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Radioterapia para Câncer de Colo do Útero

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 31/10/2014 - Data de atualização: 03/07/2017


O tratamento radioterápico utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. A radioterapia pode ser utilizada para o câncer de colo do útero como:

  • Tratamento Principal. Para alguns estágios do câncer de colo do útero, o tratamento principal é a radioterapia isolada ou cirurgia seguida de radioterapia. Para outros estágios, o tratamento preferido é a quimioirradiação (radioterapia e a quimioterapia administradas em conjunto). A quimioterapia potencializa a radioterapia.

  • Tratamento da Recidiva ou de Metástases. A radioterapia pode ser usada para tratar cânceres que se disseminaram para outros órgãos.

Os dois tipos de radioterapia frequentemente utilizados para tratar o câncer de colo do útero são:

Radioterapia Externa

Existem vários tipos de radiação, porém as mais utilizadas são as eletromagnéticas (Raios X ou Raios gama) e os elétrons (disponíveis em aceleradores lineares de alta energia). Esse tipo de radioterapia é conhecido como radioterapia com feixes externos.

Cada tratamento de radioterapia dura apenas alguns minutos, mais o tempo de posicionamento da paciente. O procedimento em si é indolor.

Quando a radioterapia é usada como tratamento principal para o câncer de colo do útero, a radioterapia de feixes externos é geralmente combinada com quimioterapia (quimiorradiação). Muitas vezes, a radioterapia é frequentemente administrada junto com baixas doses do quimioterápico cisplatina. Os tratamentos são administrados 5 dias por semana durante 6 a 7 semanas. A quimioterapia é administrada em horários programados durante a radioterapia. O esquema é determinado pelo medicamento utilizado.

A radioterapia de feixes externos pode ser utilizada isoladamente para tratar áreas de disseminação da doença câncer ou como tratamento principal em pacientes que não toleram a  quimioirradiação.

Possíveis Efeitos Colaterais da Radioterapia de Feixes Externos. Os efeitos colaterais da radioterapia de feixe externo podem incluir fadiga, diarreia, náusea, vômitos e problemas na pele (na região irradiada). Outros efeitos colaterais podem incluir:

  • Alterações na pele. A radiação pode provocar irritação variando de leve vermelhidão a descamação. A pele pode liberar líquido, o que pode levar à infecção, de modo que a área exposta à radiação deve ser cuidadosamente limpa e protegida.

  • Cistite por Radiação. A radiação na pelve pode irritar a bexiga provocando desconforto e desejo de urinar com frequência.

  • Dor Vaginal. A radiação pode tornar a vulva e a vagina mais sensíveis e doloridas.

  • Alterações Menstruais. A radioterapia da região pélvica pode afetar os ovários, levando a alterações menstruais e até mesmo à menopausa precoce

  • Diminuição das Taxas Sanguíneas. Os níveis baixos dos glóbulos vermelhos provocam anemia fazendo você se sentir cansada. Os níveis baixos de glóbulos brancos aumentam os riscos de infeção (Leucopenia).

Quando a quimioterapia é administrada junto com a radioterapia, as taxas sanguíneas tendem a serem mais baixas e a fadiga e as náuseas tendem a serem piores. Estes efeitos colaterais normalmente melhoram com o término do tratamento.

Braquiterapia

A braquiterapia é um tipo de radioterapia interna na qual um material radioativo é inserido dentro ou próximo ao órgão a ser tratado. Para isso são utilizados fontes radioativas específicas, pequenas e de diferentes formas por meio de guias denominadas cateteres ou sondas.

Existem dois tipos de braquiterapia:

  • Braquiterapia de Baixa Taxa de Dose (LDR). Neste procedimento a paciente permanece deitada com os instrumentos que contem o material radioativo no lugar. Enquanto a radioterapia está sendo administrada, a equipe hospitalar cuida da paciente, tomando as devidas precauções para diminuir sua própria exposição às radiações.

  • Braquiterapia de Alta Taxa de Dose (HDR). Envolve a inserção de fontes radioativas de alta dose próximas ao tumor durante alguns minutos e depois removido. A vantagem do tratamento HDR é que a paciente não precisa ficar internada ou ficar parada por um longo período de tempo.

Possíveis Efeitos Colaterais da Braquiterapia. Os principais efeitos ocorrem no colo do útero e nas paredes da vagina. O efeito colateral mais comum é a irritação da vagina, que pode se tornar vermelha e dolorida. A vulva também pode ficar inflamada. A braquiterapia também pode provocar efeitos colaterais similares a radioterapia de feixes externos, como fadiga, diarreia, náuseas, irritação da bexiga e diminuição das taxas sanguíneas. Muitas vezes braquiterapia é administrada logo após a radioterapia de feixes externos (antes que os efeitos colaterais tenham desaparecido), por isso pode ser difícil saber qual tipo de tratamento está causando o efeito colateral.

Possíveis Efeitos Colaterais a Longo Prazo


  • Estenose Vaginal. Tanto a radioterapia de feixes externos como a braquiterapia podem provocar a formação de tecido cicatricial na vagina. O tecido cicatricial pode tornar a vagina mais estreita (estenose vaginal), ou seja, menos capaz de esticar, ou mesmo menor, o que pode tornar o sexo vaginal doloroso. Uma mulher pode ajudar a evitar esse problema esticando as paredes de sua vagina várias vezes por semana, seja fazendo sexo ou usando um dilatador vaginal.

  • Secura Vaginal. Os estrogênios usados ​​localmente podem ajudar a combater a secura vaginal e as alterações no revestimento vaginal, especialmente se a radioterapia na região pélvica danificou os ovários, levando à menopausa precoce. Estes hormônios são tipicamente aplicados na vagina e absorvidos na área genital. Eles são administrados na forma de gel e creme e ajuda a evitar a secura vaginal e a atrofia.

  • Fraturas Ósseas. A irradiação da pelve também pode enfraquecer os ossos, levando a fraturas. Fraturas do quadril são as mais comuns, e podem ocorrer dentro de 2 a 4 anos após a irradiação. Exames de densitometria óssea devem ser realizados rotineiramente nesse período.

  • Inchaço das Pernas. Se os gânglios linfáticos pélvicos são tratados com radioterapia, pode levar a problemas de drenagem dos líquidos da perna. Isso pode provocar linfedema.

Importante. Fumar aumenta os efeitos colaterais da radioterapia e pode tornar o tratamento menos eficaz. Se você fuma, deve parar!

Fonte: American Cancer Society (05/12/2016)


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