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O consumo nocivo de álcool e a relação com o câncer de mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 27/09/2022 - Data de atualização: 27/09/2022


O câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo, sendo responsável por aproximadamente 10 milhões de mortes em 2020, ou quase uma em cada seis mortes. Cerca de um terço das mortes por câncer são devidas a 5 fatores de risco: alto índice de massa corpórea (IMC), baixo consumo de frutas e vegetais, falta de atividade física, uso de tabaco e consumo de álcool. Como esses são fatores ligados ao estilo de vida, podem ser modificáveis, daí a importância da conscientização e prevenção.

O álcool em excesso possui um potencial carcinogênico, ou seja, pode causar câncer. E, atualmente, estudos apontam que ele está relacionado a sete tipos da doença: cavidade oral, faringe, esôfago, cólon, reto, fígado e mama. Segundo o Observatório Global do Câncer, 4,1% dos novos casos em 2020 foram atribuíveis ao consumo de álcool e, segundo o Estudo da Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco (GBD, 2019), 4,9% das mortes por câncer em 2019 foram atribuíveis ao uso nocivo de álcool.

Efeitos do álcool no câncer de mama
O envolvimento do consumo de álcool no câncer de mama é um processo complexo e que atua por meio de vários mecanismos. E embora as bebidas alcoólicas contenham uma variedade de compostos que contribuem para a carcinogênese (processo de formação do câncer), o álcool em si parece ser o componente mais importante neste caso.

Contudo, os mecanismos subjacentes para o álcool e a carcinogênese da mama ainda precisam ser esclarecidos. Os mecanismos potenciais incluem: estresse oxidativo, proliferação celular, efeitos sobre hormônios (particularmente hormônios esteróides) e efeitos sobre o metabolismo de um carbono.

Quando ingerido, o álcool é metabolizado em acetaldeído, classificado como cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), instituição parte da OMS. Embora a produção de acetaldeído a partir do álcool ocorra principalmente no fígado, também ocorre nos tecidos mamários e um dos efeitos adversos do acetaldeído incluem modificações no DNA. Há evidências de que o acetaldeído pode se concentrar nas células mamárias. Em um estudo com modelos animais de experimentação, por exemplo, o acetaldeído se acumulou e persistiu em concentrações mais altas no tecido mamário do que no sangue.

Além dos efeitos cancerígenos do acetaldeído no tecido mamário, os efeitos hormonais devido ao consumo de álcool também podem contribuir para o câncer de mama. O consumo de bebidas alcoólicas aumenta os níveis hormonais. Um estudo em mulheres adultas na pré-menopausa mostrou que, a ingestão de álcool tem sido associada a níveis circulantes mais altos de estradiol e estrona. Um outro estudo relatou que o consumo de 30g de etanol (~2,5 doses de bebida) por dia durante três ciclos menstruais foi associado a um aumento de 28% no estradiol plasmático e a um aumento de 21% na estrona plasmática entre mulheres de 21 a 40 anos. Os níveis elevados de estrogênio intracelular resultantes da ingestão de álcool podem promover a proliferação celular no tecido mamário relacionada ao câncer. 

Segundo a IARC, o risco de desenvolver o câncer de mama aumenta de 7 a 10% a cada 10g (∼1 dose) de álcool consumido diariamente por mulheres adultas. Essa associação é observada tanto em mulheres na pré-menopausa quanto na pós-menopausa. Comparada com outros órgãos, a mama parece ser mais suscetível aos efeitos cancerígenos do álcool. Isso levanta uma preocupação clínica e de saúde pública, porque quase metade das mulheres em idade fértil bebe álcool e 15% dos bebedores nessa idade bebem quatro ou mais doses ao mesmo tempo5. No Brasil, por exemplo, um estudo realizado pela Fiocruz com mais de 1.500 mulheres com menos de 50 anos mostrou que aquelas que consumiam álcool regularmente por 10 anos ou mais tiveram um risco três vezes maior de desenvolver câncer de mama comparadas com mulheres abstêmias ou bebedoras ocasionais.

Prevenção
Estamos chegando ao Outubro Rosa, que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo a OMS, em 2020 foram relatados mais de 2 milhões de novos casos de câncer de mama e 685 mil óbitos devido à doença. Em 2021, no Brasil, a estimativa foi de 66.280 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Os principais sinais e sintomas de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região das axilas.

O CISA alerta: hábitos saudáveis são a chave para a prevenção do câncer de mama e outras doenças, por isso, procure praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação equilibrada e, se decidir beber, consumir de forma moderada. O Ministério da Saúde recomenda que toda mulher faça a mamografia a partir dos 50 anos. Já as Sociedades Brasileiras de Cancerologia e Mastologia recomendam que já a partir dos 40 anos o exame seja feito anualmente. Cuide-se!

Fonte: Centro de Informações sobre Saúde e Álcool



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