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Pesquisadores da UFRJ criam modelo matemático para definir tratamento de câncer de placenta, que atinge uma a cada 200 gestantes no país

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/06/2021 - Data de atualização: 29/06/2021


Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade de Harvard e o Imperial College, desenvolveram um modelo matemático para definir o perfil das pacientes com câncer de placenta que podem receber um tratamento quimioterápico mais simples e com menos efeitos colaterais. O estudo foi publicado na sexta-feira na revista científica Lancet.

Uma em cada 200 mulheres que engravidam no Brasil desenvolvem o tumor da placenta ou um quadro de doença trofoblástica gestacional, cinco vezes mais do que nos Estados Unidos e dez vezes mais que na Europa, por motivos ainda desconhecidos.

A chamada gravidez molar é uma espécie de erro genético na fertilização e produz uma gestação não viável, em que o feto não se desenvolve. Mais da metade dos casos são descobertos até a 12ª semana de gestação, e quanto antes, melhor a recuperação e o menor o impacto emocional na paciente. Após o diagnóstico, é preciso fazer a interrupção da gestação por meio da aspiração.

De acordo com um dos autores do estudo, o ginecologista e obstetra da UFRJ Antônio Rodrigues Braga Neto, grande parte das mulheres já está curada após o procedimento, mas entre 20% e 40% vão precisar de quimioterapia.

Para essas, há a possibilidade de um tratamento mais simples, com menos efeitos colaterais como perda de cabelo e náuseas, ou um mais complexo. É na definição de cada grupo que entra o modelo matemático criado pelos cientistas. Mais de 5 mil mulheres foram estudadas, das quais 431 foram incluídas na fase final do estudo.

— O que a gente quer é curar da forma menos agressiva possível. Analisamos o perfil que se curava com o tratamento mais simples, aquelas que tinham nível de biomarcador menor, não tinham doença metastática etc. A decisão vai ser compartilhada entre médico e paciente, mas não é mais tomada no escuro — afirma Braga.  

O médico é coordenador do terceiro maior Centro de Referência no mundo em doença trofoblástica gestacional, que é formado pela Maternidade Escola, da UFRJ, e pelo Hospital Universitário Antônio Pedro, ligado à Universidade Federal Fluminense (UFF).

Impacto 

A ginecologista e obstetra Gabriela Paiva, outra pesquisadora do estudo, ressalta a dificuldade das pacientes em lidar com a doença, que se mantém desconhecida de grande parte da sociedade.

— A maioria das pacientes nunca ouviu falar disso, chegam sem entender o que está acontecendo. Aí temos que explicar que a gestação não deu certo, não se formou um bebê viável e precisa ser interrompida. É um impacto muito grande. Além disso, precisam fazer acompanhamento por seis meses. Então a mulher sai de um estado em que achava que estava grávida, descobre que a gestação tem que ser interrompida, e ainda precisa de um acompanhamento a longo prazo. É muito difícil — explica. 

Mesmo após a aspiração da placenta é preciso voltar aos centros de referência por seis meses para verificar se há o risco de desenvolver câncer ou não. Por isso, a importância de buscar esses locais de atendimento em que há, também, acompanhamento psicológico.

Fonte: O Globo  



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