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Risco para Outros Tipos de Câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 10/10/2015 - Data de atualização: 10/10/2015


Outros tipos de câncer têm sido associados ao câncer de mama hereditário e ao câncer de ovário. Alguns tipos de câncer estão associados com mutações BRCA e outros com outras síndromes neoplásicas. Conforme mais pesquisas são realizadas sobre as síndromes hereditárias de câncer, a comunidade científica compreende mais sobre os riscos para os cânceres menos comuns do que o de mama ou de ovário. Um oncogeneticista pode aconselhá-lo sobre suas opções para gerenciamento dos riscos da doença e conduta.

Câncer de Útero

As mulheres com uma mutação BRCA1 podem ter um risco ligeiramente aumentado para cânceres de útero mais raros e agressivos. Um estudo apresentado na Conferência Anual da Sociedade de Oncologistas Ginecológicos, em 2014, acompanhou 525 pacientes portadoras da mutação BRCA que tiveram seus ovários e trompas de Falópio cirurgicamente removidos, mas mantiveram o útero intacto. Durante o período de acompanhamento de 0,1 a 16,9 anos, 4 mulheres com mutações BRCA1 foram diagnosticadas com câncer de útero agressivo, 2 delas tinham usado tamoxifeno, enquanto as outras 2 não usaram nenhum medicamento. Apesar de pequeno, o aumento no risco de câncer de útero foi estatisticamente significativo. Mutações BRCA2 não foram associadas ao aumento do risco de câncer uterino.

O risco de câncer uterino é maior em mulheres que têm um dos genes que causa o câncer colorretal hereditário sem polipose, uma síndrome hereditária, que também provoca o aumento do risco de câncer de cólon. Um estudo mostrou que o risco para o câncer de útero neste grupo pode chegar a 60%.

Câncer Colorretal

O câncer colorretal se refere ao câncer que afeta o intestino grosso ou o reto. Na população em geral o risco médio para câncer colorretal é de 6%. Os primeiros estudos realizados sobre o BRCA mostraram um pequeno aumento no risco de câncer colorretal, entretanto estudos recentes não evidenciaram elevação no risco de câncer colorretal. A síndrome de Lynch, também conhecida como câncer colorretal hereditário sem Polipose, uma síndrome hereditária associada ao câncer de útero e ao câncer de ovário aumenta o risco de câncer colorretal. Se uma família tem um histórico de câncer colorretal, é importante conversar com um oncogeneticista para determinar as opções para o gerenciamento do risco e conduta.

Melanoma


Melanoma é uma forma agressiva de câncer de pele. É um dos cânceres mais incidentes em todo o mundo. De todos os subtipos de câncer, a incidência de melanoma entre 1950 e 2000 é a que teve o maior aumento. O risco de desenvolvimento de melanoma aumenta com:

  • Exposição ao sol, incluindo histórico de bolhas e pele queimada.
  • Pele clara tipo e olhos azuis.
  • Histórico pessoal de pintas atípicas.
  • Histórico familiar de melanoma.

Pessoas com mutações em genes associados com melanoma hereditário, como CDKN2A e CDK4, têm um risco aumentado para a doença. Mutações em outros genes, incluindo BRCA2 e PTEN BAP1, também estão envolvida, embora a evidência seja limitada. Ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar estas associações.

Pessoas do grupo de alto risco devem realizar verificações anuais com um dermatologista, que realizará o exame clínico com um dermatoscópio. A fotografia de corpo inteiro também pode ser realizada para acompanhar alterações nas pintas. É importante reconhecer as alterações na pele e realizar o autoexame da pele mensalmente, entre as consultas com o dermatologista.

Manter uma conduta vigilante quanto à proteção e segurança à exposição ao sol ajuda a prevenir o melanoma. Os protetores solares absorvem a luz ultravioleta para que os raios solares não atinjam a pele, enquanto os bloqueadores solares criam uma barreira física para bloquear os raios UV. A melhor proteção para a pele provem de formulações que utilizam dióxido de titânio e óxido de zinco. Além disso, se recomenda usar outras formas de proteção, como chapéus e roupas, junto com o protetor solar. Também é importante evitar o sol durante o horário de pico entre 10h e 16h.

