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Nesta pandemia, vacinem-se também para proteger os pacientes de câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 18/01/2021 - Data de atualização: 18/01/2021


17 de novembro de 2020, 14h24: O silêncio tomou conta do consultório médico no centro do Rio de Janeiro assim que tive de detalhar se no meu passado clínico havia registros de tratamentos contra câncer. Fazia mais de dois meses que ansiava por ser aprovada como voluntária de uma vacina experimental contra a Covid-19 e, com aquela pergunta feita pelo chefe da equipe de cientistas, corria o risco de não ser aceita como participante da pesquisa. Em março de 2017, após um exame de rotina, foram detectadas dezenas de invasores se multiplicando na minha tireoide. Uma cirurgia e duas sessões de iodoterapia depois, meu mundo voltou aos trilhos. Até aquele dia de novembro, quando fui informada que, via de regra, pacientes com câncer recente não podem receber vacinas (ainda mais em fase de testes) para não sobrecarregar o sistema imunológico já debilitado pelos tratamentos contra a doença.

O relato do meu histórico na entrevista para ser voluntária obrigou os pesquisadores a fazer uma pausa. E a procurar nos protocolos da Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson responsável pelo desenvolvimento de uma vacina anti-Covid, se minha situação era caso de exclusão sumária. Na sala ao lado, um voluntário com psoríase levou os médicos a também recorrer às instruções da Janssen para saber se a condição dele o encaixava ou não como portador de comorbidade.

Pelos protocolos da Janssen, a minha idade e o tipo de doença que enfrentei me autorizaram a seguir inscrita na maior experiência científica de gerações: o desenvolvimento de imunizantes contra o novo coronavírus. Mas nem sempre é assim.

15 de janeiro de 2021, 15h56: Conversei com a biotecnologista Larissa Brussa, divulgadora científica e pesquisadora de genética do câncer. Brussa também é voluntária em um estudo clínico em busca da vacina e já recebeu suas doses no projeto da parceria Oxford/AstraZeneca. Ela explica que pacientes com câncer recente possuem “problemas” no sistema imunológico, principalmente os que passaram por quimioterapia e ou radioterapia. “O câncer exige muito do sistema imunológico da pessoa. Além disso, a doença consegue fazer com que o sistema imune não consiga mais reconhecer o que é próprio do organismo e o que não é”, diz ela. Por razões como essas, eles não costumam ser aceitos como voluntários de vacinas experimentais contra a Covid-19. Segundo a biotecnologista, “seria um risco grande os expor a mais uma condição onde o sistema imunológico precisa reagir bem e de imediato”. Assim como eu, Larissa Brussa teve de responder se tinha tido algum diagnóstico recente de câncer.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, estimou que 309.750 homens e 316.280 mulheres teriam algum tipo de câncer em 2020. Muito provavelmente todos nós conhecemos pessoas que estão enfrentando a doença no momento. É também por elas que devemos nos vacinar contra a Covid assim que chegar nossa vez na fila.

Portadores de tumores malignos ou pacientes que acabaram de concluir o tratamento fazem parte, ao lado de pessoas com doenças crônicas ou transplantados, da parcela da população que não poderá se vacinar. Por isso, ao tomar sua dose do imunizante, você não estará protegendo só a si mesmo, mas ajudando a comunidade a, em grupo, criar uma barreira imunológica populacional para dificultar que o vírus continue circulando. Com o maior número possível de pessoas vacinadas estaremos protegendo também aqueles que, por certas condições de saúde, não poderão receber suas doses. Pensem nisso.

Fonte: Veja

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