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Mitos e Verdades sobre Câncer de Colo de Útero e HPV

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 08/01/2013 - Data de atualização: 20/03/2016


O uso do preservativo impede a transmissão do HPV.

Mito – Se estima que o uso da camisinha consiga barrar em até 70% a transmissão do HPV. O HPV é transmitido através das relações sexuais e contato pele-a-pele com uma pessoa infectada. Quando o preservativo é usado, apenas o pênis está protegido, enquanto outras áreas da genitália ficam expostas e podem entrar em contato com a vagina durante a relação sexual. O uso do preservativo é sempre recomendável, pois é um método eficaz na prevenção de inúmeras outras doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.

O HPV pode demorar até 20 anos para causar uma doença relacionada.

Verdade – Geralmente, o HPV leva de 2 a 8 meses após o contágio para se manifestar, podendo levar muitos anos até o diagnóstico de uma lesão pré-maligna ou maligna. Por isso, se torna muito difícil determinar com exatidão em que época e de que maneira o indivíduo foi infectado.

O HPV pode ser curado.


Mito – Não existe tratamento específico para eliminar a infecção viral e a pessoa infectada será sempre um vetor da doença. Em geral, a maioria das infecções por HPV são controladas pelo sistema imunológico do indivíduo e eliminadas naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem podendo se tornar tumores malignos. As melhores formas de controlar essas infecções são a vacinação preventiva e evitar o contato sexual com pessoas infectadas.

Todas as mulheres que tem o HPV desenvolvem câncer de colo do útero.


Mito – Geralmente, as defesas imunológicas do corpo são suficientes para eliminar o vírus por conta própria, sem necessitar de qualquer intervenção médica. Entretanto, em algumas pessoas, certos tipos de HPV podem provocar verrugas genitais ou alterações benignas no colo do útero. Essas alterações são causadas pela persistência do vírus e ocorrem em 10 a 20% das mulheres infectadas. As células anormais, se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar ao aparecimento de lesões pré-cancerígenas ou a um câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer de colo do útero demora vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa se desenvolver em apenas 1 ano. Essa é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante. O exame do colo do útero pode detectar alterações muito antes da lesão evoluir para câncer.

A infecção pelo HPV geralmente não apresenta sintomas.

Verdade – Como o HPV comumente não apresenta nenhum sintoma, as pessoas não têm como saber se são portadoras do vírus. A maioria das mulheres descobre que tem HPV pelo resultado anormal do exame de Papanicolaou. O câncer de colo do útero é um dos mais fáceis de serem prevenidos, por isso é tão importante fazer o exame de Papanicolaou regularmente.

Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV.

Mito – Nos homens, assim como nas mulheres, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelo HPV tipos 6 e 11. Mas, alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer de pênis e de ânus.

Ter verrugas genitais é comum.


Verdade – Estima-se que aproximadamente 10% das pessoas (homens e mulheres) terão verrugas genitais ao longo de suas vidas. As verrugas genitais podem aparecer semanas ou meses após o contato sexual com uma pessoa infectada pelo HPV. No entanto, devem ser diagnosticadas e tratadas adequadamente para evitar futuras complicações.

As verrugas genitais podem desaparecer naturalmente, sem nenhum tipo de tratamento.

Verdade – Não há como saber se as verrugas genitais desaparecerão ou crescerão. Dependendo de seu tamanho e localização, existem várias opções de tratamento. O médico pode indicar a aplicação de um creme ou solução nas verrugas ou ainda remover algumas delas por congelamento, cauterização ou a laser. Se as verrugas genitais não responderem a esses tratamentos, o médico pode tratá-las cirurgicamente para retirá-las. Em 25% dos casos, as verrugas recidivam, reaparecendo mesmo após o tratamento.

O vírus HPV é raro.

Mito - O HPV é muito comum. Sendo a doença sexualmente transmissível mais frequente na população.

O câncer de colo do útero só ocorre em países em desenvolvimento.

Mito - O câncer do colo do útero é uma doença que atinge as mulheres em todos os países, desenvolvidos ou não. Entretanto, existe uma incidência maior em países menos desenvolvidos, devido à ausência de programas adequados de rastreamento, diagnóstico e tratamento.

A maioria das mulheres promíscuas terá câncer de colo do útero.

Mito - Ter muitos parceiros sexuais ao longo da vida é um fator de risco para o câncer de colo do útero. No entanto, as mulheres que tiveram apenas um parceiro também podem desenvolver a doença. O número de parceiros sexuais tanto de mulheres quanto de homens aumenta as chances de transmissão do HPV e consequentemente do risco de câncer de colo do útero.

O câncer de colo do útero não pode ser prevenido.

Mito - O câncer de colo do útero é um dos tipos mais evitáveis ​​de câncer. A prevenção consiste em abstinência sexual e uso de proteção durante o ato sexual. No entanto, isso não elimina completamente o risco de contrair a doença. Um meio muito eficaz de prevenção é a realização do Papanicolaou regularmente. O exame de Papanicolaou é um exame de rastreamento. O Papanicolaou identifica mulheres que podem estar em alto risco para alterações pré-cancerosas ou cancerosas. A vacina contra o HPV é outro meio eficaz na prevenção do câncer de colo do útero, que protege contra cepas (tipos) de alto risco de HPV, que podem causar o câncer de colo do útero. A vacina atualmente está aprovada para mulheres com idades entre 9 e 26.

Todas as mulheres devem fazer o exame de Papanicolaou anualmente para detectar o câncer de colo do útero.

Mito - As diretrizes atuais de rastreamento para câncer de colo do útero não exigem que todas as mulheres façam exame de Papanicolaou anualmente. A frequência dos exames depende da idade, de resultados de exames anteriores e se a mulher é sexualmente ativa.

Eu fiz histerectomia, logo não preciso fazer exames de Papanicolaou.

Mito - Se a histerectomia não foi devida ao câncer de colo do útero, você não tem um histórico de doença, portanto não há problema em suspender o rastreamento para o câncer de colo de útero anual. Se você fez uma histerectomia e ainda tem o colo do útero, é importante continuar a realizar o Papanicolaou regularmente. Se você fez a histerectomia por causa do câncer de colo do útero ou teve o diagnóstico de células altamente anormais, se recomenda continuar fazendo exames para confirmar que não existem células anormais remanescentes.

Não tenho histórico familiar de câncer de colo do útero. Preciso me preocupar com isso?

Verdade - Você ainda pode estar em risco para o câncer de colo do útero, mesmo que ninguém na sua família tenha sido diagnosticada com a doença. O câncer de colo do útero é causado por certos tipos de HPV, que são transmitidos por contato sexual íntimo. Se você é sexualmente ativa, faça exames de Papanicolaou regularmente. Se você já fez uma histerectomia total ou tem mais de 69 anos, converse com seu médico sobre a necessidade de fazer (ou não) exames de rastreamento regulares.

Eu não tenho sintomas, então não preciso me preocupar em fazer o exame Papanicolaou.

Mito - O câncer de colo do útero pode estar presente sem evidência de quaisquer sintomas. Na verdade, a maioria das pessoas infectadas com o HPV nunca apresentaram sintomas. O exame de Papanicolaou observa alterações nas células cervicais causadas pelo HPV e pode detectar células anormais antes que os sintomas apareçam, por isso o rastreamento é tão importante. Se você tiver sintomas entre os exames de Papanicolaou, como sangramento, não relacionados com a menstruação, após a relação sexual ou após a menopausa, procure imediatamente seu médico.

As mulheres vacinadas contra o HPV não precisam fazer o exame Papanicolaou.

Mito - A vacina contra o HPV não protege contra todos os tipos de HPV que causam o câncer de colo do útero. Todas as mulheres sexualmente ativas ainda precisam fazer os exames de Papanicolaou regularmente, mesmo que estejam vacinadas contra o HPV.

Ter um resultado do exame de Papanicolaou anormal significa ter câncer de colo do útero.

