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Fatores de Risco para Câncer de Fígado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2015 - Data de atualização: 16/04/2019


Um fator de risco é algo que afeta sua chance de contrair uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns fatores como fumar, podem ser controlados, enquanto, outros, como histórico pessoal, idade ou histórico familiar, não podem ser alterados.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter uma doença como o câncer. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de fígado tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Vários fatores de risco podem tornar uma pessoa mais propensa a desenvolver câncer de fígado:

  • Gênero. O carcinoma hepatocelular é muito mais comum em homens que em mulheres Muito provavelmente devido aos comportamentos que afetam alguns dos fatores de risco descritos abaixo. O subtipo fibrolamelar é mais comum nas mulheres.
     
  • Raça. Os asiáticos têm as maiores taxas de câncer de fígado, seguido pelos índios americanos, nativos do Alasca, latinos, negros e brancos.
     
  • Hepatite viral crônica. O fator de risco mais comum para câncer de fígado é a infecção crônica por vírus da hepatite B ou C. Estas infecções levam à cirrose hepática e são responsáveis por tornar o câncer de fígado um dos mais incidentes em muitas partes do mundo. Estes tipos de hepatite podem ser transmitidos de pessoa para pessoa através do uso de agulhas contaminadas, sexo sem proteção, parto ou transfusões de sangue.
     
  • Cirrose. A cirrose é uma doença em que as células do fígado são danificadas e substituídas por tecido cicatricial. Pessoas com cirrose têm um risco aumentado de câncer de fígado. A maioria das pessoas que desenvolve a doença já tem alguma evidência de cirrose. Existem várias causas possíveis de cirrose, a maioria dos casos ocorre em pessoas que abusam do álcool ou tem hepatite B ou C crônica.
     
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica. É uma condição em que as pessoas que consomem pouco ou nenhum álcool desenvolvem um fígado gorduroso, muito comum em pessoas obesas. Pessoas com esse tipo de doença, conhecida como esteatose hepática não alcoólica, podem desenvolver cirrose.
     
  • Cirrose biliar primária. Alguns tipos de doenças autoimunes que afetam o fígado também podem causar cirrose. Por exemplo, a chamada cirrose biliar primária, quando os ductos biliares do fígado são danificados e até destruídos, podendo levar à cirrose. Pessoas com cirrose biliar primária avançada têm um alto risco de desenvolver câncer de fígado.
     
  • Doenças metabólicas hereditárias. Certas doenças metabólicas hereditárias podem levar à cirrose. Pessoas com hemocromatose absorvem quantidades excessivas de ferro em sua alimentação, que se aloja nos tecidos de todo o corpo, incluindo o fígado. Se uma quantidade grande de ferro se acumular no fígado, pode levar à cirrose e câncer hepático.
     
  • Alcoolismo. O alcoolismo é uma das principais causas da cirrose, que por sua vez está ligada a um risco aumentado de câncer de do fígado.
     
  • Obesidade. Ser obeso aumenta o risco de câncer de fígado, provavelmente, porque pode resultar em esteatose hepática (fígado gorduroso) e cirrose.
     
  • Diabetes tipo 2. Tem sido associada a um risco aumentado de câncer de fígado, geralmente em pacientes que também têm outros fatores de risco, como o consumo exagerado de álcool ou hepatite viral crônica. Este risco pode ser aumentado porque as pessoas com diabetes tipo 2 tendem a ter excesso de peso ou obesidade, que por sua vez também pode causar problemas hepáticos.
     
  • Doenças raras. As doenças raras que aumentam o risco de câncer de fígado incluem tirosinemia, deficiência de alfa1-antitripsina, porfiria cutânea tardia, doenças de armazenamento de glicogênio e doença de Wilson.
     
  • Aflatoxinas. Estas substâncias causadoras de câncer são produzidas por um fungo que contamina o amendoim, trigo, soja, milho e arroz. A armazenagem desses produtos em ambiente úmido e quente pode levar ao crescimento de fungo, principalmente em países mais quentes e tropicais. A exposição prolongada a estas substâncias é um importante fator de risco para câncer de fígado. O risco é ainda maior em pessoas portadoras de hepatite B ou C.
     
  • Cloreto de vinila e dióxido de tório (Thorotrast). A exposição a estes produtos químicos aumenta o risco de angiossarcoma no fígado. Além disso, aumenta o risco de desenvolver colangiocarcinoma e carcinoma hepatocelular, mas em menor grau. Cloreto de vinilo é um produto químico usado na fabricação de alguns tipos de plásticos. Thorotrast é um produto químico que, antigamente era injetado em alguns pacientes, como contraste para alguns exames. Entretanto, quando se reconheceu que este produto era cancerígeno foram tomadas medidas para eliminar ou minimizar a exposição a eles. Thorotrast não é mais usado e a exposição de trabalhadores ao cloreto de vinilo é estritamente regulamentada.
     
  • Esteroides anabolizantes. Os esteroides anabolizantes são hormônios masculinos usados ​​por alguns atletas para aumentar a força e massa muscular. O uso prolongado de esteroides anabolizantes pode aumentar ligeiramente o risco de câncer hepatocelular. Esteroides similares à cortisona, como a hidrocortisona, prednisona e dexametasona, não aumentam o risco.
     
  • Arsênico. A contaminação da água com arsênico, que ocorre naturalmente em alguns poços, aumenta o risco de alguns tipos de câncer de fígado.
     
  • Infecção por parasitas. A infecção com o parasita causador da esquistossomose pode provocar danos ao fígado e está ligada ao câncer de fígado.
     
  • Tabagismo. Fumar aumenta o risco de contrair câncer de fígado. Ex-fumantes têm um risco menor do que os fumantes, mas ambos os grupos têm um risco maior do que aqueles que nunca fumaram.

Fatores com efeitos incertos e controversos

  • Pílula anticoncepcional. Em casos raros, as pílulas anticoncepcionais podem causar tumores benignos, os adenomas hepáticos. Mas não se sabe se eles aumentam o risco de câncer hepatocelular. Alguns dos estudos que analisaram esta questão sugerem que pode haver uma ligação. Os anticoncepcionais atuais usam diferentes tipos, doses e combinações de estrogênios. Não se sabe se estas pílulas mais recentes aumentam o risco de desenvolver a doença.

Fonte: American Cancer Society (28/04/2016)



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