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Mastectomia dupla é aceitável somente quando existe risco

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2013 - Data de atualização: 04/10/2013


Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a cirurgia redutora de risco do câncer de mama, ainda que bastante controversa, foi amplamente noticiada quando a atriz Angelina Jolie revelou tê-la realizado, de fevereiro a abril deste ano, para a prevenção de câncer nas mamas, uma vez que possuía antecedentes familiares da doença e 87% de risco de desenvolver o câncer de mama. Porém, a cada dia aumenta mais a demanda nos consultórios dos cirurgiões plásticos de pacientes solicitando a retirada das mamas, com o objetivo de prevenir tumores futuros.

Estimativas da entidade apontam que houve aumento de cerca de 50% da procura nos consultórios médicos por pacientes que querem se prevenir. De acordo com o mastologista, José Ricardo Rodrigues, esta é uma medida bem aceitável somente quando existe o risco de desenvolver o câncer de mama. "Existem mulheres que têm alto risco de câncer, mas são aquelas que tiveram na família uma parente muito próxima com o tumor na mama, como mãe, irmãs, filhas e primas, ou mesmo o pai com câncer de mama. Essas mulheres têm um risco maior. E há ainda mulheres que possuem uma mutação em um dos dois genes BRCA1 ou BRCA2. Neste caso, elas também têm grande chance de desenvolver a doença”, explica.

Além disso, o especialista destaca que existem algumas alterações na mama que são precursoras do câncer, como carcinoma in situ ou hiperplasia atípica do duto mamário. "Estas mulheres também têm uma grande chance de vir a desenvolver o câncer de mama e, por conta disso, essa é uma medida aceitável, em que, além da cirurgia, ela poderia, eventualmente, tentar fazer a prevenção através da administração de alguns medicamentos considerados antiestrogênicos, que também conseguem reduzir a probabilidade de a mulher desenvolver o câncer”, esclarece.

No entanto, este tipo de cirurgia não elimina 100% do risco de desenvolver o câncer de mama. O mastologista Leandro Ovidio Facure de Vito alerta que a medida não deve ser vista como moda e nem considerada uma forma de prevenção. Além disso, a decisão pela mastectomia redutora de risco é a última alternativa para combater o câncer de mama e, mesmo assim, inúmeros fatores devem ser levados em consideração. Leandro de Vito ressalta que a decisão não pode ser emocional e deve ser tomada em conjunto com uma equipe médica multiprofissional, composta por psicólogo, cirurgião plástico, oncologista, entre outros médicos. Embora seja pouco comum no Brasil, existem recomendações para a cirurgia. "Mulheres que têm a mutação no gene, com biópsia prévia de algum tipo de carcinoma in situ na mama, forte antecedente familiar, ou seja, caso de câncer em mãe ou irmã na pré-menopausa, são fatores de consenso para os quais está indicada a mastectomia redutora de risco. E desde que seja feita antecipadamente uma abordagem multiprofissional, não basta simplesmente querer”, afirma.

Fonte: JM Online


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