Mito - Um resultado de Papanicolaou anormal, muito raramente significa que você tenha câncer de colo do útero. Um resultado anormal significa que as células retiradas do colo do útero são diferentes das células normais, quando visualizadas sob um microscópio. Estas alterações celulares podem evoluir para o câncer de colo do útero após alguns anos se não forem tratadas. Todas as mulheres com um resultado anormal devem ter acompanhamento médico regular.

Qualquer mulher que tenha relações sexuais pode ter HPV.

Verdade - Muitas pessoas acreditam que só as mulheres promíscuas tem HPV. Mas, na verdade, qualquer mulher que tenha tido relações sexuais, mesmo com apenas um parceiro, pode ter sido exposta ao HPV. O HPV é um vírus muito comum. Na verdade, cerca de 8 em cada 10 mulheres tiveram HPV em algum momento da vida antes dos 50 anos.

Um resultado de Papanicolaou normal é suficiente para proteger as mulheres contra o câncer de colo do útero.

Mito - Um exame de Papanicolaou não é suficiente para proteger as mulheres contra o câncer de colo do útero. O exame de Papanicolaou ajuda a diminuir significativamente o número de casos de câncer, mas nenhum exame é perfeito. Para as mulheres com 30 anos ou mais, o exame de HPV juntamente com o Papanicolaou aumenta a capacidade de identificar as que se encontram em risco em quase 100%. Mulheres com menos de 30 anos devem fazer o exame do HPV, se os seus resultados de Papanicolaou forem inconclusivos.

Um diagnóstico positivo de HPV significa que houve uma traição.

Mito - Este mito tem sido responsável por muita raiva e desconfiança, levando muitas pessoas a conclusões erradas, por não levar em consideração um aspecto importante do HPV, de não ser percebido durante semanas, meses, anos ou até mesmo uma vida sem dar sinais de sua presença. Em um relacionamento monogâmico, assim como em um romance passageiro ou até mesmo em um intervalo de tempo sem relações sexuais, o diagnóstico de HPV significa apenas que a pessoa contraiu a infecção por HPV em algum momento de sua vida.

As verrugas genitais levam ao câncer de colo do útero.

Mito - As verrugas genitais são quase sempre benignas. Na grande maioria dos casos, elas não levam ao câncer, não se transformam em câncer e nem predispõem uma pessoa ao desenvolvimento da doença. Na prática, uma pessoa com verrugas genitais não tem mais probabilidade que outra pessoa sexualmente ativa para transmitir qualquer tipo de HPV causador de câncer para um parceiro. Recomenda-se que uma mulher exposta a verrugas genitais ou qualquer outra doença sexualmente transmissível realize exames de Papanicolaou regularmente, porque ela pode ter sido exposta a certos tipos de HPV de alto risco durante a relação sexual desprotegida.

Mulheres idosas não precisam fazer o exame de Papanicolau.

Verdade - Todas as mulheres precisam realizar o exame Papanicolaou regularmente até que o médico decida que não seja mais necessário. Isso geralmente acontece quando uma mulher completa 70 anos e não teve um resultado suspeito no exame de Papanicolaou nos últimos 10 anos.

Tratar as verrugas genitais significa que elas deixam de ser contagiosas.

Mito – A transmissão do HPV representa um grande desafio para os pesquisadores, não só porque se trata de um comportamento sexual, que as pessoas podem (ou não) se sentirem livres para falar, mas também porque o período de latência é longo e variável, o que torna virtualmente impossível o rastreamento a um parceiro específico. Alguns pesquisadores consideram que a eliminação das verrugas genitais pode diminuir o risco de transmissão. Uma pessoa pode ter vários motivos para querer que suas verrugas genitais sejam removidas, como desconforto físico ou psicológico. Mas, retirar as verrugas não garante que o risco de transmissão seja eliminado.

É  provável que uma mulher grávida com verrugas genitais tenha um filho com papilomatose respiratória.

