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Para oncologistas, imunoterapia pode ser parte da cura do câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/12/2018 - Data de atualização: 17/12/2018


São Paulo - No começo de 2018 pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram uma nova terapia contra o câncer. O método, conhecido como imunoterapia, teve uma boa resposta em melanomas, câncer de pulmão e de rim. "O grande avanço da oncologia nos últimos 30 anos é a imunoterapia. Mas é só o começo", pontua oncologista torácico Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas. Ele falou sobre a técnica contemporânea de tratamento do câncer em um encontro com jornalistas, antes do Simpósio Internacional do Grupo Oncoclínicas, realizado em São Paulo, em novembro. 

"Nosso sistema imunológico evita que a gente desenvolva as doenças autoimunes. Se não fosse assim, o próprio sistema de defesa da pessoa atacaria, como acontece em indivíduos que têm lúpus e artrite reumatoide, por exemplo", explica Ferreira. A novidade é que se descobriu que a célula do câncer se esconde atrás dessa "cortina", do sistema imunológico. "O que a imunoterapia no dia de hoje faz é abrir essa 'cortina' e deixar que as células de defesa 'enxerguem' a célula do tumor." 

O diretor científico do grupo acrescenta que as novas drogas de imunoterapia ainda estão sendo desenvolvidas, mas o que se sabe é que "nem todos os tumores respondem da mesma maneira". "Isso tem a ver com o perfil genético e a característica inflamatória do tumor. O que a gente sabe hoje é que alguns indivíduos com melanoma metastático, outrora incuráveis, com o uso da imunoterapia o câncer desapareceu. Se desaparecer significa a cura, o tempo vai dizer", comenta. 

ALTO CUSTO 

O pesquisador acredita que a imunoterapia pode ser uma etapa no conjunto de estratégias para a cura do câncer metastático. Entretanto, o problema desse novo tratamento é que ele é de altíssimo custo e não atinge todos os pacientes. A medicina de precisão é o ponto nevrálgico nesse aspecto, como explica o oncologista. "O que a medicina de precisão está conseguindo fazer aos poucos é identificar exatamente aqueles indivíduos que vão responder bem ao tratamento. Assim, o paciente vai ser melhor tratado e se evita usar um recurso de alto custo em um indivíduo que não tinha chance de responder, e que por outro lado teria seu tratamento atrapalhado", alegou. 

O instituto, além de realizar o diagnóstico e tratamento dos pacientes, é uma empresa médica com projetos de formação dos profissionais. De acordo com os médicos, o grupo tem investido nos cuidados continuados, ou seja, no tratamento de pacientes nos quais a doença está em estágio terminal. Segundo os oncologistas, esses tratamentos, embora paliativos, permitem um tratamento mais humano não só com o paciente, mas também com a família dele. "É uma continuação do cuidado. Ter um paciente oncológico na família é um estresse para todos. Ter o acolhimento de quem te trata faz uma diferença enorme", explica o CEO do Grupo Oncoclínicas, Luis Natel. 

DOENÇA GENÉTICA 

"Quanto mais velhos ficarmos, mais câncer a gente terá", sugere Ferreira. O câncer é uma doença genética e está relacionada com a longevidade, porque envelhecer é passar por alterações genéticas, avisa o médico. "Sem dúvida, a incidência de câncer vai aumentar se a gente não combater os outros fatores. Porque não é só genético, é o ambiente atuando sobre o genético", reitera. O oncologista lembra que o tabagismo é um desses fatores, embora o Brasil tenha uma campanha severa contra o fumo. "A nossa campanha de cessação do tabagismo é talvez a melhor do mundo e sobreviveu a todos os governos nos últimos 25 anos", ressalta. 

A ideia dos oncologistas é que a medicina de precisão possa ser aplicada ao paciente diagnosticado precocemente ou com a doença avançada. "A gente tem dentro do grupo uma área de aconselhamento genético de câncer hereditário", explica. A técnica consiste na identificação de famílias de risco e a orientação ou o diagnóstico genético precoce para poder minimizar o risco. "Mas estamos falando de 10% dos tumores, que são de fato transmitidos de pai para o filho, em que há uma característica de predisposição. Para a população em geral, a hipótese é que ainda vai aumentar a incidência de câncer na próxima década, antes que a gente possa intervir de fato e atingir o equilíbrio", projeta. 

Para o diretor científico, ao se tratar de homens hoje com 90 anos de idade, a dúvida não é se eles vão ter câncer de próstata, mas sim quando este será diagnosticado. "Isso porque o homem não foi feito para viver 90 anos. Não necessariamente eles vai morrer de câncer de próstata, mas estou dando um exemplo extremo para mostrar que, conforme envelhecemos, a chance do câncer aumenta", frisa. 

Fonte: Folha de Londrina

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