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Quimioterapia para Câncer de Intestino Delgado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 23/04/2013 - Data de atualização: 27/03/2017


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas senão também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Quando a quimioterapia é administrada após a cirurgia é denominada tratamento adjuvante. Neste caso, a quimioterapia é realizada para destruir as células cancerígenas remanescentes. Esse tratamento diminui a chance de uma recidiva. A quimioterapia adjuvante é frequentemente administrada para o câncer colorretal, embora não se sabe ainda sua eficácia no tratamento do câncer de intestino delgado.

Os medicamentos frequentemente utilizados no tratamento do câncer de intestino delgado incluem:

  • Capecitabina.
  • 5-fluorouracil.
  • Oxaliplatina.
  • Irinotecano.

O 5-FU muitas vezes é administrado com leucovorina, uma vitamina que potencializa o efeito da medicação.

Como o câncer de intestino delgado é raro, poucos pacientes são tratados com quimioterapia. Isto dificulta saber quais medicamentos são os mais eficazes. Algumas das combinações de fármacos que parecem oferecer melhores resultados incluem:

  • Capecitabina e oxaliplatina (CAPOX).
  • 5-FU e leucovorina com oxaliplatina (FOLFOX).
  • 5-FU e leucovorina com irinotecano (FOLFIRI).

Possíveis Efeitos Colaterais


Os quimioterápicos não só destroem as células cancerosas, mas também danificam algumas células normais, o que pode levar a diversos efeitos colaterais. Esses efeitos dependem do tipo de medicamento utilizado, dose administrada e tempo de tratamento, podendo incluir:

  • Náuseas.
  • Vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Feridas na boca.
  • Diarreia.
  • Risco de infecção, pela diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, pela diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, pela diminuição dos glóbulos vermelhos.

Síndrome mão-pé. Pode ocorrer durante o tratamento com capecitabina ou 5-FU, que começa como vermelhidão nas mãos e pés, que pode progredir para dor e sensibilidade nas palmas das mãos e plantas dos pés. Não existe tratamento específico, embora alguns cremes possam ajudar. Estes sintomas melhoram gradualmente quando a dose é diminuída ou o tratamento interrompido.

Neuropatia. É um efeito colateral comum da oxaliplatina. Os sintomas incluem dormência, formigamento e dor nas mãos e pés. Também pode provocar sensibilidade intensa a quente e frio na garganta e esôfago. Isso pode provocar dor ao engolir líquidos.

Diarreia. É um efeito colateral comum de muitos medicamentos, mas pode ser pior com o irinotecano. Esse efeito deve ser tratado imediatamente para evitar a desidratação.

A maioria dos efeitos colaterais é temporária e cessam após o término do tratamento. Mas os medicamentos quimioterápicos podem causar alguns efeitos de longa duração ou mesmo de forma permanente. Converse com seu médico sobre as medicações que serão utilizadas e os possíveis efeitos que você possa ter.

Fonte: American Cancer Society (09/02/2016)


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