Verdade - No parto, o bebê pode contrair o vírus do papiloma humano durante a passagem pelo canal do parto infectada com HPV. O risco é real, mas muito pequeno, e tem sido associado apenas aos tipos de HPV 6 e 11. Se um bebê tiver contato com o HPV durante o parto e se a infecção persistir, pode levar ao desenvolvimento de lesões nas cordas vocais que podem interferir com a respiração. Entretanto, esta condição, conhecida como papilomatose respiratória, pode ser tratada. O parto por cesariana oferece ao bebê alguma proteção contra a infecção pelo HPV, mas não é uma garantia. De forma geral, o risco de papilomatose respiratória para o bebê é muito menor do que o risco de complicações decorrentes de uma cesariana. As mulheres grávidas com verrugas genitais devem discutir os riscos e opções com seu médico antes da data provável do parto e decidir a melhor opção para o nascimento.

Mulheres homossexuais não precisam realizar exames de Papanicolaou regularmente.

Mito - Este mito é baseado em uma visão excessivamente simples de como o HPV pode ser transmitido. Certamente, o sexo convencional pênis-vagina pode transmitir o vírus, mas o HPV pode ser transmitido também através de outras formas de contato pele-a-pele. Um estudo recente evidenciou uma série de infecções genitais por HPV entre mulheres homossexuais. O HPV genital em homossexuais ainda não foi muito estudado, mas os pesquisadores suspeitam que as taxas de prevalência sejam menores do que entre os heterossexuais. Mesmo assim, as taxas não são baixas o suficiente para afastar por completo o risco de câncer de colo do útero. Dessa forma, a realização do exame de Papanicolaou regularmente é uma medida preventiva tanto para homossexuais como para heterossexuais.

A vacina contra o HPV é apenas para adolescentes.

Verdade - A partir de 2013, a vacina contra o HPV é administrada em meninas com idade entre 9 - 13 anos, como parte de um Programa Nacional de Imunizações do HPV. Além disso, em 2013 - 2014, os meninos com idades entre 14 - 15 anos também podem receber a vacina gratuitamente.

A vacina só protege contra o câncer de colo do útero, por isso os homens não precisam tomar.

Mito - A vacina protege contra 70% dos casos de câncer de colo do útero, no entanto, também fornece proteção contra a maioria dos cânceres genitais em homens causados por infecção pelo HPV. Além disso, a vacina protege contra 90% das verrugas genitais em homens e mulheres. Como acontece com qualquer vacina, a do HPV não protege totalmente quem é vacinado e não protege contra todos os tipos de HPV.

Eu ainda não sou sexualmente ativa, então eu não preciso da vacina.

Mito - Você pode não ser sexualmente ativo, no entanto, a vacina oferece melhores resultados se for administrada antes da exposição ao HPV, ou seja, antes do início da atividade sexual. A vacina também oferece melhores resultados quanto mais jovem é a pessoa no momento da vacinação. Além disso, as pessoas mais jovens criam mais anticorpos para a vacina do que as pessoas mais velhas. Isso significa que elas estarão mais bem protegidas se forem expostos ao HPV no futuro.

Tomar a vacina em uma idade precoce leva à promiscuidade.

Mito - Não existem evidências de que os meninos e meninas que receberam a vacina tenham relações sexuais mais cedo do que aqueles que não foram vacinados, e nem têm mais parceiros sexuais, quando se tornaram sexualmente ativos. A vacinação é uma parte normal do crescimento, com a grande maioria de crianças vacinadas na escola.

O câncer de colo do útero pode ser tratado de forma eficaz se for diagnosticado precocemente, mas não é evitável.

Mito - O câncer de colo do útero é evitável na maioria dos casos. Atualmente, se sabe que os tipos de HPV de alto risco são a causa de praticamente todos os casos de câncer de colo do útero. A vacina para a prevenção do HPV, que protege contra 2 ou 4 dos tipos mais perigosos de vírus é mais eficaz quando administrada em meninas e mulheres jovens que ainda não são sexualmente ativas. O acompanhamento com Papanicolaou é imprescindível para o diagnóstico precoce de um câncer o que determina a possível cura da doença.


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