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Técnicas de Reprodução Assistida e Fertilidade

  • Equipe Oncoguia
  • - Data da última atualização: 09/03/2012


Na eventualidade de persistência de azoospermia ou oligozoospermia após o tratamento do câncer, a introdução de técnicas de reprodução assistida trouxe novas perspectivas de gravidez. O tipo de técnica de reprodução assistida a ser empregada vai depender muito da qualidade seminal pós-descongelamento, presença de outro fator contributório para a infertilidade, idade da esposa e fatores associados. Evidentemente é sempre desejável que se inicie com técnicas mais simples como inseminação intra-uterina (IIU), desde que haja qualidade espermática para tanto e um número grande de frascos disponíveis. A técnica de ICSI (Injeção intracitoplasmática de espermatozóides) requer somente alguns espermatozóides viáveis para que se consiga a fertilização. Em 10 pacientes com câncer, submetidos à reprodução assistida, e que criopreservaram espermatozóides por longo período de tempo, observou-se que a capacidade de fertilização destes espermatozóides era equivalente à da população infértil em geral, com taxas de gravidez de 33% por ciclo de reprodução assistida, taxa de implantação de 13% e taxa de gravidez/casal de 50%.

A utilização de espermatozóides do testículo em reprodução assistida é utilizado quando não é possível obter espermatozóides do ejaculado ou do epididímo com números aceitáveis de sucesso. Mesmo nos casos de azoospermia não obstrutiva, pós-quimioterapia, dados preliminares indicam que existe chance de se conseguir espermatozóides testiculares através de técnicas de obtenção de espermatozóides, como a extração aberta de espermatozóides testiculares (do inglês: "TESE – testicular sperm extraction”). Tem-se preconizado a técnica de microdissecção para estes casos, que utiliza o microscópio microcirúrgico como auxiliar na identificação de focos de espermatogênese no testículo. Evidentemente, essas técnicas sofisticadas de obtenção de espermatozóides ainda devem ser melhoradas, bem como as técnicas de criopreservação do parênquima testicular, que ainda apresentam resultados abaixo do esperado em termos de sobrevivência espermática. Novas esperanças são hoje oferecidas ao homem pós-quimioterapia e/ ou radioterapia que se manteve infértil, porém nada ainda substitui o cuidado em se indicar a criopreservação dos espermatozóides antes de qualquer tratamento.

Jorge Hallak
Médico
Colaborador convidado pelo Instituto Oncoguia


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