Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen Astellas UICC Libbs Healthy Americas GBT Abbvie Ipsen Shire


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Melanoma tem mais de 90% de chances de cura quando tratado em suas fases iniciais

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/05/2018 - Data de atualização: 14/05/2018


Um grupo de médicos apostou num círculo virtuoso ao criar, em agosto de 2017, o programa Juntos Contra o Melanoma. Trata-se do câncer de pele mais agressivo e perigoso: somente no Brasil, há mais de cinco mil novos casos e 1.500 óbitos todo ano. Através de cartilhas e workshops, o objetivo do Grupo Brasileiro de Melanoma, que reúne 2 mil médicos, é conscientizar a população e promover ações para nichos profissionais que podem exercer um papel importante na detecção precoce da doença. Cabeleireiros, podólogos e tatuadores observam áreas de difícil visualização da pele dos clientes e, devidamente treinados, podem sugerir uma visita ao especialista – é bom lembrar que o melanoma tem mais de 90% de chances de cura quando descoberto e tratado em suas fases iniciais. O próximo workshop será no dia 28, em São Paulo, para podólogos, mas já está com as inscrições encerradas; em junho, no dia 25, haverá treinamento para tatuadores. A ideia é tão boa que deveria ser replicada no país todo!

O melanoma é um tumor que tem origem dos melanócitos, as células que produzem melanina. Representa apenas 5% dos casos de câncer de pele, mas tem uma grande capacidade de produzir metástases e se espalhar para outros órgãos, como fígado, pulmões e o cérebro. Quase sempre surge como uma lesão cutânea enegrecida, ou com uma parte enegrecida e outra de várias cores. A maior parte ocorre nas costas, cabeça, pescoço e couro cabeludo. Os no couro cabeludo são os que costumam ter pior prognóstico, mas há também os que surgem nas unhas, pés e palma das mãos e nem sempre são percebidos. É aí que os profissionais dos salões podem ajudar depois do treinamento adequado para reconhecer lesões. Ainda sobre o melanoma no couro cabeludo: ele representa apenas 6% do total de diagnósticos, mas responde por 10% das mortes. Pode acometer qualquer pessoa, mas é mais frequente em homens idosos, calvos e com a pele danificada pelo sol. Os cabelos, apesar de dificultarem o diagnóstico, oferecem uma importante barreira física contra os raios ultravioleta, ao passo que a calvície facilita sua ocorrência. Fundamental não assustar o cliente, basta perguntar se ele já havia notado a lesão e se algum médico a avaliou. Caso isso não tenha sido feito, o profissional deve sugerir que seria bom procurar um dermatologista.

Podólogos também podem desempenhar um papel relevante. O melanoma acral lentiginoso é o mais comum nas palmas das mãos, plantas dos pés e na região das unhas. De acordo com Grupo Brasileiro de Melanoma, é mais frequente entre os 60 e 70 anos de idade, com ligeira predominância no sexo feminino. Raro entre pessoas de pele branca, é o subtipo mais comum em afrodescendentes, asiáticos e hispânicos. Encontrar uma mancha irregular escura (preta, marrom ou azulada), que aumenta de tamanho, sangra ou coça, é um sinal de alerta. Nas unhas, o melanoma aparece como manchas pretas estriadas, bem diferentes das manchas de "sangue pisado”, por trauma.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do melanoma são casos na família ou quando a própria pessoa já teve câncer de pele; presença de mais de 50 nevos (pintas ou sinais comuns) ou de nevos atípicos, que são as pintas com pigmentação muito irregular; exposição excessiva ao sol e episódios de queimadura solar; ter pele clara, olhos azuis, cabelos claros ou ruivos. Maio é o mês de combate ao melanoma e uma oportunidade para fazer um autoexame de toda a superfície do corpo. A busca de sinais suspeitos deve obedecer à Regra do ABCDE, que descreve as características do melanoma inicial:

Assimetria: a forma de uma metade do sinal não corresponde à outra metade.

Bordas irregulares: as bordas podem ser entalhadas, mal definidas ou mal delimitadas. O pigmento pode se espalhar para a pele ao redor.

Cor desigual: tons de preto e marrom podem estar presentes. Áreas de branco, cinza, vermelho, rosado ou azul também podem ser vistas.

Diâmetro: há uma mudança no tamanho, geralmente um aumento. Os melanomas podem ser pequenos, mas a maioria tem mais de 6 mm de diâmetro.

Evolução: geralmente o sinal apresenta modificações de cor, tamanho, forma e espessura ao longo do tempo.



Fonte: G1

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2019 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive