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Imunoterapia para Câncer de Pele Espinocelular Avançado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/09/2015 - Data de atualização: 20/08/2020


Imunoterapia é o uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa a reconhecer e destruir as células cancerígenas de forma eficaz. A imunoterapia pode ser usada para tratar pacientes com câncer de pele espinocelular avançado.

Inibidores do controle imunológico

Uma função importante do sistema imunológico consiste na sua capacidade de atacar as células normais e anormais do corpo. Para fazer isso, ele usa pontos de verificação – as chamadas moléculas de controle imunológico em células imunológicas que precisam ser ativadas (ou desativadas) para iniciar uma resposta imunológica.

As células cancerígenas, às vezes, usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas pelo sistema imunológico. Os medicamentos imunoterápicos modernos têm como alvo esses pontos de controle, reestabelecendo a atividade destas células da imunidade no combate às células cancerígenas. Esses medicamentos se mostraram úteis contra muitos tipos de câncer nos últimos anos.

Inibidores de PD-1

O cemiplimab e o pembrolizumabe são medicamentos que têm como alvo a PD-1, uma proteína de ponto de verificação nas células T (um tipo específico de célula do sistema imunológico), que normalmente impede que essas células ataquem outras células do corpo. Ao bloquear a PD-1, esses medicamentos estimulam a resposta imunológica contra as células cancerígenas.

Esses medicamentos podem ser usados ​​em pacientes com câncer de pele espinocelular avançado  que não podem ser curados com cirurgia ou radioterapia. No entanto, esses medicamentos não foram estudados em pacientes imunodeprimidos, como aqueles que fizeram transplantes de órgãos ou portadores de doenças autoimunes. Portanto, o equilíbrio entre benefícios e riscos para esses pacientes não está claro.

Esses medicamentos são administrados por infusão intravenosa. O cemiplimab é geralmente administrado uma vez a cada 3 semanas, enquanto o pembrolizumab pode ser administrado a cada 3 ou 6 semanas.

Possíveis efeitos colaterais

Os possíveis efeitos colaterais desses medicamentos podem incluir:

  • Fadiga.
  • Diarreia.
  • Erupção cutânea.
  • Náuseas.
  • Constipação.
  • Dores ósseas ou articulares.
  • Perda de apetite.

Outros efeitos colaterais importantes podem ocorrer com menos frequência:

Reações à infusão. Alguns pacientes podem ter reação à infusão enquanto recebem o medicamento, similar a uma reação alérgica, o que pode incluir febre, calafrios, rubor facial, erupções cutâneas, coceira e problemas respiratórios.

Reações autoimunes. Esses medicamentos agem basicamente removendo uma das proteções que impede o sistema imunológico de atacar outras partes do corpo. Isso eventualmente pode levar a problemas sérios nos pulmões, intestinos, fígado, glândulas produtoras de hormônios, rins ou outros órgãos.

É importante comunicar, imediatamente, quaisquer novos efeitos colaterais ao seu médico. O tratamento pode precisar ser interrompido e você receber altas doses de corticosteroides para suprimir o sistema imunológico.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Imunoterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA, acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 24/06/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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