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Por que a incidência do câncer de mama continua a aumentar?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 22/09/2021 - Data de atualização: 22/09/2021


O câncer de mama é o segundo tipo mais comum em todo o mundo, representando aproximadamente 12% do total de casos novos de câncer. Somente no Brasil, devem ser registrados cerca de 66.280 casos/ano de câncer de mama feminino em 2020/2021 - o que pode receber a influência negativa da pandemia, visto que um menor número de mulheres vêm realizando os exames de rotina.

Aparentemente, é um paradoxo o aumento de casos de câncer de mama ao passo que a ciência e as informações para prevenção de doenças como o câncer evoluem em larga escala. Por exemplo, por meio de conhecimentos genéticos é possível até mesmo identificar a predisposição à doença, além de uma melhor qualidade dos métodos de rastreamento como a Mamografia Digital e a Tomossíntese. No quesito tratamento, as drogas estão cada vez mais modernas, personalizadas e eficazes.

Existe também um esforço mundial para incentivar a prevenção da doença, bem como a adoção de vacinação e profilaxia de agentes infecciosos diversos. Nesse sentido, estão também os esforços de rastreamento, com adoção de protocolos em massa para rastreio e identificação em fase mais precoce. Paradoxalmente, os avanços tecnológicos, quantitativos e qualitativos de rastreamento e diagnóstico permitem justamente a identificação de mais pessoas com a neoplasia.

Onde as mulheres devem aprender sobre prevenção do câncer de mama?

Antes do surgimento da oncologia moderna, muitas pessoas chegavam ao óbito em decorrência do câncer, sem sequer ser diagnosticadas. O melhor acesso às ferramentas de rastreamento e diagnóstico precoce favorece, por outro lado, um diagnóstico mais cedo, aumentando as chances de cura da doença, além de diminuir a agressividade dos tratamentos.

Acrescido a isso, o aumento e o envelhecimento da população, bem como uma importante mudança do estilo de vida desta população explicam a identificação de um maior número de casos da doença. Conforme informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), dos R$ 3,4 bilhões gastos pelo SUS em 2018 com o tratamento oncológico, R$ 1,4 bilhão (ou 41,1%) foram em terapêuticas contra cânceres associados ao excesso de peso, principalmente tumores malignos de mama, intestino grosso (colorretal) e endométrio.

Há ainda outros fatores do estilo de vida moderno que proporcionam, no caso das mulheres, o aumento contínuo da incidência do câncer de mama. Estudos já demonstraram que mulheres que dão à luz com mais de 30 anos correm um risco 63% maior de ter a doença do que aquelas que se tornam mães aos 22 anos.

Por sua vez, o risco de desenvolver um câncer de mama depois da menopausa é 35% maior. Mas as mulheres estão se tornando mães cada vez mais tarde e de uma prole cada vez menor. A maior incidência da doença nesse grupo de mulheres pode ser explicada teoricamente pelo crescimento muito rápido das células mamárias, elevando a chance de multiplicação anormal e, consequentemente, de algum tipo alteração genética associada ao desenvolvimento da neoplasia.

O uso das terapias de reposição hormonal com remédios compostos por estrogênio ou progesterona, para minimizar os efeitos da redução hormonal, causada pelo processo do climatério e da menopausa, se tornou também algo comum. No entanto, há efeitos indesejados importantes, e isso deve ser sempre avaliado.

Uma das contraindicações formais da TH é naquelas pacientes que já passaram pelo tratamento desse tipo de câncer. Além disso, o uso prolongado dessas medicações implica num pequeno aumento do risco do câncer de mama, e devem ser sempre considerados riscos e benefícios no contexto do risco individual de cada paciente.

Por isso, a indicação desse tipo de terapia deve ser feita com muita cautela e sempre por um profissional capacitado. Importante destacar que, para iniciar essa terapia, é importante analisar sempre as suas reais indicações, bem como fazer uma boa investigação da história pessoal e a realização de exames específicos para descartar doenças coexistentes e, assim, termos segurança na melhor prescrição de cada mulher.

Mulheres com casos de câncer de mama na família, em especial nos parentes de primeiro grau e em idade jovem, com perfil para ser portadoras de predisposição hereditária, necessitam de um julgamento mais criterioso antes de iniciarmos a terapia hormonal com segurança.

As mudanças na dieta e tipo de alimentos consumidos são também fatores da modernidade que interferem no aumento constante do câncer como um todo. A alimentação desequilibrada rica em produtos ultraprocessados, somada ao sedentarismo, à ingestão alcoólica e à obesidade, aceleram o processo de carcinogênese.

Se por um lado alguns desses fatores não são controláveis, outros dependem apenas de maior conscientização da população, a exemplo do consumo de alimentos mais saudáveis e da prática de atividades físicas. Então, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio que favoreça a saúde no contexto da modernidade de seus novos hábitos.

Clécio Lucena  - Mastologista, Cirurgião das mamas e Professor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG.

Fonte: Uai 



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