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O treinamento ideal para o paciente com câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/05/2017 - Data de atualização: 11/05/2017


Vivemos em um mundo de tecnologias imediatas que nos oferecem respostas rápidas e simples para quase todas as nossas dúvidas, principalmente as de saúde. A internet, por exemplo, nos bombardeia com inúmeras fórmulas de sucesso, metodologias infalíveis, protocolos milagrosos e assim por diante. Infelizmente, na maioria destes casos, esta informação é divulgada por pessoas despreparadas, que acabam simplificando processos complexos com objetivo de ganhar mais seguidores ou dinheiro. Com o câncer, isto é pior. Pacientes emocionalmente fragilizados pelo diagnóstico e prognóstico da doença são mais facilmente atraídos por falsos milagres.

Na prescrição de exercícios, este panorama não é diferente. Rejeito muito a ideia de se estabelecer uma verdade absoluta capaz de solucionar todas as variáveis envolvidas na elaboração de um treinamento. Se as levarmos em consideração, jamais existirá um treino ou exercício ideal que induza respostas idênticas em todos os pacientes com câncer. Além disso, a ciência está em constante construção – basta pensar como era aplicação de exercícios físicos no paciente com câncer na década de 80: uma heresia. O que hoje é uma certeza, amanhã não é mais.

Mesmo contrariando os meus princípios, vou entregar o meu segredinho da receita do treinamento ideal, lá vai...

Receita do treinamento ideal (rende uma porção)

Ingredientes:

  • Histórico esportivo do paciente (duas colheres de sopa)
  • Estado físico e emocional do paciente (três xícaras de chá)
  • Tipo e estadiamento do câncer (uma xícara de chá)
  • Terapêutica anticâncer (três colheres de sopa)
  • Efeitos colaterais desta terapêutica (um punhado bem grande)
  • Efeitos colaterais do câncer (outro punhado grande)
  • Literatura cientifica (o suficiente para dar a liga)
  • Expectativas do paciente (uma xícara de chá)
  • Local a ser realizado o treinamento (uma colher de sopa)
  • Equipamentos disponíveis (uma xícara de chá)
  • Disponibilidade de horários (duas colheres de chá)
  • Empatia entre o profissional e o paciente (a gosto, quanto mais é melhor)

Materiais necessários:

  • Academia/ ou clínica.

Modo de preparo:

Cuidados no pré-preparo: antes de iniciar o preparo é necessário que o paciente esteja apto à realização de um treinamento. O médico responsável pelo tratamento deve realizar testes e avaliações a fim de libera-lo para a prática esportiva. Caso isto não ocorra, a chance desta receita desandar é muito alta.

  1. Em uma clínica ou academia junte o histórico esportivo, o estado físico e emocional do paciente. Mexa bastante e reserve. Neste mesmo local misture o tipo, estadiamento, terapêutica, efeitos colaterais do câncer e de seu tratamento e junte-os ao que foi reservado.

  2. Corrija esta combinação com a literatura científica até dar uma liga bem consistente. Caso isto não ocorra, reveja o passo1 e analise se não faltou ou foi acrescentado muito de algum ingrediente. Dica: é necessário se atentar as peculiaridades de cada ingrediente e não tenha medo da literatura científica.

  3. Hora de preparar a cobertura. Para isto, acrescente a expectativa do paciente ao local de realização do treinamento, equipamentos disponíveis e disponibilidade de horários.  Dica: para uma melhor consistência capriche na expectativa do paciente. Por fim, una a cobertura à combinação obtida no passo 2.

  4. O passo mais importante vem agora: acertar o ponto, que depende de dois fatores: volume e intensidade. Para garantir o ponto ideal, é necessário que ocorra o perfeito equilíbrio entre o volume e a intensidade.  Dica: leve muito em consideração o estado físico atual do paciente neste momento e a literatura científica.

  5. Uma vez no ponto, basta polvilhar muita empatia entre o profissional e o paciente que sua receita estará pronta para ser apreciada.

Bom apetite, ops... bom treino.
Até a próxima.
Rodrigo Ferraz



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