Tipos de Câncer

Neuroblastoma


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Takeda Astellas UICC GBT Abbvie Ipsen Sanofi Grunenthal Daiichi Sankyo


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Novidades no tratamento do neuroblastoma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/10/2013 - Data de atualização: 26/10/2021


Muitas pesquisas sobre neuroblastoma estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços sobre a causa da doença e em como melhorar o tratamento.

  • Genética

Atualmente, os pesquisadores têm melhores testes para detectar as alterações genéticas das células do neuroblastoma. Existem algumas maneiras diferentes dos genes alterarem as células do neuroblastoma:

  • Às vezes, existem cópias extras do mesmo gene (amplificação) em um cromossomo.
  • Às vezes, um cromossomo pode ter pedaços de DNA ausentes (deleções) ou pedaços extras de DNA (ganhos ou adições), o que pode afetar quais genes o cromossomo tem.
  • Às vezes, os genes têm mutações (alterações no DNA) ou outras alterações que podem ativar ou desativar o gene, o que pode afetar como a célula cresce e se divide.

Compreender as mudanças genéticas no neuroblastoma ajuda os pesquisadores a entenderem quais neuroblastomas têm probabilidade de serem curados com um tratamento menos intenso e quais precisarão de um tratamento mais agressivo. Algumas dessas alterações genéticas são usadas para determinar o estadiamento da doença e o grupo de risco da criança. Outras alterações ajudam os pesquisadores a encontrarem novos tratamentos que respondam de forma mais eficaz a determinados tipos de células do neuroblastoma.

Algumas alterações específicas de DNA e genes que estão sendo estudadas são:

  • Alterações no DNA no braço curto do cromossomo 6 são mais prováveis ​​de serem observadas em neuroblastomas que crescem de forma mais agressiva.
  • As células de neuroblastoma em crianças mais velhas têm maior probabilidade de apresentar alterações no gene supressor de tumor ATRX. Os tumores com essa alteração genética tendem a crescer mais lentamente, mas também são mais difíceis de serem curados. Isso pode ajudar a explicar por que crianças mais velhas tendem a ter neuroblastomas de alto risco, enquanto crianças mais novas tendem a ter neuroblastomas de risco baixo ou intermediário.
  • Alterações ou ter mais de uma cópia (amplificação) dos genes ALK e MYCN são recursos usados ​​para ajudar a decidir o grupo de risco de uma criança. Alguns medicamentos que têm como alvo as alterações no gene ALK já são usados no tratamento de outros tipos de câncer e atualmente estão sendo estudados para uso contra neuroblastomas com alterações no gene ALK.

Tratamento

A maioria dos estudos clínicos de neuroblastoma de alto risco (tumores mais agressivos e difíceis de serem tratados) está concentrada na busca de melhores combinações de medicamentos quimioterápicos, esquemas de transplante de células-tronco, imunoterapias e novos tratamentos para a cura o tratamento e cura de mais crianças.

  • Quimioterapia

Vários medicamentos quimioterápicos que já estão sendo utilizados no tratamento de outros tipos de câncer, como topotecano, irinotecano e temozolomida, estão agora sendo estudados em combinação com outros tipos de terapias para uso contra o neuroblastoma de alto risco ou metastático.

Outros estudos estão avaliando se crianças com neuroblastoma de risco baixo ou intermediário podem ser tratadas com menos quimioterapia, com o objetivo de se obter um tratamento eficaz, mas com menos efeitos colaterais.

  • Transplantes de células-tronco

Os médicos estão buscando aprimorar a eficácia do tratamento de crianças com neuroblastoma agressivo com quimioterapia em altas doses e transplantes de células-tronco, administrando diferentes combinações de quimioterapia, radioterapia, retinóides, imunoterapia e outros tratamentos, por exemplo:

  1. Uma pesquisa recente mostrou que fazer dois transplantes de células-tronco (transplantes Tandem) em crianças com neuroblastoma de alto risco é mais eficaz do que apenas um transplante de células-tronco.
  2. Os médicos estão avaliando se o uso de diferentes combinações de medicamentos quimioterápicos, como busulfan e melfalan, são mais eficazes do que as combinações administradas atualmente antes de um transplante de células-tronco.
  3. Outros estudos estão avaliando se o uso de células-tronco doadas por outra pessoa (transplante alogênico de células-tronco), em vez do paciente (transplante autólogo de células-tronco), pode ser mais eficaz para crianças com tumores difíceis de serem tratados.
  • Retinóides

Os retinoides, como o ácido 13-cis-retinoico, mostraram redução do risco de recidiva após o tratamento de crianças com neuroblastoma de alto risco. A administração do ácido 13-cis-retinoico em combinação com diferentes tipos de medicamentos quimioterápicos, anticorpos monoclonais e terapias-alvo está sendo estudada em vários estudos clínicos para determinar as combinações mais eficazes para o tratamento do neuroblastoma.

