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Olimpíada do câncer: da maratona de exames à ginástica da autoestima

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 30/07/2021 - Data de atualização: 30/07/2021


O paciente com câncer é um verdadeiro atleta. Afinal, nós também temos que superar nossos limites; ter foco; enfrentar maratonas de exames e procedimentos; e buscar uma boa alimentação para ajudar nos resultados. E, assim como no caso dos atletas que vão para uma Olimpíada tradicional, não há perdedores nesses Jogos Olímpicos. Todos fazem seu melhor e de antemão já são vencedores.

Em quantas dessas categorias abaixo você levaria medalha?

Importante: não há perdedores em Olimpíadas – todos fazem seu melhor. 

Maratona de exames

Falei sobre a quantidade de exames que o paciente com câncer se submete nesse post. É uma corrida longa e duradoura, com diversos percalços: você larga de um lugar desconhecido e, no caminho, recebe uma série de líquidos da equipe de apoio (ou seja, contraste, água e outras coisinhas que os enfermeiros, técnicos e médicos dão nos exames). As bolhas nos pés são o equivalente às picadas de agulhas para tirar sangue: chatas, mas não impedem você de seguir. E pode encontrar percalços tão duros quanto o padre irlandês que interceptou o Vanderlei Cordeiro de Lima na Olimpíada de Atenas, em 2004. Tente não se abalar e focar na linha de chegada.

Revezamento de procedimentos nado medley 4×100

A piscina olímpica é a medicina, e você mergulha de cabeça nela conforme a orientação do seu técnico (o médico). A ordem e o tipo do seu nado medley pode variar: no meu caso, meus primeiros 100 metros foram a cirurgia para a retirada do nódulo, seguida por mais 100 metros de quimioterapia vermelha. Neste momento da competição acabei de fazer a virada para a quimio branca; depois de fazer esses 100 metros, a reta final será em nado radioterapia.

Levantamento de peso mental

O seu adversário nessa modalidade é você mesmo. É preciso concentração, não perder o foco e não se perder demais em pensamentos que nada vão trazer de bom. O legal desse esporte é que você pode chamar alguém para ajudar a levantar o peso com você: mãe, marido, filho, amigos, terapeuta. Outra vantagem: qualquer peso que você levantar garante medalha de ouro, como por exemplo sorrir depois de um dia difícil.

Corrida com obstáculos

Você se inscreveu para os 100 metros rasos, mas quando chegou na pista percebeu que estava nos 2000 metros com obstáculos. Eles podem te surpreender a qualquer momento da corrida: o plano de saúde que não quer autorizar seu procedimento; a demora em conseguir agendar o exame no SUS; a lentidão da perícia no INSS; a falta de compreensão de pessoas próximas; um chefe insensível; e até a surpresa em saber que o presidente vetou o projeto de lei que obriga os planos de saúde a fornecer a quimio oral receitada aos pacientes. É uma prova duríssima, que para ser concluída muitas vezes precisa da ajuda de um advogado, que vai entrar na pista e retirar os obstáculos – afinal, você se inscreveu para os 100 metros, oras.

Vôlei de apoio

Esse esporte é coletivo mesmo, e super importante para o paciente com câncer. Conversar com outras pessoas que estão passando ou passaram pela mesma situação é o equivalente a levantar a bola no ângulo perfeito pra você cortar. Seu time pode ser formado por grupos de apoio nas redes sociais, instituições, amigos ou amigos dos amigos que também enfrentaram um câncer. Com eles, você troca experiências, e todo ponto garante comemoração coletiva, com abraços e palavras de incentivo. E mesmo quando é o adversário que faz o ponto, ainda assim você conta com o apoio da equipe. Nessa seleção a dica é se inspirar no Douglas (eu me inspiro, pelo menos): fora das quadras, descontração; dentro delas, foco. E muito companheirismo.

Decatlo da rotina

Uma prova duríssima. Ela varia de atleta para atleta e de dia para dia, mas consiste basicamente em fazer o que você deve fazer, sem esquecer ou ficar com preguiça. Algumas das modalidades incluem não deixar de tomar os remédios receitados; fazer algum exercício (caso esteja liberado pelo médico, é claro); comer alimentos saudáveis e fugir dos ultraprocessados e das besteirinhas, sempre que possível; tomar bastante líquido, especialmente depois da quimioterapia; não faltar em nenhuma consulta; não fugir dos exames, mesmo os mais chatos. Inclua aqui a sua própria prova diária.

Ginástica solo de autoestima

Lidar com a própria autoestima é uma ginástica na qual todos os dias estamos fazendo piruetas, e em algumas delas caímos de bunda. Tudo bem: é só levantar e seguir dançando, em ritmo do Brasileirinho de Dayane dos Santos ou do Baile de Favela de Rebeca Andrade. Perder o cabelo, lidar com as inconstâncias da balança, o ressecamento da pele, as cicatrizes de cirurgias, uma mastectomia, os olhares dos outros são alguns dos desafios que tentamos superar no nosso tablado particular, o espelho. Foque no mais importante: você.

Dicas de etiqueta para o público

Para quem assiste a esses Jogos Olímpicos – ou seja, familiares e amigos – há algumas dicas de etiqueta para não atrapalhar o atleta do câncer. Assim como nas provas tradicionais, os aplausos ajudam a motivar e são traduzidos em pequenas coisas, pequenos agrados que fazem muita diferença. Podem ser coisas simples, como arrumar uma cama, fazer uma comidinha, dar um telefonema, oferecer apoio, poupar o atleta de dissabores, discussões e problemas. Por outro lado, respeite o espaço dele: mostre que ele pode contar com você, mas não faça perguntas que podem deixá-lo desconfortável – é tipo o silêncio necessário nas partidas de tênis. Seja direto na abordagem, dizendo coisas do tipo: “se não quiser falar, não precisa, mas quero saber se você está bem e estou pronto para ouvi-lo se precisar desabafar”

Fonte: Estadão 



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