que é especialmente importante para pacientes sensíveis aos efeitos colaterais dos esteroides.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem pressão alta, cansaço, sangramento, diminuição das taxas sanguíneas, dores de cabeça, feridas na boca, perda de apetite e diarreia. Os efeitos colaterais raros incluem coágulos sanguíneos, hemorragias internas, problemas cardíacos, perfurações nos intestinos e problemas de cicatrização.

  • Everolimus

Este medicamento bloqueia a proteína mTOR, que normalmente promove o crescimento e divisão celular. É administrado via oral, uma vez por dia. Para astrocitomas celulares subependimários gigantes que não podem ser eliminados completamente cirurgicamente, pode reduzir o tumor ou retardar seu crescimento por algum tempo, embora não esteja claro se aumenta a sobrevida dos pacientes.

Os efeitos colaterais comuns desta droga incluem feridas na boca, aumento do risco de infecções, náuseas, perda de apetite, diarreia, erupções cutâneas, sensação de cansaço, acúmulo de líquido nas pernas, e aumento do açúcar no sangue e nos níveis de colesterol. Um efeito colateral menos comum é dano aos pulmões, que pode causar falta de ar ou outros problemas.

Fonte: American Cancer Society (08/11/2017)


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