Se sua família tem um histórico de melanoma, converse com um oncogeneticista para determinar suas opções para o gerenciamento do risco e conduta.

Câncer de Pâncreas

O câncer de pâncreas é raro. As mulheres portadoras de BRCA têm um risco de 5% para este tipo de câncer, em comparação com um risco de 1,5% na população em geral, sendo que as que tem a mutação BRCA2 têm um risco maior do que aquelas s portadoras da mutação BRCA1. Além do BRCA1 e BRCA2, outras síndromes hereditárias têm sido associadas com um risco aumentado para câncer de pâncreas, incluindo as síndromes de Peutz-Jeghers, PALB2 e Lynch.

Alguns especialistas defendem realizar testes genéticos em todos os pacientes com adenocarcinoma de pâncreas, porque esta informação pode ser decisiva para outros membros da família em termos de prevenção e rastreamento. Conhecer o status BRCA é cada vez mais importante na tomada de decisões sobre o tratamento, como, por exemplo, a decisão de utilizar determinado medicamento, como a platina, na quimioterapia inicial, bem como a elegibilidade do paciente para estudos clínicos de inibidores da PARP.

Outros fatores de risco para câncer de pâncreas incluem:
 
  • Histórico familiar.
  • Raça/etnia.
  • Gênero.
  • Tabagismo.
  • Diabetes/pancreatite.
  • Dieta rica em gorduras e grande consumo de carne .

Muitas pessoas com mutações BRCA perguntam se o rastreamento do câncer de pâncreas é apropriado – Ainda, não se tem uma resposta clara sobre o assunto, mas as pesquisas continuam. Atualmente, a ressonância magnética e o ultrassom endoscópico são considerados as melhores ferramentas para o rastreamento do câncer de pâncreas. Um exame de sangue para CA19-9, um marcador tumoral presente no câncer de pâncreas, está disponível, no entanto, não é recomendado, pois pode fornecer resultados falsos-positivos ou falsos-negativos.

Pessoas com mutações em genes associados com o aumento do risco de câncer de pâncreas e um forte histórico familiar de câncer de pâncreas são encorajados a discutir os prós e contras do rastreamento anual com seu médico. Estas pessoas também podem ser elegíveis para estudos clínicos de rastreamento de câncer de pâncreas. Se sua família tem um histórico de câncer de pâncreas, converse com um oncogeneticista para determinar suas opções para o gerenciamento do risco e conduta.

Câncer de Próstata


Na população em geral, o câncer de próstata é bastante frequente. Os homens têm um risco de 14% para desenvolver a doença a partir dos 80 anos. O BRCA1 e o BRCA2 têm sido associados com um risco aumentado de câncer de próstata, particularmente se a doença é diagnosticada antes dos 65 anos. O risco de câncer de próstata é superior em portadores da mutação BRCA 2 do que nos portadores da mutação BRCA1. O câncer de próstata relacionado com a mutação BRCA2 pode ser mais agressivo e tem um pior prognóstico comparado com o câncer de próstata esporádico.

Acredita-se que outros genes podem aumentar o risco de câncer de próstata hereditário. Se sua família tem um histórico de câncer de próstata, converse com um oncogeneticista para determinar suas opções para o gerenciamento do risco e conduta.

Câncer de Estômago


Em algumas famílias, os portadores da mutação BRCA2 podem ter um risco ligeiramente aumentado para câncer de estômago, especialmente em famílias com histórico de câncer colorretal. Outras mutações nos genes foram encontradas e podem estar associadas a um risco aumentado de câncer de estômago. Se sua família tem um histórico de câncer de estômago, converse com um oncogeneticista para determinar suas opções para o gerenciamento do risco e conduta.

Fonte: Other Cancers (Extraído em 05/10/2015)


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