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Quimioterapia para Câncer de Esôfago

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/05/2015 - Data de atualização: 01/02/2018


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas como também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia tem duração de algumas semanas.

Dependendo do tipo e do estágio da doença, a quimioterapia é utilizada:

  • Antes da cirurgia, normalmente junto com a radioterapia, para reduzir o tamanho do tumor. Esse tratamento é denominado neoadjuvante.
  • Após a cirurgia, normalmente junto com a radioterapia, para destruir as células tumorais remanescentes. Este tratamento é denominado adjuvante.
  • No tratamento de tumores avançados que se disseminaram, por exemplo, para o fígado. A quimioterapia também pode ser usada para diminuir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas da doença.

Os medicamentos quimioterápicos comumente utilizados no tratamento do câncer de esôfago incluem:

  • Carboplatina e paclitaxel (que podem ser associados com radioterapia).
  • Cisplatina e 5-fluorouracilo (muitas vezes associados com radioterapia)
  • ECF: epirubicina, cisplatina e 5-FU (especialmente para tumores da junção gastroesofágica).
  • DCF: docetaxel, cisplatina e 5-FU.
  • Cisplatina com capecitabina.
  • Oxaliplatina e 5-FU ou capecitabina.
  • Irinotecano.

Para alguns tipos de câncer de esôfago, a quimioterapia pode ser administrada junto com os medicamentos alvo moleculares (trastuzumabe ou ramucirumabe).

Possíveis Efeitos Colaterais

Os quimioterápicos não só atacam as células cancerosas, mas também algumas células normais (tratamento sistêmico), o que pode levar a efeitos colaterais. Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. Os efeitos colaterais comuns à maioria das drogas quimioterápicas podem incluir:

  • Náuseas e vômitos.
  • Perda de apetite.
  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Diarreia ou constipação.
  • Diminuição das taxas sanguíneas.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hemorragia ou hematomas, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Além dos riscos já citados, alguns medicamentos quimioterápicos podem provocar outros efeitos colaterais menos comuns, como:

  • Síndrome mão-pé. A capecitabina ou o 5-FU, quando administradas como uma infusão, pode provocar vermelhidão que pode progredir para dor e sensibilidade  nas mãos e pés, provocando bolhas ou descamação da pele.

  • Neuropatia. É um efeito colateral comum da oxaliplatina, cisplatina, docetaxel e paclitaxel. Os sintomas incluem alterações motoras, formigamento e até dor em mãos e nos pés. A oxaliplatina também pode provocar aumento de sensibilidade ao frio na garganta e esôfago e palmas das mãos. Isso pode causar problemas de deglutição.

  • Reações alérgicas. Alguns pacientes podem ter reações alérgicas à oxaliplatina. Os sintomas podem incluir erupção cutânea, aperto no peito, dificuldade para respirar, dor nas costas ou sensação de tontura.

  • Diarreia. É um efeito colateral comum de muito desses medicamentos, mas pode ser particularmente importante com o irinotecano. Deve ser tratado imediatamente para evitar desidratação.

Estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e desaparecem após o término do tratamento. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, a dose da quimioterapia pode ter que ser reduzida ou suspensa por um período de tempo.

Fonte: American Cancer Society (14/06/2017)


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