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Mais da metade dos médicos formados em SP são reprovados em exame

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 09/02/2017 - Data de atualização: 09/02/2017


Quase seis em cada dez médicos formados no Estado de São Paulo estão entrando no mercado de trabalho sem conhecimentos básicos de situações que envolvem o cuidado do paciente. Por exemplo: 80% não souberam interpretar uma radiografia e erraram o tratamento de paciente idoso.

É o que aponta os resultados do exame do Cremesp 2016, divulgados nesta quarta (8) pelo conselho médico paulista. O Cremesp realiza o "provão" desde 2005.

Os dados mostram que o índice de reprovação no ano passado cresceu em relação à prova de 2015 (56,4% contra 48,1%), mas, se mantêm na média em relação à série histórica da avaliação.

"Com exceção do exame de 2015, nos últimos dez anos o índice de reprovação ficou acima de 50%. É preciso que as escolas médicas promovam melhorias nos métodos de ensino e imprimam mais rigor em seus sistemas de avaliação", diz Bráulio Luna Filho, diretor do Cremesp e coordenador do exame.

Para a aprovação, o Cremesp exige que os alunos acertem mais de 60% das 120 questões da prova. Só 43,6% dos 2.766 participantes atingiram essa pontuação.

ÁREAS PROBLEMÁTICAS

Sete das nove áreas que abrangem a prova tiveram resultados insatisfatórios. As médias mais baixas foram em saúde pública/epidemiologia (49,1), pediatria (53,3) e obstetrícia (54,7). Segundo os resultados, 71% dos recém-formados não acertaram diagnóstico e tratamento para hipoglicemia de recém-nascido, problema comum nos bebês.

Outros 70% não souberam indicar a conduta adequada em paciente com crise hipertensiva, doença que acomete 25% da população brasileira. Como em anos anteriores, as escolas médicas privadas continuam com pior desempenho em relação às públicas (33,7% contra 62,2% de aprovação, respectivamente).

Em ambas houve aumento de reprovação em relação a 2015. Entre as públicas, de 26,4% para 37,8%. Entre os cursos privados, de 58,8% para 66,3%. Atualmente, há 46 escolas médicas em atividade no Estado de São Paulo. Dessas, 30 foram avaliadas no exame de 2016. As demais, abertas há menos de seis anos, ainda não haviam formado turmas à época do exame.

A prova não é obrigatória para exercer a profissão, embora instituições tradicionais, como USP, Unicamp, Unifesp e Santa Casa, tenham passado a exigi-la a partir do ano passado para entrar em programas de residência médica.

CURSOS

Para ajudar e acompanhar os formandos que reprovaram no exame, o Cremesp lançou o site Cremesp Educação, que oferece cursos online gratuitos aos que obtiveram nota inferior a 6.

O curso é realizado em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e é desenvolvido a partir das dificuldades apontadas pelo exame. Em novembro do ano passado, o Cremesp também lançou o programa Apem (Avaliação Periódica do Ensino Médico), em parceria com Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês.

O programa é baseado no modelo do National Boardof Medical Examiners (NBME), dos Estados Unidos, uma instituição independente que avalia o conhecimento dos estudantes de medicina americanos e canadenses.

No Brasil, a avaliação será optativa aos alunos e escolas médicas interessadas. Terá duas etapas: ciclo básico, aplicado aos graduandos do 3º ano; e ciclo clínico, aos estudantes do 5º ano. O programa é gratuito e deve ter início em agosto deste ano.

Fonte: Folha de São Paulo

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