Fatores de risco para câncer de pele melanoma

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados. Outros não, como idade e histórico familiar.

É importante ressaltar que ter um fator de risco, ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas com a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido.

Quando falamos em melanoma, os fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver a doença são: 

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV). A exposição aos raios ultravioleta é um importante fator de risco para a maioria dos melanomas. A luz solar é a principal fonte de raios UV. Câmaras de bronzeamento artificial e lâmpadas solares também são fontes de raios UV. Os raios UV danificam o DNA das células da pele. Os cânceres de pele começam quando esse dano afeta o DNA dos genes que controlam o crescimento das células da pele. O melanoma no tronco (peito e costas) e nas pernas tem sido associado a queimaduras frequentes (especialmente na infância). Isso também pode estar relacionado com o fato de que essas áreas não estão constantemente expostas à luz ultravioleta. Alguns especialistas acreditam que os melanomas que começam nessas áreas são diferentes dos da face, pescoço e braços, onde a exposição ao sol é mais constante. E diferentes de qualquer um desses são os melanomas que se originam nas palmas das mãos, plantas dos pés, sob as unhas, ou em superfícies internas, como a mucosa da boca e da vagina, onde há pouca ou nenhuma exposição ao sol.
     
  • Pintas. Uma pinta ou marca de nascença é um tumor benigno. As pintas começam a aparecer em crianças e adultos jovens, a maioria não causa nenhum problema, mas pessoas com muitos destes sinais têm um risco aumentado para desenvolver o melanoma. 
     
  • Pintas displásicas. Se parecem com as pintas normais, mas têm algumas características do melanoma. Elas são maiores e têm uma forma ou cor anormal. Elas podem aparecer na pele que é exposta ao sol, bem como na pele que, normalmente, está coberta, como nádegas ou couro cabeludo. Algumas pintas displásicas podem evoluir para melanomas.
     
  • Síndrome da pinta atípica. As pessoas que têm essa condição hereditária apresentam muitas pintas displásicas. Se pelo menos um parente próximo teve melanoma, essa condição é denominada síndrome de pintas múltiplas e melanoma atípico familiar (FAMMM). Pessoas com essa condição têm um risco alto de melanoma ao longo da vida, por isso devem realizar exames da pele regulares com um dermatologista.
     
  • Pintas congênitas. As pintas de nascença são chamadas pintas melanocíticas congênitas. O risco de desenvolvimento de melanoma nas pintas congênitas é de 0 e 5%, dependendo do tamanho da pinta. Pessoas com grandes pintas congênitas têm um risco aumentado, enquanto o risco é menor para aquelas com pintas pequenas. 
     
  • Pele clara, cabelos e olhos claros. O risco de melanoma é maior para brancos do que para os negros. Os brancos com cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes ou pele clara com sardas ou que se queimam facilmente têm um risco aumentado para a doença.
     
  • Histórico familiar. Cerca de 10% das pessoas com melanoma têm um histórico familiar da doença. O risco aumentado pode ser devido ao estilo de vida familiar compartilhado, com exposição frequente ao sol, a tendência familiar em ter um tom de pele mais claro, determinadas alterações genéticas hereditárias ou uma combinação desses fatores. Portanto, é recomendável que os parentes próximos (pais, irmãos e irmãs, e filhos) com histórico familiar de melanoma façam o aconselhamento genético e testes para verificar se apresentam mutações genéticas que aumentam seu risco.
     
  • Histórico individual. Pessoas que tiveram melanoma têm um risco aumentado de desenvolver novos melanomas. As pessoas que já tiveram câncer de pele basocelular ou espinocelular também têm um risco aumentado de contrair melanoma.
     
  • Imunossupressão. Pessoas que foram tratadas com medicamentos que suprimem severamente o sistema imunológico, como pacientes com órgãos transplantados, têm um risco aumentado de desenvolver o melanoma. Pessoas infectadas com o HIV, o vírus que causa a AIDS, muitas vezes têm um sistema imunológico enfraquecido e, também, têm um risco aumentado de melanoma.
     
  • Idade. Embora o melanoma seja mais provável de ocorrer em pessoas mais velhas, é um tipo de câncer que também é diagnosticado em pessoas jovens. Na verdade, o melanoma é um dos cânceres mais frequentes em pessoas com menos de 30 anos, especialmente em mulheres. Em casos familiares, o melanoma pode ocorrer em faixas etárias ainda menores.
     
  • Gênero. Nos Estados Unidos, os homens têm uma taxa mais elevada do que as mulheres do melanoma, embora isso varie com a idade. Antes dos 50 anos, o risco é maior para as mulheres, e depois dos 50 anos o risco é maior em homens.
     
  • Xeroderma pigmentoso. É uma condição rara e hereditária resultante de um defeito em uma enzima que normalmente repara danos ao DNA. Pessoas com essa condição apresentam maior risco de desenvolver melanoma e outros cânceres de pele em uma idade jovem, principalmente em áreas da pele expostas ao sol.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 27/10/2023, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

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