  • Terapia-alvo

O conhecimento sobre o que torna as células do neuroblastoma diferentes das células normais pode levar a novas abordagens para o tratamento da doença. Os medicamentos mais recentes que visam as células do neuroblastoma mais especificamente do que os quimioterápicos convencionais estão sendo avaliados em estudos clínicos.

Em alguns neuroblastomas, as células apresentam alterações no gene ALK que as ajudam a crescer. Os medicamentos que têm como alvo as células com alterações no gene ALK, como o crizotinibe, são eficazes no tratamento de alguns outros tipos de câncer e atualmente está sendo estudado para o tratamento de crianças com neuroblastoma de alto risco, com alterações no gene ALK. Outros medicamentos que têm como alvo as células com alterações o gene ALK, como lorlatinibe e ceritinibe, também estão sendo estudados.

Em alguns neuroblastomas, as células têm uma via de sinalização da quinase Aurora A hiperativa, que ajuda as células a crescer. Os medicamentos que têm como alvo a via da quinase Aurora A, como a erbumina LY3295668, estão sendo avaliados em estudos clínicos para uso contra o neuroblastoma.

Os médicos também estão avaliando as mudanças genéticas dentro das células do neuroblastoma para verificar se outras terapias-alvo podem ser úteis. Algumas das terapias-alvo em estudo incluem sorafenibe, dasatinibe, vorinostat e eflornitina.

Muitas outras terapias-alvo também estão sendo estudadas para uso contra o neuroblastoma.

  • Imunoterapia

A imunoterapia vem sendo usada como tratamento em vários tipos de câncer e pode ser uma opção para o neuroblastoma. Os imunoterápicos são medicamentos que estimulam o sistema imunológico de uma pessoa a reconhecer e destruir as células cancerígenas de forma mais

            Anticorpos monoclonais anti-GD2

Os anticorpos monoclonais dinutuximabe e naxitamabe, que têm como alvo o GD2 nas células do neuroblastoma, estão sendo utilizados em crianças de alto risco, para ajudar as células do sistema imunológico a encontrar e destruir as células cancerígenas. Esses anticorpos são normalmente administrados ​​após um transplante de células-tronco, mas estudos estão sendo realizados para verificar sua eficácia no início do tratamento.

Os estudos clínicos estão também avaliando a eficácia de vários outros anticorpos que têm como alvo o GD2. Um exemplo é a Hu14.18K322A, um anticorpo modificado que pode responder tão bem quanto outros anticorpos GD2 sem alguns dos efeitos colaterais. E o dinutuximabe beta, que é similar ao dinutuximabe.

            Vacinas

Várias vacinas contra o câncer também estão sendo estudadas para uso contra o neuroblastoma. Para essas vacinas, injeções de células de neuroblastoma modificadas ou outras substâncias são administradas para fazer com que o próprio sistema imunológico da criança ataque as células cancerígenas. Esses tratamentos ainda estão em estágios iniciais nos estudos clínicos.

            Terapia com células T CAR

A terapia com células T CAR é uma forma nova e promissora de se obter células T do sistema imunológico do próprio paciente, que são modificadas em laboratório para identificar com mais avidez as células malignas que contenham as proteínas estranhas, destruindo as células cancerígenas. As células T usadas na terapia com células T CAR são alteradas em laboratório para identificar as células cancerígenas específicas adicionando um receptor artificial, denominada receptor de antígeno quimérico ou CAR, o que permite a identificação dos antígenos específicos das células cancerígenas.

Também estão sendo realizados estudos para verificar se as células T CAR que visam o GD2 ou outras substâncias nas células do neuroblastoma podem ser úteis no tratamento da doença. A maioria deles são estudos clínicos iniciais em andamento ou ainda em fase de planejamento.

Vários outros tipos de imunoterapia também estão sendo estudados para uso contra o neuroblastoma. Muitos se encontram em estudos clínicos iniciais. Se você tiver dúvidas sobre esses ou outros tratamentos experimentais para o neuroblastoma, converse com o médico de seu filho.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 28/04/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2022 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive