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Fatores de Risco para Câncer de Ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/07/2017 - Data de atualização: 06/07/2017


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser alterados.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de ovário tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Vários fatores de risco pode tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver câncer de ovário:

  • Idade. O risco de desenvolver câncer de ovário aumenta com a idade, mas raramente é diagnosticado em mulheres com menos de 40 anos. A maioria dos cânceres de ovário se desenvolve após a menopausa. Metade dos casos é diagnosticado em mulheres acima de 63 anos.

  • Obesidade. Alguns estudos analisaram a relação entre obesidade e câncer de ovário, e de um modo geral, as mulheres obesas, com índice de massa corporal acima de 30, têm um risco aumentado para câncer de ovário.

  • História Reprodutiva. Mulheres (com menos de 26 anos) que tiveram filhos têm menor risco de câncer de ovário em relação às mulheres que nunca engravidaram. Também diminui a cada gravidez, sendo que a amamentação pode reduzir ainda mais esse risco. As mulheres que tiveram filhos após os 35 anos têm um maior risco de câncer de ovário.

  • Controle da Natalidade. As mulheres que usaram pílulas anticoncepcionais têm um menor risco de câncer de ovário. A diminuição do risco é observada apenas após 3 a 6 meses de utilização do medicamento, e o risco diminui quanto mais tempo os anticoncepcionais são utilizados. Este risco continua baixo durante muitos anos após o uso do anticoncepcional ser interrompido. Um estudo recente mostrou que as mulheres que usaram acetato de medroxiprogesterona, um contraceptivo hormonal injetável tiveram menor risco de câncer de ovário. O risco foi ainda menor para as mulheres que usaram esse medicamento por mais de 3 anos.

  • Cirurgia Ginecológica. A laqueadura tubária pode reduzir a chance de desenvolver câncer de ovário. A histerectomia também parece reduzir o risco em cerca de um terço.

  • Medicamentos para Fertilidade. Em alguns estudos foram detectados que o uso do citrato de clomifeno por mais de um ano pode aumentar o risco de tumores de ovário. Os medicamentos usados para fertilidade parecem aumentar o risco de doença, conhecida como de baixo potencial de malignidade. Portanto, se estiver tomando medicamentos para fertilidade, sempre discuta com o seu médico os riscos potenciais. No entanto, mulheres inférteis podem ter um risco maior em relação às mulheres férteis, mesmo que estejam usando medicamentos para fertilidade. Isso pode ser em parte porque elas não tiveram filhos ou usavam pílulas anticoncepcionais.

  • Andrógenos. Em um pequeno estudo o uso do danazol, droga que aumenta os níveis de andrógenos, foi associado a um risco aumentado de câncer de ovário. Em um estudo mais amplo, esta ligação não foi confirmada, mas se observou que as mulheres que usam andrógenos têm um risco aumentado de câncer de ovário. Outros estudos sobre o papel dos andrógenos no câncer de ovário são necessários.

  • Terapia Estrogênica e Terapia Hormonal. Alguns estudos sugerem que o uso de estrogênios após a menopausa aumenta o risco de câncer de ovário. Este risco parece ser maior nas mulheres que tomam apenas estrogênio (sem progesterona) por pelo menos 5 a 10 anos. No entanto, esse aumento do risco é incerto para mulheres que tomam estrogênio e progesterona.

  • Histórico Familiar de outros Cânceres. O risco de câncer de ovário é maior se um parente de primeiro grau foi diagnosticada com câncer de ovário, indiferente se for do lado materno ou paterno. Um histórico familiar para alguns outros tipos de câncer, como câncer colorretal e câncer de mama está associado a um risco aumentado de câncer de ovário.  Isso ocorre porque esses cânceres podem ser causados por uma mutação hereditária em determinados genes que causam uma síndrome hereditária que aumenta o risco do câncer de ovário.

  • Síndrome Hereditárias. De 5 a 10% dos cânceres de ovário são devido a síndromes resultantes de alterações hereditárias em determinados genes, como a síndrome hereditária do câncer de mama e câncer de ovário, síndrome do tumor hamartoma -PTEN ou doença de Cowden, câncer Colorretal hereditário não polipoide, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose associada ao MUTYH.

  • Histórico Pessoal de Câncer de Mama. O histórico pessoal de câncer de mama aumenta o risco de câncer de ovário. Existem várias razões para isso, alguns dos fatores de risco reprodutivo para câncer de ovário também podem afetar o risco de câncer de mama. O risco de câncer de ovário após o câncer de mama é maior nas mulheres com histórico familiar de câncer de mama. Uma forte história familiar de câncer de mama pode ser causada por uma mutação herdada nos genes BRCA1 ou BRCA2, que também pode ser um fator para câncer de ovário.

  • Talco. Alguns estudos sugerem um ligeiro aumento do risco de câncer de ovário em mulheres que usavam talco sobre a área genital. No passado, o talco continha amianto, um conhecido mineral cancerígeno. Em alguns estudos isso explica a associação com o câncer de ovário. Há 20 anos está proibido a adição de amianto aos produtos em pó para corpo e rosto. No momento, não existem evidências que liguem o pó de amido de milho com quaisquer cânceres femininos.

  • Dieta. Mulheres que seguem uma dieta com baixo teor de gordura, por pelo menos 4 anos, têm um risco menor de câncer de ovário. Recomenda-se que as mulheres tenham uma dieta com grande variedade de alimentos saudáveis, com ênfase em fontes vegetais, alimentando-se diariamente pelo menos com 2 a 3 porções de frutas, legumes, grãos inteiros, pães, cereais, arroz, macarrão ou feijão. É recomendada, ainda uma limitação na ingestão de carne vermelha e carnes processadas, mesmo que o impacto dessas recomendações dietéticas sobre o risco de câncer de ovário ainda seja incerta. Essas orientações podem ajudar a prevenir várias outras doenças, incluindo alguns outros tipos de câncer.

  • Analgésicos. Em alguns estudos, tanto a aspirina como o acetaminofeno mostraram ser capazes de reduzir o risco de câncer de ovário. No entanto, essa informação não é consistente. As mulheres que não fazem uso destes medicamentos regularmente para outras condições de saúde não devem começar a fazê-lo para tentar prevenir o câncer de ovário, pois ainda são necessários mais estudos sobre o assunto.

  • Tabagismo e Álcool. O tabagismo e o consumo de álcool não aumentam o risco do câncer de ovário, mas alguns estudos indicam que pode aumentar o risco para o tipo mucinoso.

Fonte: American Cancer Society (04/02/2016)


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