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Região Norte do País tem piores índices do Brasil em câncer do colo do útero

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/09/2017 - Data de atualização: 11/09/2017


"É o terceiro tumor feminino mais freqüente e a quarta causa de morte de brasileiras por câncer no País. Mas o tema da campanha é ‘a doença que não deveria existir’, porque ela se desenvolve depois de muitos anos, com infecção persistente. É possível detectá-la antes e evitar que se transforme em câncer”, diz a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz. "Então, por quê tantas mortes?”, questiona.

De acordo com Maria Del Pilar Estevez, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – reconhecido internacionalmente como um local de estudo e ensino da patologia –, 76,8% dos casos têm diagnóstico em estádios avançados. Ou seja, com menores chances de cura e, consequentemente, de sobrevivência. O motivo é que o exame de Papanicolau (preventivo) e a vacina contra HPV ainda são vistos com tabu pela população.

"O principal fator não é o tipo, mas a extensão do câncer. O diagnóstico precoce proporciona a possibilidade 97,5% de chances de sobrevida . No diagnóstico tardio, mesmo com o melhor tratamento, a chance de morrer é muito alta”, explica a coordenadora da Oncologia Clínica, ao enfatizar o maior problema no enfrentamento direto à doença. "As pessoas precisam parar de ligar o HPV ao sexo e focar no câncer, que mata”, afirma.

Consciência

"Esse exame não é para corrimentos ou coceiras, mas para detectar câncer e deve ser realizado dos 25 aos 64 anos. O HPV não se manifesta antes dessa idade, mesmo que a adolescente inicie a vida sexual precocemente”, declara Júlio César Possati, do Instituto de Prevenção de Câncer do Hospital de Câncer de Barretos, interior paulista. "E se dois exames anuais seguidos derem negativo, só é preciso fazer a cada três anos”, ressalta.

Blog: Diama Bhadra Vale, professora doutora da Unicamp

"Na revisão da Biblioteca Cochrane [rede global independente de pesquisadores de saúde] deste ano, chegou-se à conclusão que o teste de HPV deve ser feito a cada cinco anos e o papanicolau (preventivo) a cada três anos [em caso de dois resultados negativos anuais seguidos]. As lesões por HPV levam anos para se desenvolver, mas temos 30 casos avançados [com nível baixo de chances de cura] em 100 mil mulheres na cidade de Manaus. É um número preocupante, semelhante ao da África.”

Prevenção

Para completar o quadro, que deixa o País na quarta colocação com os piores índices de mortalidade por câncer do colo do útero do planeta – e a Região Norte com taxas semelhantes à África –, apesar de existir uma vacina eficiente e gratuita, a adesão é baixíssima. A melhor faixa-etária para a imunização é na pré-adolescência (entre 9 e 13 anos). Cerca de 80% das mulheres e 50% dos homens terão contato com o HPV em algum momento da vida.

"A Hepatite B também é transmitida sexualmente, mas ninguém questiona vacinar as crianças. Não é preciso ter uma relação sexual completa para contrair HPV: 45% contraem o vírus pela ponta dos dedos”, enfatiza a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, a pediatra Ana Goretti Maranhão. "Se todos vacinassem os filhos, poderíamos extinguir o HPV, como fizemos com outras doenças”, finaliza.

Campanha

A campanha do Instituto Oncoguia "Câncer do Colo do Útero: A Doença que Não Deveria Existir” foi lançada na última semana. De 11 a 22 de setembro, o Ministério da Saúde fará a imunização gratuita de meninos e meninas de 9 a 14 anos contra o HPV.

Esclerose Múltipla atinge 2,5 milhões

É grande a incidência de depressão em pessoas com esclerose múltipla. Isso por se tratar de uma patologia sem cura, que impõe alguns desafios àqueles em quem ela se manifesta como fraqueza muscular, alteração do equilíbrio e comprometimento neurológico.

De causa desconhecida, a patologia é considerada crônica e recorrente, com surtos e sintomas que variam de pessoa para pessoa, mas influenciam diretamente na qualidade de vida dos indivíduos.

A EM atinge duas vezes mais mulheres do que homens e, em média, é diagnosticada aos 30 anos, embora possa acometer desde crianças até pessoas mais idosas. Pelo fato de ser uma doença com diagnóstico tardio, muitas vezes, isso acaba por dificultar o tratamento da doença. Mas a doença se manifesta de forma mais agressiva em homens.

Hoje, os pacientes contam com opções eficazes de tratamento para controlar a doença e os surtos. Vale destacar a terapia com teriflunomida, medicamento oral indicado ao tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla para reduzir a frequência dos surtos e para retardar o acúmulo de incapacidade física.

Matéria publicada no site A Crítica em 11/09/2017

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