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Novidades no Tratamento do Linfoma Não Hodgkin

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/06/2015 - Data de atualização: 11/10/2018


Muitas pesquisas sobre linfoma não Hodgkin estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção e tratamentos:

  • Genética

O progresso na compreensão das alterações do DNA no linfoma permitiu desenvolver melhores exames altamente sensíveis para o diagnóstico da doença. Alguns desses exames já estão em uso, e outros estão sendo desenvolvidos. Eles podem ser utilizados para:

  1. Detectar as células de linfoma em uma amostra de biópsia.
  2. Determinar o tipo de linfoma.
  3. Ajudar a determinar se um linfoma tende a crescer e se disseminar, mesmo dentro de um determinado subtipo de linfoma.
  4. Ajudar a determinar se um tratamento será útil.
  5. Ajudar a determinar se um linfoma foi destruído e se existe probabilidade de uma recidiva.

Por exemplo, nos últimos anos, os testes genéticos mostraram que existem diferentes subtipos de linfoma difuso de grandes células B, embora se pareçam iguais ao microscópio. Esses subtipos parecem ter diferentes prognósticos e respostas ao tratamento. A esperança é que esses exames possam ser usados para orientar decisões de tratamento.

  • Tratamento

Grande parte das pesquisas sobre o linfoma não Hodgkin está centrada na busca de novas e melhores formas de tratar a doença.

  • Quimioterapia

Novas drogas quimioterápicas estão em fase de estudo em pesquisas clínicas. Nos últimos anos, estes estudos levaram à aprovação de drogas, como bendamustina e pralatrexato para uso contra certos tipos de linfoma. Outros estudos estão procurando novas maneiras de combinar os medicamentos existentes utilizando doses diferentes ou diferentes sequências de drogas.

  • Transplante de Células Tronco

Os pesquisadores continuam melhorando os métodos utilizados para o transplante de células tronco, incluindo novas maneiras de coletar essas células antes do transplante.

Os transplantes autólogos (que utilizam células tronco do próprio paciente) têm o risco da reintrodução das células de linfoma após o tratamento. Os pesquisadores estão avaliando novas e melhores formas de remover os últimos vestígios das células de linfoma das células tronco antes de serem devolvidas ao paciente. Alguns dos novos anticorpos monoclonais desenvolvidos para o tratamento do linfoma podem ajudar a remover estas células remanescentes.

Os pesquisadores também estão estudando a eficácia do transplante de células tronco não mieloablativo em pacientes com linfoma. Esta abordagem pode permitir que mais pacientes possam se beneficiar do transplante de células-tronco.

  • Terapia Alvo

As drogas alvo são diferentes das drogas quimioterápicas padrão, que agem sobre as células que crescem rapidamente. Esses medicamentos também têm efeitos colaterais diferentes.

Medicamentos alvo, como o ibrutinibe, acalabrutinib e idelalisib estão sendo usado no tratamento de alguns tipos de linfomas não Hodgkin e estão em estudo para uso contra outros tipos.

Algumas terapias alvo que se mostraram promissoras contra o linfoma nos estudos iniciais incluem:

  1. Inibidores da fosfatidil-inositideo 3 quinase (PI3K), como duvelisibe, tenalisibe e buparlisibe.
  2. Inibidores de BCL-2, como venetoclax.
  3. Inibidores da Janus quinase (JAK), como o ruxolitinibe
  4. Inibidores da tirosina quinase, como o crizotinibe, para linfomas que expressam a proteína ALK.

Essas e muitas outras terapias alvo estão sendo estudadas em estudos clínicos.

  • Imunoterapia

A imunoterapia é um tipo de tratamento biológico que tem o objetivo de potencializar o sistema imunológico de maneira a que este possa combater infecções e outras doenças como o câncer. Alguns tipos de imunoterapia já estão sendo usados ​​para tratar o linfoma, como discutido em Imunoterapia para linfoma não Hodgkin.

Anticorpos monoclonais. As células de linfoma contem certos produtos químicos em sua superfície. Os anticorpos monoclonais que reconhecem estas substâncias podem ser direcionados para destruir as células do linfoma, causando poucos danos aos tecidos normais. Esta estratégia de tratamento já provou ser eficaz.

Alguns anticorpos mais recentes estão ligados à substâncias que podem “envenenar” as células cancerígenas e são conhecidos como imunotoxinas. Eles agem como dispositivos teleguiados para liberar as toxinas diretamente nas células cancerígenas. Por exemplo:

  1. Brentuximabe vedotin, que é composto de um anticorpo para o CD30. Tem se mostrado promissor no tratamento de pacientes com linfoma anaplásico de grandes células e agora está sendo estudado para uso contra outros tipos de linfoma.
  2. Moxetumomabe pasudotox tem como alvo o antígeno CD22 em certas células do linfoma, trazendo consigo uma toxina conhecida como PE38. Está em uso em ensaios clínicos para tratar a leucemia de células pilosas.

Outros anticorpos monoclonais estão em estudos no momento, incluindo o polatuzumab vedotin.

Inibidores do controle imunológico. Uma função importante do sistema imunológico consiste em sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica. Em inglês, são chamados de check point inhibitors, ou inibidores dos pontos de controle. As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Alguns medicamentos recentes, como pembrolizumabe e nivolumabe, agem bloqueando esses pontos de verificação, o que pode impulsionar a resposta imune contra as células cancerígenas. Esses medicamentos se mostraram úteis no tratamento de muitos tipos de câncer e estão sendo estudados para uso contra alguns tipos de linfoma.

Terapia do receptor de antígeno quimérico de células T ("CAR T-Cells”). Neste tratamento, células imunes chamadas células T são removidas do sangue do paciente e alteradas em laboratório para introduzir receptores específicos (denominados receptores de antígeno quiméricos, ou CARs) em sua superfície. Esses receptores podem se ligar, na superfície, às proteínas das células do linfoma. As células T são então multiplicadas no laboratório e devolvidas ao sangue do paciente, onde podem procurar as células do linfoma e lançar um ataque imunológico preciso contra elas.

Esta opção mostrou resultados promissores nos ensaios clínicos iniciais contra alguns linfomas de difícil tratamento. Os pesquisadores ainda estão aperfeiçoando a forma de produção das células T e aprendendo as melhores maneiras de usá-las. Existem duas terapias de células T CAR certificadas para certos tipos de linfoma de células B avançado ou recorrente. Atualmente, a terapia de células T CAR para outros tipos de linfoma não Hodgkin só está disponível em ensaios clínicos.

Vacinas. Ao contrário das vacinas contra infecções, como sarampo ou caxumba, essas vacinas são projetadas para tratar, e não prevenir os linfomas. O objetivo é criar uma reação imune contra as células do linfoma em pacientes que têm a doença ou em pacientes cuja doença está em remissão. Uma possível vantagem deste tipo de tratamento é que parece ter efeitos colaterais limitados. Até agora, tem havido alguns sucessos com esta abordagem, que é uma importante área de pesquisa no tratamento dos linfomas. Neste momento as vacinas de linfoma estão disponíveis apenas em ensaios clínicos.

Fonte: American Cancer Society (01/08/2018)

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